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31/01/2026

ÊNFASE AOS ELEMENTOS INTERNOS À GESTÃO DA EDUCAÇÃO (GESTÃO DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA REVELAÇÃO EDUCACIONAL - EPISÓDIO 7 - ISMAEL BRAVO)

 

A gestão dos elementos internos se exerce tal qual uma expressão da vontade coletiva, na qual cabe ao gestor reger competências que se distribuam no todo da unidade educacional.

A grande característica do gestor para a transformação é saber ouvir, pois, é um especialista em escutar vozes; as vozes de seu tempo e de seu espaço, as vozes de outros tempos e de outros espaços.

Ao desenvolver a habilidade de conhecer o seu universo de atuação, o gestor criará o clima organizacional necessário para o envolvimento de todos e para efetivar a participação. Por outro lado, a contribuição do gestor não será jamais produzir um colaborador modelo ou discípulo e assecla, mas motivar o afloramento de sua capacidade, para que ele também seja gestor.

São os elementos internos que estão sob a égide da unidade educacional e que são marcantes no dia a dia da sua gestão, pois são eles que devem constar e contextualizar o como será sua forma de gestar. Seus processos têm de ser formalizados, de modo que sejam evidenciados na condução da unidade educacional, em mais esse aspecto do Contexto Educacional.

Lembrando, postados os episódios nas redes sociais como: Facebook, Instagram, Whatsapp, LinkedIn, X e no site ismaelbravo.com em vídeo e áudio no canal Contexto Educacional no Youtube e Spotify.

ÊNFASE AOS ELEMENTOS EXTERNOS À GESTÃO DA EDUCAÇÃO (GESTÃO DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA REVELAÇÃO EDUCACIONAL - EPISÓDIO 6 - ISMAEL BRAVO)

 

O dia a dia do Gestor é revestido de uma série de elementos constantes do cotidiano da educação, porém, existem situações de ordem hierárquica que são definidas pelo modo como a sociedade foi se organizando ao longo de sua história.

As unidades educacionais particulares são constituídas pela iniciativa privada, devendo sua obediência acadêmica às determinações da Gestão Pública que autorizou seu funcionamento, guardando à sua gestão as estratégias de atuação na oferta dos níveis e modalidades de ensinos aprovados para seu funcionamento.

Quanto às unidades educacionais públicas, sua gestão, é por vezes definida pelo modo como é organizada a educação na instância de governo a qual se reporta, ficando ao Gestor, o papel de liderança e de mobilização para sua gestão, junto à comunidade interna e externa.

Assim, o gestor, atuando nessas duas formas de organização, percebe a necessidade do entendimento na interpretação e aplicação das normas legais estabelecidas para o funcionamento da educação com o entendimento de como é organizada a legislação no país e quais leis afetam diretamente a atuação na unidade educacional.

Ao Gestor cabe o discernimento para a interpretação e cumprimento das disposições legais e, por essa razão, serão abordadas e contextualizadas as leis que diretamente afetam a gestão da educação, em mais esse aspecto do Contexto Educacional.

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MENTE: SÓCRATES E AMIZADE, ENVELHECIMENTO DO CÉREBRO, FERNANDO PESSOA E CLAREZA MENTAL

 Citação do dia do antigo filósofo Sócrates sobre amizades: "O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes..." - Correio Braziliense - Radar.

Seis hábitos de Harvard para adiar o envelhecimento do cérebro | Exame.

7 frases de

Fernando Pessoa

para quem busca paz e clareza mental.

TALIDOMIDA

 Ela tinha acabado de assumir o cargo quando uma farmacêutica exigiu a aprovação de seu remédio milionário. A recusa dela salvou milhares de vidas.


Setembro de 1960. Washington, D.C.

A Dra. Frances Kelsey entrou na Food and Drug Administration em seu primeiro dia de trabalho. Tinha 46 anos, era farmacologista, médica formada, e uma das poucas mulheres na regulação federal de medicamentos. Seus superiores lhe entregaram o que parecia ser uma tarefa rotineira.

Uma empresa farmacêutica chamada Richardson-Merrell solicitava aprovação para um novo sedativo chamado Kevadon. O princípio ativo era a talidomida, que já era um sucesso na Europa e no Canadá. Médicos a prescreviam com entusiasmo para ansiedade, insônia e, principalmente, para enjoo matinal em mulheres grávidas. O medicamento era considerado tão seguro que, em alguns países, era vendido sem receita.

A empresa projetava vendas gigantescas nos Estados Unidos. Queria o remédio nas prateleiras antes do Natal. Esperava que o processo de aprovação levasse semanas — talvez dias.

Eles não faziam ideia de com quem estavam lidando.

A Dra. Kelsey analisou o pedido. Algo não estava certo. Os estudos de segurança eram superficiais. Os dados sobre como o medicamento era metabolizado eram vagos. O mais alarmante: quase não havia informações sobre os efeitos em mulheres grávidas, apesar de o enjoo matinal ser um de seus principais usos.

Ela devolveu o pedido.
“Dados insuficientes. Aprovação negada.”

A Richardson-Merrell ficou chocada. Não era assim que as coisas funcionavam. O remédio já havia sido aprovado em dezenas de países. Gerava milhões em receita. E agora uma funcionária da FDA — e ainda por cima uma mulher — estava bloqueando tudo por “detalhes burocráticos”.

Eles iniciaram uma campanha de pressão que teria quebrado a maioria das pessoas.

Executivos ligaram para os superiores de Kelsey exigindo que ela fosse ignorada. Visitaram seu escritório pessoalmente, usando tamanho e presença para intimidar. Chamaram-na de “burocrata mesquinha”, acusaram-na de “implicar com detalhes irrelevantes”. Disseram que ela era inexperiente, irracional, e que estava prejudicando pacientes ao impedir o acesso a um medicamento benéfico.

A imprensa do setor entrou no ataque. Publicações especializadas questionaram sua competência. A empresa insinuou que ela estava embriagada pelo novo poder.

Imagine estar no lugar dela. Recém-chegada ao cargo. Cercada por homens numa época em que mulheres na ciência eram constantemente desmerecidas. Sem rede de apoio. Sem precedentes. Toda a indústria farmacêutica dizendo que você está errada. Teria sido tão fácil assinar os papéis. Dizer a si mesma: “Se foi aprovado em todo lugar, deve ser seguro”.

Mas Frances Kelsey tinha algo que não podia ser intimidado nem negociado: integridade científica.

Ela exigiu novos estudos. Quando a empresa respondeu de forma insuficiente, ela rejeitou novamente. E de novo. Encontrou novas falhas nos dados. Questionou relatos de danos neurológicos em pacientes britânicos que usavam o medicamento por longos períodos. Apontou inconsistências na pesquisa. E assim, atrasou o processo por onze meses, enquanto a empresa ameaçava e se enfurecia.

Então veio novembro de 1961.

Relatos começaram a surgir da Alemanha. Médicos observavam um padrão aterrador. Bebês nasciam com focomelia, uma malformação rara e devastadora. Os membros eram extremamente encurtados ou inexistentes. Braços terminavam no ombro com pequenas mãos em forma de nadadeiras. Pernas eram atrofiadas ou ausentes. Muitos apresentavam graves danos em órgãos internos.

Os números eram catastróficos. E logo surgiu a ligação: as mães haviam tomado talidomida durante a gravidez.

A revelação se espalhou pela Europa e Austrália como um incêndio de horror. Mais de 10 mil bebês foram afetados. Metade não sobreviveu à infância. Os que viveram enfrentaram deficiências profundas por toda a vida. As imagens eram insuportáveis: crianças pequenas com corpos cruelmente mutilados.

O mundo farmacêutico entrou em choque. Governos correram para retirar o medicamento das prateleiras. Processos judiciais explodiram. Carreiras foram destruídas. Mas o dano já era irreversível. Uma geração inteira de famílias foi devastada.

Nos Estados Unidos, a tragédia quase não aconteceu.

Houve apenas alguns casos isolados, causados por amostras distribuídas a médicos durante o processo de aprovação. Mas a catástrofe em larga escala que devastou a Europa nunca ocorreu na América.

Porque uma mulher sentada atrás de uma mesa se recusou a ceder.

Em 1962, o presidente John F. Kennedy convocou a Dra. Kelsey à Casa Branca e lhe concedeu o Prêmio Presidencial por Serviço Civil Distinto, uma das maiores honrarias para um servidor público. Ela foi apenas a segunda mulher a recebê-lo. A cerimônia foi cheia de elogios e gratidão.

Mas, para Frances Kelsey, a verdadeira recompensa não foi a medalha. Foi saber que, em algum lugar dos Estados Unidos, milhares de crianças estavam correndo, brincando, vivendo vidas completas — sem jamais saber o quão perto chegaram de um destino terrível.

Ela provou algo profundo sobre heroísmo. Ele nem sempre é dramático. Às vezes é silencioso. Às vezes é sentar-se diante de dados incompletos e ter a coragem moral de dizer “não” quando todos gritam “sim”.

Às vezes, heroísmo é ser difícil. Ser teimosa. Ser aquela pessoa rotulada como excessivamente cautelosa.

Às vezes, heroísmo é confiar mais na sua formação, na sua intuição e na sua responsabilidade com pessoas que você nunca conhecerá, do que nas vozes poderosas que exigem obediência.

A Dra. Frances Kelsey trabalhou na FDA até os 90 anos de idade. Passou a vida protegendo pessoas que nunca souberam seu nome. E toda criança nascida saudável nos Estados Unidos depois de 1960 deve a ela uma dívida impossível de medir.

Ela não impediu uma bala.
Ela impediu que uma caneta assinasse um papel.

E isso fez toda a diferença.

CIÊNCIA: COLISÃO CÓSMICA NO BRASIL, FUNGO NO REATOR DE CHERNOBYL

 Estudo liderado pela Unicamp aponta colisão cósmica no Brasil há mais de seis milhões de anos.

Fungo encontrado no reator de Chernobyl desafia a biologia: cresce sob radiação letal, usa melanina para converter energia nuclear em metabolismo ativo e prospera onde a vida deveria ser impossível - CPG Click Petróleo e Gás.


25/01/2026

MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

 Ela nasceu no deserto da Somália, em 1965.

Era uma entre doze filhos de uma família nômade que conduzia cabras por algumas das paisagens mais áridas do planeta. Aos seis anos, Waris Dirie já era responsável por sessenta cabras e ovelhas. Todos os dias caminhava com elas pelo deserto em busca de pasto. Água era escassa. Comida era escassa. Tudo girava em torno da sobrevivência. Seu nome significava “flor do deserto”.

Quando tinha apenas cinco anos, uma mulher idosa foi até ela. Usava uma lâmina quebrada e suja de sangue. Não havia anestesia. Não havia esterilização. Waris foi vendada, recebeu uma raiz para morder e foi imobilizada pela própria mãe, enquanto uma tia ajudava a segurá-la. Então começou o corte.

Mutilação genital feminina.
Tipo III — a forma mais extrema. Tudo foi removido. Tudo foi costurado com espinhos de acácia e linha branca, deixando apenas uma pequena abertura. A dor era indescritível. Uma de suas irmãs morreu por complicações. Duas primas também morreram. Waris sobreviveu.

A mãe lhe explicou que aquilo precisava acontecer. Em nome de Alá. Em nome da tradição. Todas as meninas passavam por isso. Na Somália, estima-se que cerca de 98% das mulheres tenham sido submetidas à mutilação genital.

Aos treze anos, o pai fez um anúncio: o casamento dela havia sido arranjado. O noivo tinha sessenta anos. O preço da noiva: cinco camelos. Numa atitude silenciosa de coragem, a mãe ajudou Waris a fugir durante a noite.

Ela atravessou o deserto sozinha. Uma menina de treze anos caminhando por um dos territórios mais perigosos do mundo, sem mapa, sem dinheiro, sem proteção. Chegou a Mogadíscio. De lá, um tio recém-nomeado embaixador da Somália no Reino Unido concordou em levá-la para Londres — como empregada doméstica.

Waris era analfabeta. Não falava inglês. Trabalhou sem receber salário. Quando o mandato do tio terminou, em 1985, a família voltou para a Somália. Waris ficou. Ilegalmente.

Alugou um quarto no YMCA. Conseguiu trabalho limpando no McDonald’s. À noite, frequentava aulas de inglês. Tinha dezoito anos, estava sozinha em uma cidade estrangeira e aprendia a ler e escrever pela primeira vez.

Em 1987, um fotógrafo entrou naquele McDonald’s. Era Terence Donovan, um dos fotógrafos de moda mais famosos do mundo. Ele percebeu algo em seu rosto: beleza, presença, singularidade. Perguntou se ela queria ser modelo. Waris aceitou.

No mesmo ano, foi fotografada para o Calendário Pirelli ao lado de uma então desconhecida Naomi Campbell. Da noite para o dia, tudo mudou. Waris Dirie saiu do chão que esfregava para as passarelas de Paris, Milão, Londres e Nova York. Tornou-se rosto de marcas como Chanel, Levi’s, L’Oréal e Revlon. Foi a primeira mulher negra a aparecer em um anúncio da Oil of Olay. Estampou capas da Vogue, Elle e Glamour. Em 1987, atuou como uma Bond girl em The Living Daylights.

Ela vivia o sonho.
Mas o pesadelo nunca a deixou.

Carregava diariamente as marcas físicas e emocionais do que lhe havia sido feito aos cinco anos. Sofria dores crônicas, dificuldades íntimas e consequências permanentes da mutilação genital. Durante anos, permaneceu em silêncio.

Até 1997.

No auge da carreira, uma jornalista da revista Marie Claire, Laura Ziv, foi entrevistá-la. A pauta seria sua história de “Cinderela africana”. Mas Waris mudou o rumo da conversa. Disse que histórias de modelos já haviam sido contadas inúmeras vezes. Se a revista prometesse publicar, ela daria uma história real.

E contou tudo.

O que lhe aconteceu. O que acontece com milhões de meninas. O que continuava acontecendo todos os dias. A entrevista foi publicada com o título “A tragédia da circuncisão feminina” e provocou repercussão mundial. Pela primeira vez, a mutilação genital feminina tinha um rosto, um nome e uma voz.

No mesmo ano, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nomeou Waris Dirie embaixadora especial para a erradicação da mutilação genital feminina. Ela se aposentou da carreira de modelo aos 32 anos, no auge do sucesso. Tinha uma missão maior.

Viajou o mundo representando a ONU. Falou com presidentes, ganhadores do Nobel, artistas e líderes globais. Em 1998, publicou sua autobiografia Desert Flower, que se tornou um best-seller internacional com mais de 11 milhões de cópias vendidas em mais de cinquenta idiomas.

O mundo passou a entender que a mutilação genital feminina não era uma tradição inofensiva, mas uma violação brutal dos direitos humanos.

Fundou organizações, abriu centros médicos especializados para vítimas, escreveu outros livros e teve sua história transformada em filme em 2009. Mas sua maior conquista não foram prêmios nem fama. Foi a mudança concreta.

Desde que começou a falar, as taxas de mutilação caíram drasticamente em várias regiões da África. Leis foram aprovadas. Campanhas educativas alcançaram milhões. Meninas que enfrentariam a lâmina foram poupadas.

Hoje, Waris Dirie segue lutando. Diz que quer acabar com a mutilação genital feminina definitivamente em sua geração.

Ela não apenas sobreviveu.
Transformou sua dor em propósito.
Seu trauma em um movimento global.
Seu silêncio em uma voz que ecoou pelo mundo.

Nascida como uma flor do deserto nas condições mais duras imagináveis, Waris Dirie floresceu — e fez questão de garantir que milhões de outras meninas também tivessem a chance de florescer. Não como vítimas, mas como mulheres inteiras, fortes e livres, como sempre deveriam ter sido.

CIÊNCIA: IA E CÉREBRO HUMANO, VAPORIZAÇÃO DA TERRA

 Estudo do MIT revela como a IA está moldando o cérebro humano | Fast Company Brasil.

Estudo sugere como a Terra ficaria ao ser vaporizada pelo Sol - Aventuras na História.

SAÚDE: CONDICIONAMENTO FÍSICO E ENVELHECIMENTO, CAMINHADA, ATIVIDADE FÍSICA E JUVENTUDE DO CÉREBRO

 Pesquisa descobre a idade em que homens e mulheres atingem o pico e começam a perder condicionamento físico.

O que acontece no corpo durante uma caminhada? - Portal Drauzio Varella.

Pessoas que praticam atividade física regular possuem um cérebro muito mais jovem e potente.

FILOSOFIA: SÊNECA, NIETZCHE, LAO TZU, MARCO AURÉLIO

 Sêneca, filósofo: "Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que nunca paramos de desperdiçá-lo".

Grande filósofo Nietzsche, sobre superação: "Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como".

Citação do dia do antigo filósofo chinês Lao Tzu: "Preocupe-se com o que os outros pensam e você sempre será um deles..."

Marco Aurélio o imperador filósofo que "A felicidade da sua vida depende da qualidade dos seus pensamentos".

CULTURA NAS ORGANIZAÇÕES EDUCACIONAIS ( GESTÃO DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA REVELAÇÃO EDUCACIONAL - ISMAEL BRAVO)

 

A implementação de novas formas e práticas de gestão na educação deve considerar a cultura existente nas organizações educacionais, para as transformações e/ou complementação de ações do plano de gestão.

Como as organizações educacionais são formações intrínsecas a atividade humana, elas também vêm caracterizadas por sua cultura. Reforçando, um conjunto de valores e pressupostos básicos que definem o modo considerado correto de pensar, agir e sentir.

A cultura nas organizações educacionais também tem algumas dimensões visíveis, os artefatos culturais, que são manifestações mais fáceis de serem notadas. Podemos citar como exemplos à organização do espaço, a tecnologia adotada, a linguagem e outros padrões audíveis e perceptíveis visualmente da organização educacional.

Porém, o mais difícil de perceber são os valores e pressupostos básicos, que representam uma tendência de preferir determinadas situações ou estado de coisas. Dessa forma, a cultura organizacional é implícita, pouco visível e informal, em mais esse aspecto do Contexto Educacional.

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GESTÃO E A DIVERSIDADE SOCIAL (GESTÃO DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA REVELAÇÃO EDUCACIONAL - ISMAEL BRAVO)

 

Para que as organizações educacionais consigam equacionar todas suas ações, terão que ser capazes de assegurar seus objetivos e construir sua prosperidade em uma concepção mais elevada, ou seja, iniciar a requalificação do ser humano por meio de um modo de viver assentado na coerência, na transparência e na cooperação como vias para atingir o cume da autorrealização.

Nesse sentido, buscam-se metodologias que auxiliem na orientação dos multiplicadores institucionais e das unidades educacionais, para isso, torna-se necessária a introdução de uma nova cultura organizacional, o que só é possível por meio da adoção de novos valores e atitudes e no diagnosticar em qual cultura social está inserida, em mais esse aspecto do Contexto Educacional.

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18/01/2026

NOTA 1000 NA REDAÇÃO DO ENEM

 Estudante alcança nota 1000 na redação do Enem ao citar livro de indígena e filme 'Vitória'.

SOCIEDADE ESCRAVOCRATA

 História Brasileira que nas escolas falam pouco......1837 - Primeira lei de educação: negros não podem ir à escola


1850 - Lei das terras: negros não podem ser proprietários

1871 - Lei do Ventre Livre - quem nascia livre?

1885 - Lei do Sexagenário - quem sobrevivia para ficar livre?

1888 - Abolição (atentem, foram 388 anos de escravidão)

1890 - Lei dos vadios e capoeiras - os que perambulavam pelas ruas, sem trabalho ou residência comprovada, iriam pra cadeia. Eram mesmo "livres"? Dá para imaginar qual era a cor da população carcerária daquela época? Vc sabe a cor predominante nos presídios hoje?

1968 - Lei do Boi: 1a lei de cotas! Não, não foi pra negros, foi para filhos de donos de terras, que conseguiram vaga nas escolas técnicas e nas universidades (volte e releia sobre a lei de 1850!!!)

1988 - Nasce nossa ATUAL CONSTITUIÇÃO. Foram necessários 488 anos para ter uma constituição que dissesse que racismo é crime! Na maioria das ocorrências se minimiza o racismo enquanto injúria racial e nada acontece.

2001 - Conferência de Durban, o Estado reconhece que terá que fazer políticas de reparação e ações afirmativas. Mas, não foi porque acordaram bonzinhos! Não foi sem luta. Foram décadas de lutas para que houvesse esse reconhecimento! E olha que até hoje tem gente que ignora, hein!

2003 - Lei 10639 - estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Que convenhamos não é cumprida, né?

2009 - 1a Política de Saúde da População Negra. Que prossegue sendo negligenciada e violentada (quem são as maiores vítimas da violência obstétrica?) no sistema de saúde.

2010 - Lei 12288 - Estatuto da Igualdade Racial. Em um país que se nega a reconhecer a existência do racismo.

2012 - Lei 12711 - Cotas nas universidades. A revolta da casa grande sob um falso pretexto meritocrata.

Nossa sociedade é racista e ainda escravocrata e essa linha do tempo.....

DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (MIGUEL DE CERVANTES)

 Em 16 de janeiro de 1605, foi publicada a primeira edição de Dom Quixote de la Mancha, obra-prima de Miguel de Cervantes Saavedra. Considerado um dos maiores clássicos da literatura espanhola e universal, o livro narra as aventuras de um fidalgo que, influenciado pelos romances de cavalaria, decide tornar-se um cavaleiro errante. Com humor e ironia, Cervantes explora o confronto entre idealismo e realidade, além da complexidade da natureza humana.​

A obra é amplamente reconhecida como um dos primeiros romances modernos e figura entre os livros mais traduzidos do mundo, atrás apenas da Bíblia. Ao longo da narrativa, personagens como Dom Quixote e seu escudeiro Sancho Pança tornaram-se símbolos universais, enquanto o texto reflete aspectos sociais, culturais e políticos da Espanha do século XVII, mantendo sua relevância literária até os dias atuais.​

HANS STADEN

 Em 1552, o alemão Hans Staden, capturado pelos tupinambás, viu de perto o que estava por vir: o prisioneiro, já engordado e casado com uma mulher da aldeia, foi pintado de vermelho e preto, recebeu uma corda ceremonial no pescoço e, diante de centenas de pessoas que cantavam e dançavam, olhou nos olhos do homem que o mataria — e sorriu, desafiando-o a acertar o golpe com honra. Um único impacto da clava na nuca, o corpo desabando, e a aldeia inteira comemorando como se tivesse conquistado o mundo. Não era loucura. Era o coração da cultura tupinambá.


Os tupinambás eram o povo tupi mais temido do litoral brasileiro no século XVI, donos de aldeias grandes e fortificadas que abrigavam milhares de pessoas. Viviam da mandioca, da caça, da pesca e, acima de tudo, da guerra constante contra tribos vizinhas. Para eles, a guerra não era exceção — era a regra. Matar um inimigo em batalha dava prestígio; capturá-lo vivo dava glória eterna. O prisioneiro não era tratado como escravo: recebia comida farta, liberdade para andar pela aldeia, até mulher e filhos. Meses ou anos passavam assim, tempo suficiente para ele aprender a língua, entender os costumes e, paradoxalmente, ser incorporado à comunidade antes de ser sacrificado.

O ritual de execução era o ponto alto dessa lógica de vingança infinita. Chamado de "matar para vingar", ele fechava um ciclo e abria outro. O guerreiro escolhido para dar o golpe ganhava um novo nome — algo como "Jaguar que Mata" — e carregava para sempre a responsabilidade de que, um dia, alguém da tribo do morto viria cobrar o sangue. Após o golpe perfeito na nuca com a iwara pemã (clava de madeira pesada com bordas afiadas), as mulheres esquartejavam o corpo, coziam as partes em grandes panelas de cerâmica e distribuíam a carne entre todos. Comer o inimigo valente não era fome nem sadismo: era absorver sua coragem, sua força espiritual, impedir que ele fosse para o além com sua essência intacta e, ao mesmo tempo, honrá-lo como adversário digno.

Europeus como Hans Staden, Jean de Léry e André Thevet registraram essas cenas com horror misturado a fascínio, e gravuras como a de Theodor de Bry espalharam a imagem do "selvagem canibal" pela Europa, servindo de justificativa moral para a colonização. Mas os próprios tupinambás explicavam aos cronistas: "Nós o matamos e comemos para que ele não nos mate no mundo dos espíritos, e para que sua bravura viva em nós". Era uma guerra total, onde a morte física era apenas parte de uma disputa que atravessava gerações.

Com as doenças trazidas pelos portugueses e as guerras coloniais, os tupinambás praticamente desapareceram no século XVII, assimilados ou exterminados. O que resta são esses relatos e imagens — testemunhas de uma sociedade onde honra, vingança e ritual se entrelaçavam de forma tão profunda que, para eles, devorar o inimigo era o maior ato de respeito que se podia oferecer a um guerreiro de verdade.

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