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17/10/2026

PLANOS DE AULA PARA LEITURA (NOVA ESCOLA)

 

Sabe aquele silêncio bom de uma turma inteira envolvida em uma história? Fazer a leitura virar um momento de troca e participação pode ser mais simples do que parece.

O segredo pode estar na roda de leitura.

Preparamos um plano de aula de Língua Portuguesa com o passo a passo para você colocar essa prática em ação com seus alunos ainda em outubro.
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Acesse o plano de aula

Há versões para diferentes anos escolares, para você encontrar a proposta ideal para sua turma.

PROFISSÃO DOCENTE: APAGÃO DE PROFESSORES, DIA DOS PROFESSORES

 Brasil pode ter apagão de professores até 2040, aponta estudo | CNN Brasil.

Dia dos professores: a lição de Santa Teresa para os educadores de hoje.

ODISSEIA DE HOMERO E O PAPEL DAS MULHERES

 Em 2017, uma mulher abriu um poema de 2.800 anos e encontrou algo que todos os homens antes dela haviam deixado passar.

Não uma falha no enredo. Uma única palavra.

A Odisseia de Homero havia sido traduzida para o inglês por cerca de 60 estudiosos diferentes ao longo de 400 anos. Todos eles eram homens. E em uma cena perto do final do poema, todos fizeram a mesma escolha — silenciosamente, sem nunca explicar o porquê.
Eis a cena: Odisseu finalmente retorna para casa após 20 anos. Enquanto ele esteve fora, invasores ocuparam sua casa. Doze mulheres que trabalhavam lá — sem nenhum poder, nenhum direito, nenhuma capacidade de dizer não a ninguém — foram forçadas a se deitar com os invasores. Quando Odisseu retorna, ele manda enforcar todas as doze.

Por séculos, os leitores de língua inglesa foram levados a acreditar que isso era justiça. Os tradutores chamavam as mulheres de "desleais". "Culpadas". "Prostitutas". Como se elas tivessem escolhido isso. Como se tivessem traído alguém.

Mas a palavra grega que Homero usou para essas mulheres foi dmôai.
Significa "escravizadas".
Não criadas. Não empregadas. Propriedade, sem o direito de recusar ninguém — os pretendentes ou seu dono. Homero escreveu isso claramente. Tradutores, por 400 anos, suavizaram a palavra, transformando-a em algo pelo qual essas mulheres pudessem ser culpadas.

Emily Wilson foi a primeira a simplesmente... traduzir a palavra. "Escravas".

E no instante em que o fez, toda a cena se inverteu. Não se tratava de justiça leal contra traidores. Era um homem poderoso matando mulheres escravizadas por sobreviverem a algo que elas nunca tiveram o poder de recusar.

Essa única palavra havia protegido silenciosamente a reputação do herói por quatro séculos.

Não era a única. A Penélope de Homero não é a esposa passiva e chorosa com a qual os leitores ingleses cresceram — o grego a chama de periphron, que significa astuta, calculista, estratégica. A Penélope de Wilson passa 20 anos manipulando politicamente homens que pensam estar no controle.  Calipso não é a "amante" de Odisseu, mantendo-o em sua ilha por devoção — a palavra grega usada por Homero significa que ela o manteve em cativeiro. Nunca foi um romance. Era uma história de cativeiro, apenas com os gêneros invertidos em relação ao que os leitores esperavam.

Nada disso foi Wilson reescrevendo Homero. Foi Wilson se recusando a continuar reescrevendo-o da maneira como todos antes dela haviam feito.

Quando os críticos a acusaram de injetar política moderna em um texto antigo, sua resposta foi simples: leiam o grego vocês mesmos. Cada escolha que ela fez já estava lá, intocada, por 2.800 anos. Ela não acrescentou nada. Ela simplesmente parou de remover.
Essa é a parte que fica na memória. Não é que a verdade estivesse escondida em algum fragmento perdido que finalmente recuperamos. Ela estava bem à vista, em uma palavra que todo tradutor já havia lido — e 60 pessoas seguidas decidiram, sem nunca dizer isso em voz alta, que os leitores não estavam preparados para ela.

Às vezes, reescrever a história não se trata de encontrar algo novo.

Trata-se de finalmente dizer aquilo que sempre esteve ali.

COMPORTAMENTO: MILLENNIALS, LIBERDADE NA INFÂNCIA E FELICIDADE

 A conta da liberdade chegou para os millennials | Você RH.

Peter Gray, psicólogo, aponta: se você nasceu entre 1960 e 1970, faz parte da última geração que viveu uma infância feliz; 'Acredito que as crianças de hoje são menos livres do que jamais foram', diz especialista - Purepeople.


CIÊNCIA: DEMÊNCIA E AUTONOMIA, ROSTO DO HOMO SAPIENS, ESTRELA VERDE, DOENÇAS PRIÔNICAS

 Qual é o limite para a autonomia num cenário de demência ou fim de vida? | G1.

Rosto de Homo sapiens mais antigo descoberto até hoje é reconstruído em 3D; fotos | Ciência | Galileu.

Astrônomos afirmam ter descoberto a primeira estrela verde: as cores que as estrelas normais podem ter são praticamente apenas laranja, branco ou azul | CNN Brasil.

Doenças priônicas: o que são, quais os sintomas e por que não há tratamento? - Portal Drauzio Varella.


08/10/2026

RESTAURAR A ADOLESCÊNCIA NA VELHICE - DOM CASMURRO - MACHADO DE ASSIS

Machado de Assis, em Dom Casmurro: “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência”, a frase de 1899 que fala com quem tenta reviver o passado - Oeste Geral.

DE TEMPORÁRIO A EFETIVO: COMO É NA VERDADE O MUNDO DO TRABALHO

 O elogio do trabalho.

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO, DA FÉ E DO MUNDO DIGITAL - MARIO SÉRGIO CORTELLA

 Mario Sérgio Cortella fala sobre os desafios da educação, da fé e do mundo digital.

MENTE: TREINOS PARA O CÉREBRO ATIVO E SAUDÁVEL, SINAIS DE DEPRESSÃO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES, PLUTARCO E O USO DO TEMPO

 11 treinos mentais para manter o cérebro mais ativo e saudável.

Depressão em crianças e adolescentes: sinais que merecem atenção.

Plutarco sobre como usamos o tempo: “A medida da vida está em como ela é aproveitada, não em sua duração” - Oeste Geral.

02/10/2026

CIÊNCIA: ERUPÇÃO SOLAR, CAFÉ E MICROBIOTA INTESTINAL, MAPA BABILÔNICO E A ARCA DE NOÉ

 Terra entra em alerta após erupção em filamento do Sol gerar tempestade solar em direção ao planeta | CNN Brasil.

Café altera microbioma intestinal e pode influenciar humor e cognição, aponta estudo.

O mapa babilônico que pode indicar o caminho até a Arca de Noé - Aventuras na História.

Após 4.300 anos, montanha de 157 metros na Turquia pode revelar paradeiro da Arca de Noé | CNN Brasil. 

MENTE: CARACTERÍSTICA EMOCIONAL DOS BABY-BOOMERS, FELICIDADE FEMININA, ANESTESIA GERAL E CÉREBRO, CÉREBRO E DOR CRÔNICA

 Nascidos entre 1945 e 1965 cresceram em meio a limitações e podem ter desenvolvido uma característica emocional que chama atenção da psicologia - Diário do Litoral.

Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, sobre aquilo que presentes não conseguem oferecer: “A felicidade de uma mulher está na paz de ser compreendida e respeitada” - Oeste Geral.

Medicina: o que a anestesia geral revela sobre o nosso cérebro - BBC News Brasil.

Estudo de aluno da Faculdade de Medicina da USP é premiado internacionalmente: estresse, cérebro e dor crônica – Jornal da USP.

26/09/2026

O ATENEU - RAUL POMPEIA

 Raul Pompeia nasceu em Angra dos Reis, em 1863, em uma família muito rica. Dono de uma alma profundamente sensível, artística e observadora, ele carregava desde a juventude uma intensidade emocional que o tornava tanto um gênio quanto alguém extremamente vulnerável às pressões do mundo. 


No início da adolescência, foi matriculado no rígido Colégio Abílio, um colégio interno de elite exclusivo para rapazes dirigido pelo Barão de Macaúbas. 

Essa vivência no internato deixou marcas profundas na sensibilidade do autor, fornecendo a matéria-prima psicológica e as amargas lembranças necessárias para estruturar, a sua obra-prima máxima: o romance O Ateneu, concebido quando ele tinha apenas 24 anos

Lançado em janeiro de 1888, o livro chegou às livrarias em um momento de intensa ebulição cultural e política no Brasil, com o país fervendo em debates sobre o fim da escravidão e a queda do Império. 

O romance é narrado por Sérgio, um adolescente enviado por seu pai para estudar em um dos colégios internos mais prestigiados do Rio de Janeiro, o Ateneu, comandado pelo vaidoso e autoritário diretor Aristarco. 

Por trás da fachada de uma escola moderna e exemplar, o internato funciona como um verdadeiro microcosmo e um retrato cortante da convivência humana e das relações de poder. 

Como o colégio era exclusivamente para rapazes e mantinha os alunos distantes do convívio familiar, sem contato com o mundo externo e sem a presença de figuras femininas, criava-se um ambiente de forte isolamento e alta voltagem emocional. 

É exatamente nesse cenário de convivência fechada que a homossexualidade e a homoafetividade ganham relevância na trama: os alunos se envolvem romântica e sexualmente entre si, moldados por uma dinâmica intensa de segredos, conflitos de sentimentos, paixões obsessivas e ciúmes possessivos.

O próprio protagonista Sérgio, vivencia a perda abrupta da inocência e o desmoronamento de seus referenciais morais ao se envolver nessas experiências com outros colegas. 

Para Pompeia, que canalizou suas próprias observações dolorosas para a ficção, essa convivência no internato corrompia a pureza dos sentimentos, distorcia profundamente o equilíbrio mental e deixava marcas indeléveis na psique dos jovens.

​Apesar da franqueza desconcertante e das polêmicas sobre a forma nua, crua e realista como expunha as entranhas da sociedade, O Ateneu foi aclamado de forma imediata por leitores e críticos. 

No seu lançamento em 1888, a obra foi recebida com entusiasmo arrebatador e apontada nos jornais da época como um clássico definitivo, um livro monumental que seria lido e estudado por gerações e gerações.

​Fora dos livros, no entanto, a vida de Raul Pompeia foi marcada por intensos conflitos. 

Intelectual brilhante e de personalidade forte, Pompeia era um abolicionista radical que lutava bravamente pela liberdade dos negros e um republicano fervoroso, profundamente contra o Império e suas estruturas antigas. 

Com a Proclamação da República, sua projeção atingiu o topo quando ele foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional, o cargo cultural mais importante do país.

​Essa postura progressista fez dele um alvo constante dos conservadores. Pompeia acumulou muitos inimigos políticos e passou a ser atacado duramente na imprensa. 

Seu principal rival era o poeta Olavo Bilac, com quem vivia trocando farpas públicas. Como Pompeia era um homem elegante, abastado, considerado muito bonito e com mais de 30 anos sem nunca ter se casado ou se envolvido publicamente com mulheres, seus opositores exploravam a sua vida privada para tentar destruí-lo. 

Os inimigos espalhavam boatos maldosos e usavam O Ateneu como arma de perseguição: argumentando que a obra era fortemente inspirada nas memórias e vivências do próprio autor, e já que o protagonista e os garotos do livro se envolviam com outros rapazes, eles deduziam maliciosamente que o próprio Raul Pompeia havia passado por aquelas mesmas experiências e, portanto, seria homossexual. 

A invasão da vida privada do autor e a hostilidade escalaram a ponto de Pompeia e Bilac marcarem um duelo de espadas para lavar a honra, embora tenham sido convencidos a não lutar de última hora.

​Esgotado em sua delicada saúde emocional pelos ataques diários à sua reputação, Raul Pompeia tomou uma decisão drástica. 

No noite de 25 de dezembro de 1895, escolhendo de propósito a noite de Natal para dar um recado forte à sociedade, Pompeia cometeu suicídio com um tiro no coração, aos 32 anos. 

Antes de morrer, deixou um bilhete curto e marcante para a imprensa: “Ao jornal A Notícia, e ao Brasil, declaro que sou um homem de honra”.

Anos mais tarde, em 1902, o próprio Olavo Bilac redimiu-se publicamente ao reconhecer a genialidade de Pompeia e enaltecer O Ateneu como uma das obras mais importantes e originais da língua portuguesa.

De fato, tudo aquilo que havia sido previsto em seu lançamento em 1888 se concretizou plenamente: O Ateneu superou o tempo, tornando-se um clássico eterno e absoluto da literatura brasileira que até os dias de hoje é amplamente estudado em escolas e universidades de todo o país.

18/09/2026

PISA EM SP (APASE)

 

É preciso refletir sobre o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025, o PISA

Só em São Paulo, o ensino decaiu no ranking recente do Ideb. Vemos que não é possível falar em avanços na educação paulista quando os dados provam o oposto..


🔗 Acesse o Instagram APASE e saiba mais:

https://www.instagram.com/p/DdROU4lnHLV/?utm_source=ig_web_copy_link&stkn=MzRlODBiNWFlZA==


O FALSO PISA DE SP (UDEMO)

15 MINUTOS DE UDEMO ⏰

🚨 O FALSO PISA - EDUCAÇÃO DE SP ESTÁ CAINDO!

 

Assista em: https://youtu.be/_jQSRBygeCk

 

  

JEAN-JACQUES ROUSSEAU E O ENSINO PRECOCE

Jean-Jacques Rousseau, filósofo genebrino: “A natureza quer que as crianças sejam crianças antes de serem homens”, a frase de 1762 que ainda divide defensores do ensino precoce e especialistas em infância - Olhar Digital.

RECIFES ARTIFICIAIS E VIDA MARINHA

 Lançados ao mar em 1978, pneus preenchidos com concreto transformaram-se em um próspero habitat para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas | CNN Brasil.

SAÚDE: DOENÇA RARA, FRIO NOS PÉS, DORMÊNCIA E FORMIGAMENTO

 'Descobri que tinha uma doença rara depois de um match no Tinder' - BBC News Brasil.

Sentir muito frio nos pés é normal? Entenda a relação.

Quando se preocupar com dormência e formigamento: especialista explica neuropatia e outras causas | Saúde | extra.

EDUCAÇÃO: PROFESSORES IDOSOS, POBREZA E DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

 Apagão: nº de professores idosos mais do que dobra, e o de jovens cai | G1.

67% dos alunos mais pobres não atingem nível mínimo de leitura | G1.

COMPORTAMENTO: IMPORTÂNCIA DO SONO PARA ADOLESCENTES, CONDUTORES E EXCESSO DE VELOCIDADE

 Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes | G1.

Pesquisa inédita mapeia comportamento de condutores e desmistifica ganho de tempo com excesso de velocidade – Jornal da USP.


HIGIENE NO PARTO

 Em 1847, o médico húngaro Ignaz Semmelweis trabalhava em uma maternidade de Viena.

Ele percebeu algo estranho.

Mulheres atendidas por médicos e estudantes de medicina morriam de febre puerperal em uma proporção muito maior do que aquelas atendidas por parteiras.

Semmelweis investigou a diferença.

Uma das pistas apareceu depois da morte de um colega, que havia se ferido durante uma autópsia e desenvolvido sintomas semelhantes aos das mulheres.

A hipótese de Semmelweis era simples: os próprios médicos poderiam estar levando algum agente contaminante das autópsias para as pacientes.

Ele então determinou que médicos e estudantes lavassem as mãos com uma solução de cloro antes de examinar as mulheres.

O resultado foi impressionante.

A mortalidade caiu drasticamente.

A evidência apontava para uma conclusão incômoda: a rotina dos próprios médicos estava contribuindo para as mortes.

E foi justamente aí que surgiu o problema.

A ideia enfrentou resistência.

Naquele momento, a teoria dos germes ainda não explicava adequadamente o mecanismo por trás da doença, e a conclusão de Semmelweis entrava em conflito com as crenças e práticas médicas da época.

Além disso, aceitar sua explicação significava reconhecer que profissionais respeitados poderiam estar causando danos sem perceber.

Essa história tem uma aplicação poderosa dentro das empresas.

Informação nova nem sempre é rejeitada porque é falsa.

Às vezes, ela ameaça uma decisão anterior, um processo estabelecido ou a reputação de quem tomou a decisão.

É muito mais fácil aceitar um dado quando ele confirma que estamos no caminho certo.

É mais difícil quando ele diz:

“Precisamos mudar.”

E mais difícil ainda quando diz:

“Precisamos mudar porque nossa decisão anterior estava errada.”

Por isso, uma organização saudável precisa separar duas perguntas:

“Quem estava certo?”

e

“O que os dados estão mostrando agora?”

Se a primeira pergunta dominar a segunda, a empresa pode defender uma decisão antiga mesmo quando as evidências já apontam em outra direção.

A maior barreira para uma mudança nem sempre é a falta de evidência.

Pode ser o custo de admitir o que essa evidência significa.


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