Em 24 de outubro de 1975, a Islândia descobriu o que aconteceria se as mulheres simplesmente parassem de trabalhar por um único dia.
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23/08/2026
DIA DE FOLGA DAS MULHERES
O PROGRESSO TECNOLÓGICO E A ESTUPIDIFICAÇÃO DA ESPÉCIE
Artigo da jornalista portuguesa Mafalda Anjos na 'Folha de S. Paulo' de 19 de agosto, p. A8.
CUIDADOS COM SUPERDOTADOS
Criança com QI de 132: especialistas alertam para cuidados com superdotados | CNN Brasil.
SOCIOLOGIA E COMPORTAMENTO: DINHEIRO E FELICIDADE, DISTÂNCIA E SOLIDÃO, PLANOS DE LONGO PRAZO, ESCOLAS DE EXCELÊNCIA, VIRGINIA WOOLF E A LIBERDADE DA MENTE
Daniel Kahneman, psicólogo e ganhador do Prêmio Nobel de Economia: 'O dinheiro não compra a felicidade, mas a falta de dinheiro sim, compra a miséria' - Purepeople.
Frase de Henry David Thoreau, sobre a solidão emocional: 'A solidão não se mede pelos quilômetros de distância entre um homem e outro' - Purepeople.
Provérbio chinês do dia: "Se seus planos são para um ano, plante arroz; se são para dez anos, plante árvores; se são para cem anos, eduque as crianças" — um ditado que ensina sobre visão de longo prazo e como devemos escolher o que plantar conforme o tempo que queremos colher - Super Rádio Tupi.
“20 anos atrás, eu teria matriculado minha filha nas melhores escolas; hoje, acho que isso não importa mais”, diz Ben Mann, cofundador da Anthropic.
Virginia Woolf, escritora britânica, sobre liberdade: “Não existe barreira, fechadura ou ferrolho capaz de aprisionar a liberdade da minha mente” - Oeste Geral.
DITADURA MILITAR
A estudante Sylvia Montarroyos tinha apenas 17 anos quando foi presa pelo regime militar por distribuir um jornal com conteúdo “subversivo” e alfabetizar lavradores. Desacordada, recebia soro na ala feminina do Manicômio da Tamarineira, no Recife. Os “olhos diabolicamente ingênuos”, como descreveu o delegado que a prendera, estavam fechados.
15/08/2026
MARIGHELA
CARLOS MARIGHELLA: O HOMEM QUE PASSOU DA POLÍTICA À LUTA ARMADA E SE
TORNOU O INIMIGO Nº 1 DA DITADURA
Carlos
Marighella (1911–1969) é uma das figuras mais controversas e importantes para
compreender a história política brasileira do século XX. Para alguns, foi um
símbolo da resistência à ditadura; para outros, um dirigente revolucionário que
optou pela luta armada e pela violência política. A documentação histórica
permite compreender sua trajetória sem transformar o personagem em mito — nem
apagar seus atos.
Quem foi
Carlos Marighella?
Carlos Marighella nasceu em 5 de dezembro de 1911, em Salvador, Bahia,
filho de Augusto Marighella e Maria Rita do Nascimento Marighella. Era
descendente de italiano pelo lado paterno e de uma mulher negra descendente de
africanos escravizados pelo lado materno.
Desde jovem demonstrou interesse por política, literatura e poesia.
Estudou Engenharia Civil na Escola Politécnica da Bahia, mas não concluiu o
curso. Ainda muito jovem, aproximou-se do movimento comunista e passou a atuar
politicamente.
Sua primeira prisão ocorreu em 1932, quando tinha apenas 20 anos.
Durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, voltou a ser perseguido e preso.
Segundo os registros históricos, passou anos encarcerado e sofreu violência e
tortura durante suas detenções.
O militante comunista
Marighella ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e tornou-se
um de seus principais dirigentes.
Após a redemocratização de 1945, foi eleito deputado federal
constituinte pela Bahia pelo PCB. Entretanto, a legalidade do partido duraria
pouco. Em 1947, o registro do PCB foi cancelado e, em 1948, os mandatos dos
parlamentares comunistas foram cassados.
Marighella voltou então à clandestinidade.
Durante as décadas seguintes, manteve intensa atividade política. Em
1953 e 1954, esteve na China a convite do PCB, em uma viagem destinada a
conhecer a experiência da Revolução Chinesa.
1964: o golpe
militar muda definitivamente sua trajetória
O golpe de 31 de março/1º de abril de 1964 marcou uma nova fase.
Em maio daquele ano, Marighella foi localizado por agentes do DOPS
dentro de um cinema no Rio de Janeiro. Foi baleado e preso.
Libertado posteriormente por decisão judicial, passou a defender uma
oposição cada vez mais radical ao regime.
As divergências com a direção do PCB se aprofundaram. Marighella
defendia uma estratégia de enfrentamento que a direção partidária não aceitava.
Em 1967, foi expulso do PCB.
No ano seguinte, ajudou a organizar a Ação Libertadora Nacional (ALN),
uma das principais organizações da luta armada contra a ditadura brasileira.
A ALN e a
luta armada
A partir de 1968, a trajetória de Marighella entrou definitivamente no
terreno da guerrilha urbana.
A ALN realizou ações para obtenção de recursos, incluindo assaltos a
bancos e outras operações armadas. O grupo também participou de ações de grande
repercussão internacional.
Uma das mais conhecidas aconteceu em setembro de 1969, quando
integrantes da ALN, em conjunto com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro
(MR-8), sequestraram o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke
Elbrick.
O objetivo era pressionar o governo pela libertação de presos políticos.
Ao final da operação, 15 presos políticos foram libertados e enviados para o
México.
O
"Minimanual do Guerrilheiro Urbano"
Marighella também se tornou conhecido internacionalmente por seus
escritos sobre guerrilha.
Seu "Minimanual do Guerrilheiro Urbano", produzido em 1969,
circulou clandestinamente e acabou traduzido para diferentes idiomas. O texto
apresentava princípios e métodos de atuação da guerrilha urbana.
A obra tornou Marighella uma referência internacional para movimentos
revolucionários, mas também fez dele um dos principais alvos dos órgãos de
segurança brasileiros.
As cápsulas de cianureto
É aqui que surge uma das histórias mais conhecidas sobre seus últimos
meses.
Documentos do Centro de Informações do Exército (CIE) registraram que
Marighella carregava consigo duas cápsulas de uma substância posteriormente
identificada como cianureto. O próprio acervo do Ministério Público Federal
reproduz essa informação a partir do Relatório Especial de Informações nº 9/69.
A explicação histórica mais aceita é que Marighella carregava o veneno
como recurso extremo para evitar ser capturado vivo e submetido novamente à
prisão e à tortura.
Isso fazia sentido dentro da experiência que havia acumulado em décadas
de perseguição política e encarceramento.
Mas há uma distinção importante: os documentos comprovam a existência
das cápsulas; a intenção específica de utilizá-las naquela noite é reconstruída
a partir de depoimentos, documentos e pesquisas posteriores.
4 DE NOVEMBRO
DE 1969: A EMBOSCADA
Na noite de 4 de novembro de 1969, Marighella dirigiu-se à Alameda Casa
Branca, em São Paulo.
Os órgãos de repressão haviam preparado uma operação para capturá-lo.
Informações obtidas durante a repressão aos seus colaboradores
permitiram localizar o ponto de encontro.
Marighella entrou em um Fusca onde estavam os frades dominicanos Ivo e
Fernando.
A operação policial começou imediatamente.
Marighella foi atingido por vários disparos e morreu aos 57 anos.
Durante muito tempo, a versão oficial sustentou que ele havia morrido em
um tiroteio com agentes do DOPS.
Mas essa versão passou a ser contestada por documentos, perícias e
investigações posteriores.
A
documentação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos
registrou que Marighella foi atingido por um disparo na aorta à queima-roupa e
apontou inconsistências na versão oficial apresentada pelos órgãos de
segurança.
O Arquivo Nacional, ao disponibilizar documentos do período, também
registra a conclusão de que Marighella foi morto depois de ser dominado, e que
seu corpo teria sido colocado dentro do veículo para sustentar a versão de que
havia sido abatido durante uma reação armada.
A documentação posteriormente analisada também indicou que Marighella
estava desarmado no momento em que foi morto, embora um revólver tenha sido
posteriormente associado aos seus pertences. O conjunto documental sobre o
episódio permanece fundamental para compreender as circunstâncias de sua morte.
O Estado brasileiro reconheceu
a perseguição política
A morte de Marighella não encerrou sua história.
Décadas depois, documentos oficiais e trabalhos da Comissão de Mortos e
Desaparecidos contribuíram para revisar a narrativa construída pelos órgãos de
repressão durante a ditadura.
Em 1996, o Estado brasileiro reconheceu oficialmente a responsabilidade
pela morte de Marighella.
Em 2012, ele recebeu anistia política post mortem.
UM PERSONAGEM
QUE NÃO CABE EM UMA FRASE
Carlos Marighella foi, ao longo de sua vida:
militante comunista;
deputado federal constituinte;
escritor e poeta;
preso político durante o Estado
Novo;
opositor da ditadura militar;
dirigente da luta armada;
fundador e principal líder da
ALN;
autor de textos sobre guerrilha
urbana;
personagem central de um dos
episódios mais emblemáticos da repressão política brasileira.
Sua história também revela as profundas divisões existentes dentro da
própria esquerda brasileira durante a ditadura: enquanto setores do PCB
defendiam a atuação política sem recorrer à luta armada, Marighella concluiu
que a resistência deveria assumir uma dimensão militar.
Essa escolha teve consequências graves e levou a ALN a praticar ações
armadas, incluindo assaltos e sequestros políticos.
Por isso, estudar Marighella exige mais do que transformá-lo em herói ou
vilão.
É necessário compreender o homem, o militante, o deputado, o escritor, o
guerrilheiro e o contexto histórico que o levou de uma juventude comunista na
Bahia à clandestinidade e à luta armada contra uma ditadura.
Carlos
Marighella morreu em 4 de novembro de 1969. Mas o debate sobre sua vida
permanece.
Sua trajetória continua provocando uma pergunta fundamental para quem
estuda a história do Brasil:
O que acontece com uma sociedade quando a disputa política deixa de ser
resolvida pelas instituições e passa a ser travada pela força?
JESUS HISTÓRICO
JESUS: O PRESO
POLÍTICO QUE MUITOS CRISTÃOS SEGUEM SEM CONHECER A HISTÓRIA
Você já percebeu uma
das maiores contradições da história do cristianismo?
Milhões de pessoas
dizem ser cristãs. Dizem seguir Jesus Cristo, defendem seus ensinamentos,
carregam sua imagem, colocam sua cruz dentro de suas casas e até usam o nome de
Jesus para defender posições políticas.
Mas será que essas
pessoas realmente estudaram quem foi Jesus dentro do contexto histórico em que
ele viveu?
Porque existe uma
realidade que deveria fazer qualquer cristão parar por alguns minutos e pensar:
Jesus foi preso,
torturado, julgado e executado pelo poder de seu tempo.
E quando digo que
Jesus pode ser compreendido como um preso político, não estou dizendo que ele
era político no sentido moderno, como um candidato, deputado ou militante
partidário.
Estou falando de
outra coisa.
Estou falando de um
homem cuja mensagem entrou em choque com estruturas religiosas, sociais e
políticas extremamente poderosas.
Jesus nasceu e viveu
em uma região submetida ao domínio do Império Romano. A Judeia não era um país
independente como conhecemos hoje. Roma exercia o poder imperial, controlava a
ordem pública e possuía autoridade para aplicar determinadas formas de punição,
inclusive a crucificação.
Ao mesmo tempo,
existiam autoridades e instituições judaicas com enorme influência religiosa e
social.
Era um mundo em que
religião e poder não estavam separados como muitas pessoas imaginam atualmente.
E foi justamente
nesse ambiente que apareceu Jesus anunciando algo extremamente provocador:
o Reino de Deus.
Agora pare para
pensar.
Naquele mundo existia
o poder de César.
Existia o Império
Romano.
Existiam reis,
governadores, soldados, autoridades religiosas, elites econômicas e estruturas
de dominação.
E, no meio disso
tudo, aparece um homem dizendo que existe um Reino que não pertence a César.
Um Reino de Deus.
Isso não significa
que Jesus tenha organizado uma revolução armada contra Roma.
Não significa que
tenha criado um partido político.
Não significa que
pretendesse disputar o poder imperial.
Mas significa que sua
mensagem colocava uma autoridade acima das autoridades humanas.
E isso, naquele
contexto, não era uma mensagem politicamente neutra.
Jesus não pregava
simplesmente uma religião para ser praticada dentro de quatro paredes.
Ele falava sobre
pobres.
Falava sobre riqueza.
Falava sobre justiça.
Falava sobre poder.
Falava sobre
hipocrisia.
Falava sobre aqueles
que exploravam os outros.
Falava sobre o
próximo.
Falava sobre
misericórdia.
Falava sobre os marginalizados.
E, principalmente,
apresentava uma maneira diferente de compreender autoridade.
Enquanto o mundo
dizia que grande era aquele que dominava, Jesus ensinava que grande era aquele
que servia.
Enquanto os poderosos
acumulavam privilégios, Jesus colocava os pobres e excluídos no centro de sua
mensagem.
Enquanto determinadas
estruturas religiosas separavam pessoas entre puras e impuras, dignas e
indignas como fazem os bolsonaristas, Jesus atravessava essas fronteiras e se
aproximava justamente daqueles que eram rejeitados.
Isso é profundamente
desafiador.
E talvez seja
exatamente por isso que tanta gente hoje tenha dificuldade para compreender o
Jesus histórico.
Porque é muito mais
confortável transformar Jesus em um símbolo decorativo do que estudar o homem
que enfrentou as estruturas de seu tempo.
Jesus não terminou
sua vida em uma cama.
Terminou pregado numa
cruz.
E aqui precisamos
compreender o significado daquela execução.
A crucificação era
uma punição romana brutal e pública. Era também uma forma de demonstração de
força.
O condenado não era
simplesmente morto.
Seu corpo era
exposto.
A mensagem era clara:
Roma tinha poder para
destruir quem fosse considerado uma ameaça à ordem estabelecida.
Jesus foi acusado,
interrogado e levado diante das autoridades. O processo envolveu autoridades
judaicas e romanas em um contexto de tensão política e religiosa.
E, no final, a
decisão que levou à crucificação passou pelo poder romano.
Pôncio Pilatos,
representante de Roma na Judeia, autorizou sua execução.
E existe um detalhe
que merece atenção:
Na cruz foi colocada
a identificação de Jesus como “Rei dos Judeus”.
Rei.
Essa palavra, naquele
contexto, carregava um peso político que não podemos simplesmente ignorar.
Roma possuía um
imperador.
Roma controlava a
região.
Roma não tolerava
facilmente reivindicações de soberania concorrentes.
E Jesus aparece sendo
apresentado como rei.
Por isso, quando eu
digo que Jesus foi um preso político, estou chamando atenção para essa dimensão
histórica: um homem cuja mensagem e cuja presença foram consideradas perigosas
dentro de uma ordem dominada pelo poder imperial.
Ele não precisava
empunhar uma espada para ser desafiador.
Às vezes, uma ideia é
mais perigosa para um sistema do que uma arma.
E Jesus tinha uma
ideia extremamente poderosa:
o poder humano não
era absoluto.
César não era Deus.
O Império não era
eterno.
A riqueza não era
medida de valor humano.
O pobre não era
inferior.
O doente não era
descartável.
O excluído não
deveria ser abandonado.
E o próximo deveria
ser amado.
Isso era uma maneira
completamente diferente de olhar para o mundo.
Agora vem a parte que
mais me faz refletir.
Hoje existem cristãos
que defendem políticos tipo Bolsonaro como se estivessem defendendo o próprio
Jesus.
Alguns transformam
Jesus em símbolo de partido como muitos pastores fizeram com Bolsonaro.
Outros usam Jesus
para justificar riqueza os falsos profetas.
Outros usam Jesus
para justificar intolerância como fazia Bolsonaro.
Outros falam de Deus
enquanto desprezam justamente aqueles que os Evangelhos apresentam como
merecedores de cuidado os pobres.
E eu fico pensando:
Será que essas
pessoas estudaram o homem que dizem seguir?
Porque seguir Jesus
não deveria significar simplesmente repetir seu nome.
Seguir Jesus deveria
significar tentar compreender seus ensinamentos.
E compreender seus
ensinamentos exige conhecer o mundo em que ele viveu.
Jesus não nasceu
dentro de uma democracia moderna.
Não existia Estado
democrático de direito como conhecemos.
Não existiam redes
sociais.
Não existiam partidos
políticos modernos.
Não existia liberdade
religiosa nos moldes atuais.
Existia um império.
Existiam soldados.
Existiam impostos.
Existiam
desigualdades profundas.
Existiam elites.
Existiam conflitos
religiosos.
Existiam pobres.
Existiam pessoas excluídas.
E foi nesse mundo que
Jesus começou a anunciar:
“O Reino de Deus
chegou.”
Isso é muito maior do
que simplesmente dizer “acredite em Deus”.
Era apresentar uma
nova maneira de enxergar a existência.
E talvez seja
justamente por isso que Jesus continua sendo tão incômodo dois mil anos depois.
Porque o Jesus
histórico não cabe perfeitamente na direita.
Não cabe
perfeitamente na esquerda.
Não cabe em partido
político.
Não pertence a
presidente.
Não pertence a
pastor.
Não pertence a padre.
Não pertence a
empresário.
Não pertence a
milionário.
Não pertence a pobre.
Jesus pertence à
história.
E cada pessoa que
afirma segui-lo deveria ter coragem de estudar essa história antes de usar seu
nome para defender aquilo que pensa.
Porque existe uma
ironia gigantesca na trajetória do cristianismo:
o homem perseguido
pelo poder acabou sendo utilizado posteriormente por diferentes poderes para
legitimar suas próprias autoridades.
O homem que foi
humilhado na cruz acabou sendo colocado em palácios.
O homem que caminhou
entre pobres acabou sendo utilizado para justificar riquezas.
O homem que falou
contra a hipocrisia acabou sendo transformado em instrumento de discursos
hipócritas.
O homem que foi
executado pelo poder imperial acabou sendo apresentado, séculos depois, ao lado
de governantes e autoridades.
E talvez seja por
isso que estudar Jesus seja tão importante.
Porque acreditar sem
estudar pode transformar a fé em repetição.
Mas estudar permite
compreender.
E compreender pode
transformar a fé em consciência.
Eu não estou dizendo
que todo cristão precisa enxergar Jesus exatamente da mesma maneira que eu
enxergo.
Estou dizendo que
quem afirma seguir Jesus deveria, pelo menos, conhecer o contexto histórico
daquele homem.
Porque antes de
existir o cristianismo institucional existiu um judeu da Galileia.
Antes das catedrais
existiu um homem caminhando pelas estradas.
Antes dos símbolos
religiosos existiu uma mensagem.
Antes dos palácios
existiu uma cruz.
E antes de ser
transformado em símbolo político por diferentes grupos, Jesus foi um homem que
desafiou a lógica de seu tempo anunciando que havia uma autoridade maior do que
os poderes humanos:
o Reino de Deus.
Talvez essa seja a
pergunta que todo cristão deveria fazer antes de dizer que é seguidor de
Cristo:
“Eu realmente conheço
o homem que estou dizendo que sigo?”
Porque carregar uma
cruz no pescoço é fácil.
Difícil é compreender
por que aquele homem terminou pregado nela.
E talvez compreender
isso seja o primeiro passo para entender o verdadeiro tamanho do desafio que
Jesus representou para o mundo em que viveu.
Ass : André Luiz
Thiago também conhecido por André Negrão.