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28/03/2026

MISOGINIA

 Esse desespero todo é porque essa lei mexe com o patriarcado estrutural enraizado na política até os ossos. Quando você junta líderes religiosos conservadores + políticos de extrema direita, você tá mirando os grupos que, dependem da manutenção de hierarquias sociais tradicionais, e a misoginia é uma peça-chave disso.

E essas hierarquias são mantidas essencialmente PELO DISCURSO MISÓGINO. O discurso de controle violento contra mulheres, muitas vezes mascarado como "cuidado", "proteção", "sagrado"...
É nojento! Mas é a pura verdade. 

Eles tão surtando e dispostos a tudo pra barrar a existência desta lei porque a misoginia sustenta o modelo de família que eles defendem. Por moral? Que nada! É tudo por poder e controle.
Grande parte desses líderes se apoia numa ideia específica de família que é o homem como autoridade plena e a mulher como submissa, cuidadora, obediente. 
Isso não é só “cultura” não, é doutrina. É doutrina inegociável pregada nos púlpitos e cobrada no dia a dia de tudo quanto é igreja, até mesmo em umas mais "moderninhas", de araque.
O fazem ou com o artifício das sutilezas ou na cara dura, depende da situação, da orientação ou denominação. O que interessa é que o recado é o mesmo.

Se a misoginia passa a ser criminalizada de forma mais rigorosa, abre-se espaço para questionar práticas como o controle doentio do comportamento feminino, que é a base doutrinária da pesada maioria das igrejas cristãs, pra questionar submissão dentro do casamento e pra questionar a culpabilização de mulheres pelas violências sofridas.
Ou seja: é ameaça direta ao modelo de poder doméstico que eles defendem.
E não só doméstico. 
Este é o modelo que eles defendem e impõem pra toda sociedade, pois sua crença é naturalmente autoritária.

Essa gente teme a perda de controle sobre o discurso religioso, pois este cega o povo e cria exército acrítico fiel, disposto a louvar seus algozes. 
Em muitos ambientes religiosos a doutrinação   imposta às mulheres inclui máximas medonhas como essas:
A mulher deve “se dar ao respeito” pra não provocar assédios, estupros e espancamentos"...
Deve suportar as exigências do marido...
Deve aceitar ter a autonomia limitada, à sombra do homem...
Se a misoginia vira crime com aplicação séria, esses discursos podem ser denunciados, podem gerar responsabilização jurídica e
enfraquecer lideranças!
Olha que sonho será! Pra eles, pesadelo!

O medo deles é concreto: perder autoridade e imunidade institucional.

E eu digo: ahhhhh Brasil, aí sim você me faria ter esperança de novo...

Meu povo, a base política dos componentes da bancada evangélica, por exemplo, é construída no ressentimento masculino.
A extrema direita contemporânea se alimenta muito de frustração masculina. De sensação de perda de espaço social.
De rejeição ao feminismo.
Movimentos como “red pill”, “machosfera”, etc., viraram massa de manobra política. Agora principalmente, figuras como Flávio e Eduardo Bolsonaro e o Nikolas Ferreira, estão nadando de braçada nisso.
Não faltava mais nada né?
E claro que era de se esperar. 

Criminalizar misoginia significa limitar esse tipo de discurso, de forma enfática. 
Enfraquecendo essa base eleitoral...
Reduzindo engajamento por ódio...
Ou seja, é perda de MUITO capital político...
QUE COISA LINDA!

Se eles estão se mordendo e espumando, eu estou aplaudindo.

Misoginia é ferramenta POLÍTICO-RELIGIOSA de controle social
Historicamente, controlar mulheres sempre foi uma forma de controlar reprodução, controlar família, controlar moral social. 
Em benefício do povo?
Nunca. Pra nós é só chicote, cangalha e cabresto.
Eles sim lucram, de inúmeras formas.

Religião + política conservadora operam juntas nisso, em nos fazer de idiotas úteis pros projetos de domínio deles.

Se mulheres ganham mais autonomia elas 
questionam lideranças e rompem estruturas de dependência.
Elas mudam padrões de voto.
Então combater misoginia não é só “defender mulheres” não minha gente, é mexer na engrenagem do poder.
É desestruturar o sistema, entendem?

Se a misoginia passa a ser levada a sério como crime, pode abrir precedentes pra responsabilizar líderes por falas públicas horrorosas, das quais eles se orgulham e seguem impunes.
E influenciam uma porrada de macho da mente fraca.
Pode enquadrar discursos religiosos como discriminatórios, pode ampliar direitos de grupos historicamente oprimidos!
Isso gera pânico nos senhores da Bíblia porque tira o privilégio de falar sem consequência!

Pra evitar esse avanço, eles usam um então o velho argumento padrão perverso:
Ain, “querem criminalizar opinião / liberdade religiosa / liberdade de expressão”...
Mas isso é uma estratégia sacana deles.
A questão real não é opinião, estamos falando de discursos de autoridades religiosas que legitimam violência!
Discurso que inferioriza mulheres e cria uma cultura de violência inegável que acumula corpos femininos tombados pelo feminicídio! Discurso que sustenta desigualdade estrutural que torna a nossa sociedade cada dia mais atrasada, nosso país, uma vergonha.
Chamar isso de “liberdade” é simplesmente afirmar a intenção vergonhosa dos políticos e líderes religiosos desta nação de proteger práticas de dominação que levam ao assassinato em massa de mulheres.

Sim, é sobre ódio.
Não existe amor nenhum num meio cristão onde suas lideranças aberta ou veladamente trabalham todo dia contra nós mulheres. 

É tudo sobre ódio.
Ódio como poder político e espiritual máximo.

E pra completar, como se tudo isso acima já não fosse suficientemente podre, ainda alegam perseguição política e religiosa!!
Claro né?
Não iam jamais perder a oportunidade de descer mais baixo ainda.
Nunca perdem.

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Gi Stadnicki

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Mais informações:

A reação descabida de Nikolas Ferreira a projeto que criminaliza misoginia | VEJA https://share.google/E7PteBn8zTmlRWbIj

Deputados do PL querem barrar projeto contra misoginia; Flávio foi a favor https://share.google/jqbHPCqMvIcZGQnx8

PL da Misoginia: Flávio Bolsonaro vota a favor de projeto criticado por Eduardo e direita | Sonar - A Escuta das Redes | O Globo https://share.google/aNPTf4uRCJHI7ZqrZ

Misoginia vira guerra ideológica no Congresso https://share.google/KNWUpQ9ZYRw2kKVu6

Após votar a favor, Damares questiona equiparação da misoginia a crime de preconceito | VEJA https://share.google/6ueKzVSF88yAAoG6L

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