Pesquise neste site

28/03/2026

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: COMO TRABALHAR EM SALA DE AULA (NOVA ESCOLA)

 

Nós já falamos como as mudanças climáticas fazem parte das conversas atuais fora da sala de aula. Nossa sugestão de hoje é que você trabalhe esse tema dentro da escola, ajudando a turma a compreender melhor as relações entre natureza, ação humana e qualidade de vida.

Para apoiar esse trabalho, reunimos alguns planos de aula práticos e investigativos. Confira!

A influência das florestas no clima brasileiro


Aqui, a turma irá investigar como as florestas influenciam temperatura, chuvas e equilíbrio ambiental no Brasil, além de aprender a validar informações sobre o clima.

Acesse aqui
 

Vegetação nas cidades e a melhora do clima

Com o apoio de ferramentas como o Google Earth Engine e o Google Maps, os alunos irão aprender mais sobre áreas verdes ao longo do tempo e entender o papel da vegetação no bem-estar urbano.

Acesse aqui
 

Assoreamento dos rios


Nessa aula, os alunos irão realizar uma pesquisa sobre o tema, construir o conceito de assoreamento de forma coletiva e elaborar propostas de ações para a preservação dos rios e do ambiente.

Acesse aqui

Cobertura vegetal e o equilíbrio do ambiente

A atividade mostra como a cobertura vegetal protege o solo, mantém a umidade e contribui para o equilíbrio ambiental. Os alunos refletem sobre os efeitos da retirada da vegetação e como a tecnologia pode colaborar com a preservação da natureza.

Acesse aqui
 

A água que podemos beber

Qual a quantidade de água potável no planeta? Qual o papel da Inteligência Artificial (IA) no monitoramento desse recurso? Estimule seus alunos a analisarem dados e informações sobre o tema.

Acesse aqui
 

Mudanças do clima local

A aula convida os alunos a observar e comparar mudanças no clima da região onde vivem, coletando dados de temperatura em diferentes ambientes. Com apoio de IA, analisam as possíveis causas e impactos dessas transformações.

Acesse aqui

GÊMEOS IDÊNTICOS E A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE

 Eles viveram vidas idênticas por 39 anos — casaram com mulheres com os mesmos nomes, dirigiram os mesmos carros e deram aos filhos o mesmo nome.

Eles nunca haviam se conhecido. Nem sabiam que o outro existia.

Em 19 de agosto de 1939, em Piqua, Ohio, uma mulher solteira deu à luz gêmeos idênticos. Incapaz de criá-los, colocou os dois para adoção quando tinham três semanas de vida.

Por coincidência — ou algo ainda mais estranho — as duas famílias adotivas escolheram o mesmo nome para os meninos: James.

Jim Lewis foi adotado pela família Lewis, em Lima.
Jim Springer foi adotado pela família Springer, em Piqua, a apenas 64 quilômetros de distância.
Os Springer foram informados de que o outro gêmeo havia morrido. Já os Lewis sabiam que existia um irmão gêmeo, mas não tinham qualquer informação sobre ele.

Assim, por 39 anos, dois meninos idênticos cresceram e se tornaram homens praticamente iguais, vivendo vidas paralelas sem qualquer conhecimento um do outro.

Desde a infância, as semelhanças eram impressionantes:
 • Ambos tinham irmãos adotivos chamados Larry.
 • Ambos tiveram cachorros na infância chamados Toy.
 • Ambos gostavam de matemática e marcenaria, mas odiavam ortografia.
 • Ambos roíam as unhas e sofriam de enxaquecas.

Na vida adulta, as coincidências continuaram:
 • Os dois trabalharam na área policial.
 • Os dois dirigiam Chevrolets.
 • Os dois fumavam cigarro Salem em cadeia.
 • Os dois tinham hobbies como carpintaria e desenho mecânico.

Ambos se apaixonaram por mulheres chamadas Linda — e se casaram com elas.
Quando os casamentos fracassaram, ambos se divorciaram.
Depois, cada um conheceu e se casou com uma mulher chamada Betty.

Cada um teve um filho primogênito.
Jim Lewis o chamou de James Alan.
Jim Springer o chamou de James Allan — o mesmo nome, com grafia levemente diferente.

Sem saber disso, ambos passaram férias no mesmo trecho de três quarteirões de praia perto de St. Petersburg, Flórida — possivelmente ao mesmo tempo, caminhando um pelo outro sem perceber.

Eles estavam vivendo a mesma vida duas vezes.

Em 1977, Jim Lewis — que sempre soubera que tinha um irmão gêmeo — decidiu procurá-lo. Tinha 37 anos e estava curioso.
Ele entrou em contato com o tribunal de Ohio que havia tratado de sua adoção e, com ajuda, conseguiu um número de telefone.

Em 5 de fevereiro de 1979, ele ligou.
Jim Springer atendeu.

Após uma conversa cautelosa, tentando processar o que estava acontecendo, Lewis perguntou:
“Você é meu irmão?”
Springer respondeu:
“Sou.”

Quatro dias depois, em 9 de fevereiro de 1979, eles se encontraram pessoalmente pela primeira vez, após 39 anos.

Quando se viram, algo pareceu se encaixar imediatamente. Springer diria depois que sempre sentiu um vazio até aquele momento.

Ao começarem a comparar suas vidas, o espanto só aumentava:

“Você também casou com uma Linda?”
“Você também se divorciou e depois casou com uma Betty?”
“Seu filho também se chama James Allan?”
“Você também passa férias na Flórida? Em qual praia?”

Cada resposta confirmava outra coincidência impossível.

A história se espalhou rapidamente pelo país. Os gêmeos apareceram em programas de televisão e revistas, tornando-se um fenômeno nacional.

O caso chamou a atenção do psicólogo Thomas Bouchard, da Universidade de Minnesota, que estudava o impacto da genética e do ambiente na formação da personalidade.
Os gêmeos Jim eram um exemplo perfeito: DNA idêntico, ambientes completamente diferentes.

Em maio de 1979, Bouchard convidou os dois para uma série extensa de testes: avaliações psicológicas, exames médicos, testes de personalidade e análises de ondas cerebrais.

Os resultados foram impressionantes:
 • Suas pontuações em testes eram quase idênticas.
 • Quando pediram que desenhassem algo sem orientação, ambos fizeram o mesmo desenho.
 • Descreviam suas enxaquecas com palavras praticamente iguais.
 • Suas ondas cerebrais apresentavam padrões muito semelhantes.

O caso deu origem ao famoso Estudo dos Gêmeos Criados Separadamente, conduzido entre 1979 e 1999, com 137 pares de gêmeos idênticos.
Os resultados mostraram que a genética tem uma influência muito maior sobre a personalidade, inteligência e comportamento do que se imaginava.

Mesmo assim, pequenas diferenças existiam. Um dos Jim se divorciou novamente e se casou outra vez; o outro permaneceu com sua segunda esposa.
Isso mostrava que o ambiente também tem papel — mas a semelhança impressionante entre os dois reforçava o poder da herança genética.

Após o reencontro, os irmãos permaneceram próximos, visitando-se regularmente.
Eles não sentiam que haviam se tornado mais parecidos — sempre foram. Apenas não sabiam.

A história dos gêmeos Jim levantou questões profundas:
Quanto do que somos já está escrito em nosso DNA antes mesmo de nascermos?
Nossas escolhas são realmente livres — ou seguem tendências biológicas invisíveis?

Durante 39 anos, eles acreditaram estar vivendo vidas únicas e independentes.
Então se encontraram — e descobriram que seus caminhos haviam sido quase perfeitamente sincronizados.

Separados ao nascer. Criados por famílias diferentes. Sem saber da existência um do outro.
E, ainda assim, ambos se casaram com Lindas e Bettys, deram aos filhos o mesmo nome, passaram férias na mesma praia e dirigiram os mesmos carros.

Trinta e nove anos de vidas paralelas.
Um único DNA compartilhado.
E uma história que até hoje faz cientistas se perguntarem o quanto realmente escolhemos quem nos tornamos.

CIÊNCIA: COMUNICAÇÃO EXTRA-TERRESTRE, MAPA DO CÉU, MICROBIOTA INTESTINAL, NOVA PARTÍCULA ATÔMICA, MOLÉCULAS DE DNA EM ASTEROIDE, FARMACÊUTICAS E LUCRO

 Terra é atingida por sinal laser vindo de 8 bilhões de anos-luz.

Pergaminho medieval revela mapa do céu mais antigo já registrado.

Microbiota intestinal: 7 alimentos que fortalecem a saúde do seu intestino.

Xi-cc-plus: Cientistas europeus anunciam descoberta de nova partícula.

Asteroide com 4,6 bilhões de anos contém os blocos moleculares do DNA.

Cientista alerta que o lucro, e não a ciência, decide quais medicamentos chegam aos pacientes.

SHANGRI-LA

 Em 1925, uma professora no sul da Alemanha sentou-se para ler um livro de um político ainda pouco conhecido: Adolf Hitler.


Ela leu com atenção. Cada palavra.

Quando terminou, Anna Essinger entendeu algo que o mundo levaria anos para perceber: aquilo não era apenas discurso político. Era um plano. E, se fosse colocado em prática, não haveria lugar seguro para as crianças sob sua responsabilidade.

Ela guardou isso para si.
E continuou ensinando.

Anna nasceu em 1879, em Ulm, em uma família judia secular. Aos vinte anos, foi para Nashville, nos United States, onde entrou em contato com os quakers, cujos valores — consciência, comunidade e igualdade — moldariam sua vida.

Em 1919, voltou à Alemanha em uma missão humanitária após a 1ª Guerra Mundial.
Em 1926, fundou com as irmãs uma escola progressista em Herrlingen: o Landschulheim Herrlingen.

Ali, crianças eram tratadas com dignidade, incentivadas a pensar livremente, independentemente de origem.

Os alunos a chamavam de “Tante Anna”.

Quando Hitler chegou ao poder em 1933, Anna já observava havia anos.

Ela não se surpreendeu.
Ela estava pronta.

Em abril, o regime ordenou que escolas hasteassem a suástica no aniversário de Hitler.

Anna respondeu com silêncio e estratégia: organizou uma excursão de três dias. Quando a escola ficou vazia, hasteou a bandeira — sem testemunhas.

“O símbolo”, disse, “não pode ferir ninguém em um prédio vazio.”

E então começou a agir de verdade.

Ela viajou pela Europa em segredo, buscando um lugar seguro.

Encontrou na England, com ajuda de contatos quakers, uma propriedade abandonada: Bunce Court.

Era antiga, precária, quase em ruínas.

Mas estava fora do alcance nazista.

Anna reuniu os pais dos alunos em encontros discretos.

Explicou o plano:
levaria a escola inteira para a Inglaterra.

Sem garantias de retorno.

Quase todos aceitaram.

Durante meses, os professores começaram a preparar as crianças — sem explicar por quê:

aulas com referências britânicas

idioma inglês incorporado ao cotidiano

hábitos e cultura estrangeiros

As crianças não sabiam.

Estavam sendo preparadas para deixar seu país para sempre.

Em 5 de outubro de 1933, começou a operação.

Grupos separados viajaram por rotas diferentes.
Pais entregaram seus filhos em estações de trem com uma instrução devastadora:

não chorar. não se despedir longamente. não chamar atenção.

Eles obedeceram.

Os grupos cruzaram fronteiras sem incidentes, reuniram-se em Ostend, na Belgium, e seguiram de navio para a Inglaterra.

Ao todo, 66 crianças chegaram em segurança.

No dia seguinte, as aulas recomeçaram.

Não havia estrutura.

Então eles construíram tudo:

dormitórios improvisados

hortas para alimentação

instalações elétricas

rotinas coletivas

Professores e alunos fizeram a escola existir.

Ela se tornou algo raro: um refúgio vivo.

Com o avanço do nazismo, Bunce Court passou a receber mais crianças:

expulsas de escolas alemãs

sobreviventes do Kindertransport

refugiados intelectuais

Ali, cientistas ensinavam matemática, artistas montavam peças, músicos davam aulas.

Era caos.
Era família.

Os alunos chamariam o lugar, anos depois, de “Shangri-La”.

Após a Kristallnacht (Noite dos cristais) em 1938, Anna ampliou o acolhimento.

Mas viu também o lado mais cruel: crianças sendo escolhidas como em um “mercado”.

Ela nunca superou isso.

Em 1940, com a guerra avançando, foi forçada a mover a escola novamente — em apenas três dias.

Ela conseguiu.

De novo.

Quando a guerra terminou em 1945, chegaram sobreviventes dos campos de concentração.

Entre eles, Sidney Finkel, que mais tarde diria que Anna havia restaurado sua humanidade.

A escola fechou em 1948.

Mais de 900 crianças passaram por ela.

Anna foi indicada ao Nobel Peace Prize.
Não venceu.

Mas seu legado já estava feito.

Ela morreu em 30 de maio de 1960, em Kent, Inglaterra no mesmo lugar onde havia levado aquelas 66 crianças décadas antes.

Os ex-alunos continuaram se reunindo por mais de meio século.

Eles lembravam:

da comida cultivada por eles

da escola construída com as próprias mãos

do único lugar onde se sentiram completamente seguros

Chamavam de Shangri-La.

Mais de 900 crianças foram salvas.

Não por acaso.

Mas por uma mulher que leu um livro em 1925…
e passou oito anos se preparando.

Ela ensinou inglês sem explicar.
Hasteou uma bandeira em um prédio vazio.
Disfarçou um resgate como excursão escolar.

E continuou, por anos, até não restar mais ninguém a salvar.

Isso é tudo.

E isso é tudo que importa.

MISOGINIA

 Esse desespero todo é porque essa lei mexe com o patriarcado estrutural enraizado na política até os ossos. Quando você junta líderes religiosos conservadores + políticos de extrema direita, você tá mirando os grupos que, dependem da manutenção de hierarquias sociais tradicionais, e a misoginia é uma peça-chave disso.

E essas hierarquias são mantidas essencialmente PELO DISCURSO MISÓGINO. O discurso de controle violento contra mulheres, muitas vezes mascarado como "cuidado", "proteção", "sagrado"...
É nojento! Mas é a pura verdade. 

Eles tão surtando e dispostos a tudo pra barrar a existência desta lei porque a misoginia sustenta o modelo de família que eles defendem. Por moral? Que nada! É tudo por poder e controle.
Grande parte desses líderes se apoia numa ideia específica de família que é o homem como autoridade plena e a mulher como submissa, cuidadora, obediente. 
Isso não é só “cultura” não, é doutrina. É doutrina inegociável pregada nos púlpitos e cobrada no dia a dia de tudo quanto é igreja, até mesmo em umas mais "moderninhas", de araque.
O fazem ou com o artifício das sutilezas ou na cara dura, depende da situação, da orientação ou denominação. O que interessa é que o recado é o mesmo.

Se a misoginia passa a ser criminalizada de forma mais rigorosa, abre-se espaço para questionar práticas como o controle doentio do comportamento feminino, que é a base doutrinária da pesada maioria das igrejas cristãs, pra questionar submissão dentro do casamento e pra questionar a culpabilização de mulheres pelas violências sofridas.
Ou seja: é ameaça direta ao modelo de poder doméstico que eles defendem.
E não só doméstico. 
Este é o modelo que eles defendem e impõem pra toda sociedade, pois sua crença é naturalmente autoritária.

Essa gente teme a perda de controle sobre o discurso religioso, pois este cega o povo e cria exército acrítico fiel, disposto a louvar seus algozes. 
Em muitos ambientes religiosos a doutrinação   imposta às mulheres inclui máximas medonhas como essas:
A mulher deve “se dar ao respeito” pra não provocar assédios, estupros e espancamentos"...
Deve suportar as exigências do marido...
Deve aceitar ter a autonomia limitada, à sombra do homem...
Se a misoginia vira crime com aplicação séria, esses discursos podem ser denunciados, podem gerar responsabilização jurídica e
enfraquecer lideranças!
Olha que sonho será! Pra eles, pesadelo!

O medo deles é concreto: perder autoridade e imunidade institucional.

E eu digo: ahhhhh Brasil, aí sim você me faria ter esperança de novo...

Meu povo, a base política dos componentes da bancada evangélica, por exemplo, é construída no ressentimento masculino.
A extrema direita contemporânea se alimenta muito de frustração masculina. De sensação de perda de espaço social.
De rejeição ao feminismo.
Movimentos como “red pill”, “machosfera”, etc., viraram massa de manobra política. Agora principalmente, figuras como Flávio e Eduardo Bolsonaro e o Nikolas Ferreira, estão nadando de braçada nisso.
Não faltava mais nada né?
E claro que era de se esperar. 

Criminalizar misoginia significa limitar esse tipo de discurso, de forma enfática. 
Enfraquecendo essa base eleitoral...
Reduzindo engajamento por ódio...
Ou seja, é perda de MUITO capital político...
QUE COISA LINDA!

Se eles estão se mordendo e espumando, eu estou aplaudindo.

Misoginia é ferramenta POLÍTICO-RELIGIOSA de controle social
Historicamente, controlar mulheres sempre foi uma forma de controlar reprodução, controlar família, controlar moral social. 
Em benefício do povo?
Nunca. Pra nós é só chicote, cangalha e cabresto.
Eles sim lucram, de inúmeras formas.

Religião + política conservadora operam juntas nisso, em nos fazer de idiotas úteis pros projetos de domínio deles.

Se mulheres ganham mais autonomia elas 
questionam lideranças e rompem estruturas de dependência.
Elas mudam padrões de voto.
Então combater misoginia não é só “defender mulheres” não minha gente, é mexer na engrenagem do poder.
É desestruturar o sistema, entendem?

Se a misoginia passa a ser levada a sério como crime, pode abrir precedentes pra responsabilizar líderes por falas públicas horrorosas, das quais eles se orgulham e seguem impunes.
E influenciam uma porrada de macho da mente fraca.
Pode enquadrar discursos religiosos como discriminatórios, pode ampliar direitos de grupos historicamente oprimidos!
Isso gera pânico nos senhores da Bíblia porque tira o privilégio de falar sem consequência!

Pra evitar esse avanço, eles usam um então o velho argumento padrão perverso:
Ain, “querem criminalizar opinião / liberdade religiosa / liberdade de expressão”...
Mas isso é uma estratégia sacana deles.
A questão real não é opinião, estamos falando de discursos de autoridades religiosas que legitimam violência!
Discurso que inferioriza mulheres e cria uma cultura de violência inegável que acumula corpos femininos tombados pelo feminicídio! Discurso que sustenta desigualdade estrutural que torna a nossa sociedade cada dia mais atrasada, nosso país, uma vergonha.
Chamar isso de “liberdade” é simplesmente afirmar a intenção vergonhosa dos políticos e líderes religiosos desta nação de proteger práticas de dominação que levam ao assassinato em massa de mulheres.

Sim, é sobre ódio.
Não existe amor nenhum num meio cristão onde suas lideranças aberta ou veladamente trabalham todo dia contra nós mulheres. 

É tudo sobre ódio.
Ódio como poder político e espiritual máximo.

E pra completar, como se tudo isso acima já não fosse suficientemente podre, ainda alegam perseguição política e religiosa!!
Claro né?
Não iam jamais perder a oportunidade de descer mais baixo ainda.
Nunca perdem.

---

Gi Stadnicki

---

Mais informações:

A reação descabida de Nikolas Ferreira a projeto que criminaliza misoginia | VEJA https://share.google/E7PteBn8zTmlRWbIj

Deputados do PL querem barrar projeto contra misoginia; Flávio foi a favor https://share.google/jqbHPCqMvIcZGQnx8

PL da Misoginia: Flávio Bolsonaro vota a favor de projeto criticado por Eduardo e direita | Sonar - A Escuta das Redes | O Globo https://share.google/aNPTf4uRCJHI7ZqrZ

Misoginia vira guerra ideológica no Congresso https://share.google/KNWUpQ9ZYRw2kKVu6

Após votar a favor, Damares questiona equiparação da misoginia a crime de preconceito | VEJA https://share.google/6ueKzVSF88yAAoG6L

14/03/2026

GERAÇÕES DOS ANOS 1960 E 1970

 A psicologia diz que os anos 60 e 70 produziram uma das gerações mais fortes: “não por uma melhor educação, mas pela vivência que forçou as crianças a se autorregularem” .

FILOSOFIA: ROUSSEAU, RUSSELL, PASCAL, NIETZSCHE, KANT

 Jean-Jacques Rousseau, filósofo: “Não temos nada a mostrar além de uma aparência frívola e enganosa, razão sem sabedoria e prazer sem felicidade”.

Bertrand Russell, filósofo: “De todas as formas de cautela, a cautela no amor é talvez a mais fatal para a verdadeira felicidade”.

Blaise Pascal, filósofo: “Todos os homens buscam a felicidade, sem exceção. Mas quase todos eles se perdem em algum ponto do caminho”.

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, disse: “Viver é sofrer, sobreviver é encontrar algum sentido nesse sofrimento”.

Immanuel Kant, filósofo alemão, disse: “A paciência é a força dos fracos e a impaciência, a fraqueza dos fortes”.

CIÊNCIA: BACTÉRIAS EM CÁLCULOS RENAIS, ORIGEM DA HUMANIDADE, EVOLUÇÃO DOS OLHOS, PIRÂMIDES DO EGITO, BIOPREPARO CONTRA O ENVELHECIMENTO, MAR MEDITERRÂNEO, CHIPANZÉS,DEPRESSÃO, DNA DE LEONARDO DA VINCI CANHOTOS

 Estudo identifica DNA bacteriano em cálculos renais mais comuns.

Fóssil encontrado sugere que humanidade não surgiu na África - Aventuras na História.

Especialistas dizem que o próximo passo na evolução humana são os olhos - e eles serão muito diferentes dos de hoje.

Pesquisas recentes mostram quem construiu as pirâmides do Egito.

Cientistas do Cazaquistão criam biopreparado contra envelhecimento.

Arqueólogos encontraram no mar Mediterrâneo os restos de uma das sete maravilhas do mundo antigo após mais de 1.600 anos.

Chimpanzés são fascinados por cristais – e isso pode ajudar a explicar a relação humana com essas pedras.

Segundo a ciência, os canhotos deveriam ter desaparecido, mas a evolução acabou tornando-os mais competitivos - Olhar Digital.

Estudo mundial identifica centenas de variações genéticas ligadas à depressão – Jornal da USP.

Cientistas testam o DNA de Leonardo Da Vinci e podem estar a um passo de decifrar o verdadeiro código da Vinci | National Geographic.

SER HUMANO: GERAÇÃO X, ENVELHECIMENTO, GERAÇÃO Z, ALZHEIMER, CARGA COGNITIVA

 Geração X: a geração que sustenta pais, filhos, netos e empresas – R7.

E se envelhecer também significar melhorar? Quase metade dos idosos tem ganhos físicos e cognitivos, diz estudo de Yale.

Geração Z: homens com diploma enfrentam desemprego igual aos sem formação.

Cientistas descobrem defesa oculta do cérebro contra o Alzheimer.

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais - BBC News Brasil.

VAGABUNDA

 Muito boa a coluna da Giovana Madalosso na Folha de S. Paulo de hoje, p. A26. Leiam.


VAMOS TIRAR ‘VAGABUNDA’ DO DICIONÁRIO’
Quando alguém não tem o que dizer contra uma mulher, diz: vagabunda

Eu já fui vítima de violência doméstica e, antes do empurrão e do tapa, veio a palavra: vagabunda. Na quadra da escola, uma amiga da minha filha, de 12 anos, se encrencou com os colegas por causa do resultado de um jogo e ouviu: vagabunda.

Mês passado assisti a uma senhora atravessar a faixa de pedestres sob o grito de um motorista apressado: "vai, vagabunda". Já vi homens olhando para mulheres com desejo e dizendo: vagabunda. Esta semana, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está sendo investigado, referiu-se a uma possível delatora: "tem que moer essa vagabunda".

O que essas mulheres têm em comum? Não faço ideia, mas vida fácil é que não é. Pelo contrário, todas têm uma vida difícil, já que não é mole ser mulher no Brasil. Mas voltando à palavra "vagabunda": afinal, o que significa esse termo usado em contextos tão distintos e aleatórios?

Segundo o dicionário, no masculino, "vagabundo" significa: "que ou quem vagabundeia, que leva uma vida errante, perambulando sem destino ou objetivo certo; vagamundo". Já no feminino, significa: "vadia", "devassa ou amoral". Ou seja: "vagabunda" é uma palavra carregada de machismo desde a raiz, porque condena aquelas que vagam atrás de amor ou sexo, coisa que os homens também fazem, sem passar por julgamentos.

Hoje o xingamento nem se relaciona necessariamente com esse significado original, mas segue carregado de machismo, tendo se tornado um simulacro de nove letras para esconder 1) a falta de argumentos de quem o diz 2) a misoginia.

Quando um homem não tem o que dizer contra uma mulher, basta lançar: vagabunda. Um jeito de desqualificá-la, sem qualquer embasamento. Pior é que as próprias mulheres também usam esse termo para se referir a outras, não se dando conta da misoginia que espalham com "vagabunda" ou com seus equivalentes, como "biscate" e "vadia".

Infelizmente essas palavras não são vocábulos isolados quando o assunto é usar a língua para enquadrar, diminuir e humilhar uma mulher.

Quando um homem é feio, dizemos: feio.

Quando uma mulher é feia, o vocabulário se multiplica: baranga, mocreia, bagulho, fubanga, bruaca, jaburu, dragão, canhão, tiriça, trubufu, bozenga, jabiraca, bruxa, bugiranga, tilanga, bucho. E apelando para o peso, que só importa numa mulher: baleia, poita, elefante, jamanta.

A culpa, obviamente, não é da língua, mas da cultura que a produz e a transforma a cada instante. O nosso português é o reflexo de uma cultura machista. Reflexo não da feiura das mulheres, mas da nossa própria feiura.

A boa notícia é que nenhuma língua, em nenhum momento, jamais esteve pronta. Se a nossa, como todas as outras, está sempre se transformando, e se os agentes de transformação somos nós, podemos riscar do dicionário aquilo que dissemina a misoginia. E usar palavras mais propícias para cada sujeito.

Mal posso esperar o dia em que a senhora que atravessa lentamente a rua seja chamada de "tartaruga" ou de "empaca-trânsito", em que a menina que criticou o placar do jogo seja chamada de "arregaça-prazeres", em que a possível delatora do Vorcaro seja chamada de "mulher que fala merdas que fiz", em que a respeitável profissional do sexo seja chamada do que ela é: puta, e ainda possa retrucar: com muito orgulho!

07/03/2026

ESCOLAS CÍVICO-MILITARES (UDEMO)

 📽 PPA ⏰

🚨 Escolas cívico-militares:

a tragédia educacional que virou realidade!

 

Assista em: https://youtu.be/QW6RLxYk-rE

PARTO DEITADO

 Você sabia que as mulheres começaram a dar à luz deitadas de costas porque o Rei Luís XIV tinha um fetiche em observar as mulheres que ele engravidava parindo? Ele se posicionava à frente delas, as obrigava a deitar e se satisfazia enquanto elas davam à luz. É literalmente por isso que a posição deitada de costas se tornou o padrão.

LONTRAS-MARINHAS

 Algumas lontras-marinhas têm um hábito curioso que ajuda a explicar como conseguem se alimentar todos os dias no mar. Elas escolhem uma pedra e passam a usá-la como ferramenta para abrir conchas duras, como mexilhões, ouriços e outras presas que não conseguiriam quebrar apenas com os dentes.


Essa pedra não é algo qualquer. Muitas carregam a mesma por muito tempo, guardando em uma dobra da pele, como se fosse um pequeno bolso. Sempre que precisam se alimentar, pegam a pedra e a usam como apoio ou martelo para quebrar a concha. Esse comportamento mostra que elas sabem resolver problemas e usar objetos a seu favor, algo que não é comum entre os animais.

Os filhotes aprendem observando a mãe e repetindo o que veem, o que garante que esse conhecimento continue passando de geração em geração.

Além de ajudar na alimentação, esse hábito influencia o ambiente onde vivem. Ao se alimentarem de ouriços, por exemplo, ajudam a manter o equilíbrio de áreas com algas marinhas, que servem de abrigo e alimento para muitas outras espécies. No fim das contas, aquela simples pedra escolhida por uma lontra faz parte de uma cadeia maior que mantém o ecossistema funcionando.

MISOGINIA E FEMINICÍDIO

 "Onde começa a misoginia?"


Não é no tapa. Não é no grito. Não é na manchete que anuncia mais um corpo de uma mulher morta.
Começa muito antes — no detalhe que parece inofensivo, naquela frase jogada “de brincadeira”, naquela opinião fantasiada de humor, naquela crítica ao jeito de uma mulher existir no mundo. Misoginia nasce no sussurro antes de virar grito. No riso coletivo antes de virar ameaça. No deboche antes de virar covardia.
Ela começa ali, na desvalorização diária.
Quando dizem que mulher “exagera”, que “dramatiza”, que “não sabe se controlar”, que “pede atenção”.
Começa no: “mulher dirige mal”, “mulher não aguenta pressão”, “mulher tem que se dar ao respeito”, “mulher difícil merece ser domada”.
Começa quando o corpo da mulher vira argumento, quando seu desejo vira pecado, quando sua opinião vira capricho.
A misoginia se infiltra como mofo emocional: discreta, sorrateira, mas corrosiva. Até que um dia toma tudo.
E aí a gente finge que ficou surpresa quando ela explode.
Mas não há explosão sem acúmulo.
O feminicídio é o capítulo final de uma história escrita em capítulos pequenos que a sociedade chama de “normal”.
É o desfecho estatístico de uma cultura que ensina homens a acreditarem que têm direito sobre o corpo, sobre a vida e sobre o silêncio das mulheres.
É a consequência lógica — e criminosa — de um condicionamento emocional que diz que mulher deve tolerar, entender, ceder.
E que homem, coitado, só perdeu a cabeça.
Só que ninguém perde o que nunca tentou controlar.
A psicanálise explica: onde não há elaboração, há repetição.
E onde há repetição sem consciência, há violência.
O sujeito que cresce ouvindo que mulher vale menos internaliza essa lógica no inconsciente.
E reproduz.
E mata — emocionalmente, simbolicamente ou literalmente. A filósofa dentro de mim não consegue deixar de observar que toda estrutura de opressão precisa de dois pilares:
o que fala e o que replica.
Nenhum discurso de ódio se sustenta sozinho.
Toda misoginia que se alastra precisa de plateia, de riso, de compartilhamento, de curtida, de seguidor.
Quem consome, aplaude ou replica o ódio à mulher — seja influencer vendendo machismo gourmet, seja seguidor rindo do conteúdo e repostando — está alimentando a máquina que mata mulheres todos os dias no Brasil.
Sim: quem replica também é cúmplice.
Não puxou o gatilho, mas lubrificou.
Não enforcou, mas apertou mais um nó.
Não deu o soco, mas ajudou a construir o contexto emocional que justifica o soco.
Influencia a cultura. Alimenta a narrativa. Normaliza a violência.
E no final, o resultado é sempre o mesmo: o corpo da mulher no chão.
Talvez a pergunta certa não seja “onde começa a misoginia?”, mas “por que continuamos fingindo que não vemos quando ela começa?”.
Porque ela grita todos os dias.
Na timeline. No grupo da família. Nas piadas velhas recicladas em vídeo viral.
E cada risada é mais um tijolo na construção do feminicídio.
A misoginia não é um acidente. É um projeto.
E todo projeto precisa de gente trabalhando nele.
Os influenciadores do ódio são os arquitetos.
Os replicadores, os pedreiros.
E o resultado final é um país onde mulheres morrem por serem mulheres.
A verdade nua, crua e ácida é essa:
O feminicídio não começa com a violência.
Ele começa com a autorização social para que a violência exista.
E essa autorização nasce nas frases mais simples, mais bobas, mais “comuns”.
Por isso eu digo: cada palavra importa.
Cada piada importa.
Cada compartilhamento importa.
Porque, no fim, tudo isso vira estatística.
E estatística, nesse país, tem nome, rosto, história e sangue de mulher.

Aurora Zanco (Escritora)
Vida de Mulher

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...