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14/03/2026

GERAÇÕES DOS ANOS 1960 E 1970

 A psicologia diz que os anos 60 e 70 produziram uma das gerações mais fortes: “não por uma melhor educação, mas pela vivência que forçou as crianças a se autorregularem” .

FILOSOFIA: ROUSSEAU, RUSSELL, PASCAL, NIETZSCHE, KANT

 Jean-Jacques Rousseau, filósofo: “Não temos nada a mostrar além de uma aparência frívola e enganosa, razão sem sabedoria e prazer sem felicidade”.

Bertrand Russell, filósofo: “De todas as formas de cautela, a cautela no amor é talvez a mais fatal para a verdadeira felicidade”.

Blaise Pascal, filósofo: “Todos os homens buscam a felicidade, sem exceção. Mas quase todos eles se perdem em algum ponto do caminho”.

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, disse: “Viver é sofrer, sobreviver é encontrar algum sentido nesse sofrimento”.

Immanuel Kant, filósofo alemão, disse: “A paciência é a força dos fracos e a impaciência, a fraqueza dos fortes”.

CIÊNCIA: BACTÉRIAS EM CÁLCULOS RENAIS, ORIGEM DA HUMANIDADE, EVOLUÇÃO DOS OLHOS, PIRÂMIDES DO EGITO, BIOPREPARO CONTRA O ENVELHECIMENTO, MAR MEDITERRÂNEO, CHIPANZÉS,DEPRESSÃO, DNA DE LEONARDO DA VINCI CANHOTOS

 Estudo identifica DNA bacteriano em cálculos renais mais comuns.

Fóssil encontrado sugere que humanidade não surgiu na África - Aventuras na História.

Especialistas dizem que o próximo passo na evolução humana são os olhos - e eles serão muito diferentes dos de hoje.

Pesquisas recentes mostram quem construiu as pirâmides do Egito.

Cientistas do Cazaquistão criam biopreparado contra envelhecimento.

Arqueólogos encontraram no mar Mediterrâneo os restos de uma das sete maravilhas do mundo antigo após mais de 1.600 anos.

Chimpanzés são fascinados por cristais – e isso pode ajudar a explicar a relação humana com essas pedras.

Segundo a ciência, os canhotos deveriam ter desaparecido, mas a evolução acabou tornando-os mais competitivos - Olhar Digital.

Estudo mundial identifica centenas de variações genéticas ligadas à depressão – Jornal da USP.

Cientistas testam o DNA de Leonardo Da Vinci e podem estar a um passo de decifrar o verdadeiro código da Vinci | National Geographic.

SER HUMANO: GERAÇÃO X, ENVELHECIMENTO, GERAÇÃO Z, ALZHEIMER, CARGA COGNITIVA

 Geração X: a geração que sustenta pais, filhos, netos e empresas – R7.

E se envelhecer também significar melhorar? Quase metade dos idosos tem ganhos físicos e cognitivos, diz estudo de Yale.

Geração Z: homens com diploma enfrentam desemprego igual aos sem formação.

Cientistas descobrem defesa oculta do cérebro contra o Alzheimer.

A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais - BBC News Brasil.

VAGABUNDA

 Muito boa a coluna da Giovana Madalosso na Folha de S. Paulo de hoje, p. A26. Leiam.


VAMOS TIRAR ‘VAGABUNDA’ DO DICIONÁRIO’
Quando alguém não tem o que dizer contra uma mulher, diz: vagabunda

Eu já fui vítima de violência doméstica e, antes do empurrão e do tapa, veio a palavra: vagabunda. Na quadra da escola, uma amiga da minha filha, de 12 anos, se encrencou com os colegas por causa do resultado de um jogo e ouviu: vagabunda.

Mês passado assisti a uma senhora atravessar a faixa de pedestres sob o grito de um motorista apressado: "vai, vagabunda". Já vi homens olhando para mulheres com desejo e dizendo: vagabunda. Esta semana, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está sendo investigado, referiu-se a uma possível delatora: "tem que moer essa vagabunda".

O que essas mulheres têm em comum? Não faço ideia, mas vida fácil é que não é. Pelo contrário, todas têm uma vida difícil, já que não é mole ser mulher no Brasil. Mas voltando à palavra "vagabunda": afinal, o que significa esse termo usado em contextos tão distintos e aleatórios?

Segundo o dicionário, no masculino, "vagabundo" significa: "que ou quem vagabundeia, que leva uma vida errante, perambulando sem destino ou objetivo certo; vagamundo". Já no feminino, significa: "vadia", "devassa ou amoral". Ou seja: "vagabunda" é uma palavra carregada de machismo desde a raiz, porque condena aquelas que vagam atrás de amor ou sexo, coisa que os homens também fazem, sem passar por julgamentos.

Hoje o xingamento nem se relaciona necessariamente com esse significado original, mas segue carregado de machismo, tendo se tornado um simulacro de nove letras para esconder 1) a falta de argumentos de quem o diz 2) a misoginia.

Quando um homem não tem o que dizer contra uma mulher, basta lançar: vagabunda. Um jeito de desqualificá-la, sem qualquer embasamento. Pior é que as próprias mulheres também usam esse termo para se referir a outras, não se dando conta da misoginia que espalham com "vagabunda" ou com seus equivalentes, como "biscate" e "vadia".

Infelizmente essas palavras não são vocábulos isolados quando o assunto é usar a língua para enquadrar, diminuir e humilhar uma mulher.

Quando um homem é feio, dizemos: feio.

Quando uma mulher é feia, o vocabulário se multiplica: baranga, mocreia, bagulho, fubanga, bruaca, jaburu, dragão, canhão, tiriça, trubufu, bozenga, jabiraca, bruxa, bugiranga, tilanga, bucho. E apelando para o peso, que só importa numa mulher: baleia, poita, elefante, jamanta.

A culpa, obviamente, não é da língua, mas da cultura que a produz e a transforma a cada instante. O nosso português é o reflexo de uma cultura machista. Reflexo não da feiura das mulheres, mas da nossa própria feiura.

A boa notícia é que nenhuma língua, em nenhum momento, jamais esteve pronta. Se a nossa, como todas as outras, está sempre se transformando, e se os agentes de transformação somos nós, podemos riscar do dicionário aquilo que dissemina a misoginia. E usar palavras mais propícias para cada sujeito.

Mal posso esperar o dia em que a senhora que atravessa lentamente a rua seja chamada de "tartaruga" ou de "empaca-trânsito", em que a menina que criticou o placar do jogo seja chamada de "arregaça-prazeres", em que a possível delatora do Vorcaro seja chamada de "mulher que fala merdas que fiz", em que a respeitável profissional do sexo seja chamada do que ela é: puta, e ainda possa retrucar: com muito orgulho!

07/03/2026

ESCOLAS CÍVICO-MILITARES (UDEMO)

 📽 PPA ⏰

🚨 Escolas cívico-militares:

a tragédia educacional que virou realidade!

 

Assista em: https://youtu.be/QW6RLxYk-rE

PARTO DEITADO

 Você sabia que as mulheres começaram a dar à luz deitadas de costas porque o Rei Luís XIV tinha um fetiche em observar as mulheres que ele engravidava parindo? Ele se posicionava à frente delas, as obrigava a deitar e se satisfazia enquanto elas davam à luz. É literalmente por isso que a posição deitada de costas se tornou o padrão.

LONTRAS-MARINHAS

 Algumas lontras-marinhas têm um hábito curioso que ajuda a explicar como conseguem se alimentar todos os dias no mar. Elas escolhem uma pedra e passam a usá-la como ferramenta para abrir conchas duras, como mexilhões, ouriços e outras presas que não conseguiriam quebrar apenas com os dentes.


Essa pedra não é algo qualquer. Muitas carregam a mesma por muito tempo, guardando em uma dobra da pele, como se fosse um pequeno bolso. Sempre que precisam se alimentar, pegam a pedra e a usam como apoio ou martelo para quebrar a concha. Esse comportamento mostra que elas sabem resolver problemas e usar objetos a seu favor, algo que não é comum entre os animais.

Os filhotes aprendem observando a mãe e repetindo o que veem, o que garante que esse conhecimento continue passando de geração em geração.

Além de ajudar na alimentação, esse hábito influencia o ambiente onde vivem. Ao se alimentarem de ouriços, por exemplo, ajudam a manter o equilíbrio de áreas com algas marinhas, que servem de abrigo e alimento para muitas outras espécies. No fim das contas, aquela simples pedra escolhida por uma lontra faz parte de uma cadeia maior que mantém o ecossistema funcionando.

MISOGINIA E FEMINICÍDIO

 "Onde começa a misoginia?"


Não é no tapa. Não é no grito. Não é na manchete que anuncia mais um corpo de uma mulher morta.
Começa muito antes — no detalhe que parece inofensivo, naquela frase jogada “de brincadeira”, naquela opinião fantasiada de humor, naquela crítica ao jeito de uma mulher existir no mundo. Misoginia nasce no sussurro antes de virar grito. No riso coletivo antes de virar ameaça. No deboche antes de virar covardia.
Ela começa ali, na desvalorização diária.
Quando dizem que mulher “exagera”, que “dramatiza”, que “não sabe se controlar”, que “pede atenção”.
Começa no: “mulher dirige mal”, “mulher não aguenta pressão”, “mulher tem que se dar ao respeito”, “mulher difícil merece ser domada”.
Começa quando o corpo da mulher vira argumento, quando seu desejo vira pecado, quando sua opinião vira capricho.
A misoginia se infiltra como mofo emocional: discreta, sorrateira, mas corrosiva. Até que um dia toma tudo.
E aí a gente finge que ficou surpresa quando ela explode.
Mas não há explosão sem acúmulo.
O feminicídio é o capítulo final de uma história escrita em capítulos pequenos que a sociedade chama de “normal”.
É o desfecho estatístico de uma cultura que ensina homens a acreditarem que têm direito sobre o corpo, sobre a vida e sobre o silêncio das mulheres.
É a consequência lógica — e criminosa — de um condicionamento emocional que diz que mulher deve tolerar, entender, ceder.
E que homem, coitado, só perdeu a cabeça.
Só que ninguém perde o que nunca tentou controlar.
A psicanálise explica: onde não há elaboração, há repetição.
E onde há repetição sem consciência, há violência.
O sujeito que cresce ouvindo que mulher vale menos internaliza essa lógica no inconsciente.
E reproduz.
E mata — emocionalmente, simbolicamente ou literalmente. A filósofa dentro de mim não consegue deixar de observar que toda estrutura de opressão precisa de dois pilares:
o que fala e o que replica.
Nenhum discurso de ódio se sustenta sozinho.
Toda misoginia que se alastra precisa de plateia, de riso, de compartilhamento, de curtida, de seguidor.
Quem consome, aplaude ou replica o ódio à mulher — seja influencer vendendo machismo gourmet, seja seguidor rindo do conteúdo e repostando — está alimentando a máquina que mata mulheres todos os dias no Brasil.
Sim: quem replica também é cúmplice.
Não puxou o gatilho, mas lubrificou.
Não enforcou, mas apertou mais um nó.
Não deu o soco, mas ajudou a construir o contexto emocional que justifica o soco.
Influencia a cultura. Alimenta a narrativa. Normaliza a violência.
E no final, o resultado é sempre o mesmo: o corpo da mulher no chão.
Talvez a pergunta certa não seja “onde começa a misoginia?”, mas “por que continuamos fingindo que não vemos quando ela começa?”.
Porque ela grita todos os dias.
Na timeline. No grupo da família. Nas piadas velhas recicladas em vídeo viral.
E cada risada é mais um tijolo na construção do feminicídio.
A misoginia não é um acidente. É um projeto.
E todo projeto precisa de gente trabalhando nele.
Os influenciadores do ódio são os arquitetos.
Os replicadores, os pedreiros.
E o resultado final é um país onde mulheres morrem por serem mulheres.
A verdade nua, crua e ácida é essa:
O feminicídio não começa com a violência.
Ele começa com a autorização social para que a violência exista.
E essa autorização nasce nas frases mais simples, mais bobas, mais “comuns”.
Por isso eu digo: cada palavra importa.
Cada piada importa.
Cada compartilhamento importa.
Porque, no fim, tudo isso vira estatística.
E estatística, nesse país, tem nome, rosto, história e sangue de mulher.

Aurora Zanco (Escritora)
Vida de Mulher

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 DIA INTERNACIONAL DA MULHER? 


Nasça mulher 
E seja motivo de luto para a família na Índia.
Nasça mulher
E tenha seu clitóris mutilado na África.
Nasça mulher
E apanhe em público por usar calça comprida no Sudão
Nasça mulher
E seja espancada  pelo marido na Arábia
Nasça mulher
E saia de casa sem corpo, com burca e somente uma tela nos olhos e boca em Cabul
Nasça mulher
E seja apedrejada  por se atrever a não se casar com alguém que sua família escolheu no Paquistão
Nasça mulher
E case sendo criança no Irã.
Nasça mulher e seja queimada com ácido por recusar casamento  na India
Nasça  mulher
E não tenha o direito de dizer seu próprio nome no Afeganistão.
Nasça mulher e seja queimada viva na Nicarágua.

NO BRASIL 

Nasça mulher e seja morta por se livrar de um relacionamento  abusivo no Brasil.
Nasça mulher
Sem nome
Sem rosto
Sem corpo
Sem vontade 
Sem direito
Sem sorriso.
Se atreva a nascer mulher!

Seja pressionada pela estética,  pela maternidade, ganhe 30% menos, corra risco de estupros em casa, seja a escolha de 80% dos pedófilos.

Palmira Heine.

28/02/2026

MAHATMA GANDHI E A FELICIDADE

 Mahatma Gandhi sobre a felicidade: "Ela é alcançada quando o que se pensa, se diz e se faz estão em harmonia".

EMIL CIORAN: O FILÓSOFO DO DESESPERO

 Emil Cioran, o filósofo do desespero: "Só se deve escrever livros que sejam como feridas, livros que forcem os leitores a se tornarem algo mais."

PERIGOS DAS CANETAS EMAGRECEDORAS

 'Achei que ia morrer': britânica adverte sobre canetas emagrecedoras vendidas pela internet - BBC News Brasil.

MENTE: CONSEQUÊNCIAS DE PAIS RIGOROSOS, USO DE TELAS E DIMINUIÇÃO DO QI

 Segundo a psicologia, pessoas que crescem com pais rigorosos frequentemente desenvolvem estes hábitos típicos mais tarde na vida - Correio Braziliense.

Diminuição do QI em gerações mais novas pode estar ligada ao uso de telas | CNN Brasil.

CIÊNCIA: CIVILIZAÇÃO MAIA, CACHOEIRAS DE SANGE, PEGADAS DE DINOSSAUROS DO TRIÁSSICO, INTERRUPTOR DO ENVELHECIMENTO

 Reviravolta arqueológica: estudo revela o que pode ter dizimado a civilização maia há 1.200 anos.

Cientistas decifram último mistério das 'cachoeiras de sangue'.

Pegadas de dinossauros do Triássico são descobertas em penhasco vertical nos Alpes - Olhar Digital.

Cientistas japoneses identificam proteína que atua como “interruptor” do envelhecimento e pode permitir que humanos vivam 250 anos - Portal 6.

HANNAH ARENDT

 Já tinha nos avisado setenta anos atrás: o verdadeiro perigo não é fazer as pessoas acreditarem em mentiras.

É fazer com que desistam completamente da verdade.

Hannah Arendt, filósofa política alemã, sobreviveu à ascensão do nazismo, fugiu da Europa e passou o resto da vida perseguindo uma pergunta assustadora: como uma sociedade “civilizada” consegue cair num pesadelo totalitário?
Em 1951, ela publicou As Origens do Totalitarismo — um livro que hoje soa ainda mais atual.

A ideia central de Arendt era simples e brutal:
regimes totalitários não vencem convencendo. Eles vencem destruindo a capacidade das pessoas de pensar.

E ela resumiu isso numa das suas frases mais famosas:

> “O sujeito ideal de um regime totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convicto, mas alguém para quem a diferença entre fato e ficção — entre verdadeiro e falso — já não existe.”

Leia isso de novo.

O objetivo não é fé.
É confusão.
É cansaço.

É jogar tantas mentiras, versões e contradições em cima das pessoas que elas param de tentar entender o que é real.
Buscar a verdade dá trabalho — e quando o poder quer dominar, ele mira exatamente nesse cansaço.

Quando você não diferencia mais o verdadeiro do falso, também não diferencia o bem do mal.
E, nesse ponto, vira controlável.
Não porque foi convencido — mas porque desistiu de pensar por conta própria.

Arendt percebeu algo essencial: o totalitarismo não começa doutrinando.
Antes disso, ele destrói a possibilidade de formar convicções.
Se você não acredita em nada, não confia em nada e acha que tudo é manipulação… então não resiste a nada.
Apenas se deixa levar enquanto tudo ao redor escurece.

No ensaio Verdade e Política (1967), ela explicou como as mentiras funcionam no poder.
O problema não é só divulgar falsidades — é corroer a ideia de verdade.
Quando cada fato é tratado como opinião, quando tudo vira “ponto de vista”, quando a realidade vira discussão… a verdade enfraquece.

E quando a verdade perde força, justiça, moral e dignidade também perdem.

Arendt viu isso acontecer na Alemanha dos anos 1930.
Os nazistas não só mentiam — eles criaram um ambiente em que a mentira era tão constante e sufocante que as pessoas pararam de se importar.
Ficaram cínicas. Apáticas. Acostumadas.
E foi dentro dessa anestesia que o horror se tornou possível.

Ela não escreveu isso para culpar.
Escreveu como alerta:

Isso pode acontecer em qualquer lugar.
Com qualquer sociedade.
Com qualquer pessoa.

E, muitas vezes, não começa com violência.
Começa com a erosão lenta da nossa capacidade de distinguir o real do fictício.

O que fazer, então?

Arendt dizia que a defesa está em pensar.
Não apenas consumir informação — mas questionar, refletir, comparar, investigar.
Recusar respostas fáceis, mesmo quando elas agradam.

Porque o momento em que você para de pensar criticamente — o momento em que aceita algo só porque combina com o que você já acredita — é o momento em que você se torna vulnerável.

O totalitarismo nem sempre chega com botas e tanques.
Muitas vezes, chega em silêncio:
no cinismo, na desistência, no “tanto faz”, no “ninguém presta”, no “quem sabe o que é verdade?”.

Esse cansaço — essa rendição — era exatamente o que Arendt estava denunciando.

Hannah Arendt morreu em 1975.
Mas seu aviso continua vivo:

Proteja sua capacidade de pensar.
Exija provas.
Separe fatos de opiniões.
Não deixe que o barulho das mentiras te faça desistir da verdade.

Porque, no instante em que você deixa de se importar com o que é real, já começou a perder o que mais importa.

A luta não é só acreditar nas coisas certas.
É se recusar a parar de pensar.

Citação do dia da filósofa Hannah Arendt: “O mal se torna banal quando as pessoas deixam de pensar.” - Correio Braziliense - Radar

FAUNA URBANA

 Eles cruzam o quintal ao anoitecer, dormem sob a varanda e escavam o jardim sem que ninguém perceba. A maioria das pessoas acha que a fauna silvestre vive em florestas e parques distantes. Na prática, vinte mamíferos silvestres habitam a menos de quinhentos metros da maioria das casas brasileiras — e alguns provavelmente dormem sob a sua calçada agora.


Gambá-de-orelha-preta (Didelphis marsupialis) aparece toda noite nos telhados e quintais urbanos; único marsupial do Brasil que vive dentro das cidades; finge-se de morto quando ameaçado mas permanece completamente consciente durante todo esse tempo • Gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) menor que o primo, pelagem cinza-clara com orelhas totalmente brancas, remove carrapatos ao se lamber com as patas e reduz a população deles no quintal • Graxaim-do-mato (Cerdocyon thous) onívoro oportunista que come desde frutos e caranguejo até restos orgânicos; instala-se em áreas verdes urbanas e percorre até 10 quilômetros por noite • Mão-pelada (Procyon cancrivorus) usa as patas dianteiras quase como mãos para palpar e examinar cada alimento antes de comer; frequenta margens de córregos em bairros e parques municipais • Caxinguelê (Guerlinguetus brasiliensis) enterra sementes de jerivá, ingá e araçá em pontos distribuídos pelo quintal e esquece metade delas, plantando árvores sem saber • Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) escava até cinco tocas diferentes na área de uso e dá à luz sempre quádruplos geneticamente idênticos; seu buraco no jardim indica solo fértil com muitos invertebrados • Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) maior roedor do mundo com até 80 quilos; forma grupos estáveis em parques e margens de rios urbanos e raramente abandona o território quando se sente segura • Preá (Cavia aperea) ancestral silvestre da cobaia doméstica; vive em gramados, hortas e bordas de jardim, ativa ao amanhecer e ao entardecer, raramente vista apesar de muito presente • Tapiti (Sylvilagus brasiliensis) não escava tocas; descansa em escavações rasas no chão chamadas formas, seus filhotes nascem cegos e sem pelo e ficam escondidos na serapilheira por semanas • Ouriço-cacheiro (Coendou prehensilis) trinta mil espinhos e cauda preênsil; sobe em árvores frutíferas de quintais à noite e desce antes do amanhecer sem deixar rastros visíveis • Catita (Monodelphis domestica) quinze gramas, sem bolsa marsupial, os filhotes se prendem às tetas expostas no ventre da mãe; come o próprio peso em insetos e aranhas todo dia ou começa a perder energia em horas • Morcego-frugívoro (Artibeus lituratus) poliniza e dispersa sementes de mais de cem espécies de plantas nativas; habita forros de casas e ocos de árvores e pode ser o principal dispersor de sementes em bairros arborizados • Morcego-de-cauda-livre (Tadarida brasiliensis) forma colônias de milhares de indivíduos num único forro de telha; captura mosquitos e mariposas em voo e consome sua massa corporal em insetos a cada noite • Lontra (Lontra longicaudis) vive em córregos urbanos aparentemente degradados; a sua presença indica que ainda existe peixe e qualidade mínima de água no riacho que passa pelo seu bairro • Furão (Galictis cuja) menor carnívoro do cerrado com menos de 30 centímetros de corpo; entra diretamente nas tocas de outros animais para caçar e atravessa quintais e galpões em busca de roedores • Rato-d'água (Nectomys squamipes) semelhante à ratazana mas semiaquático; nada em córregos de bairro, tem patas traseiras levemente palmadas e habita margens úmidas em jardins próximos a água • Ratão-do-banhado (Myocastor coypus) nativo da América do Sul com 5 a 8 quilos; escava margens de rios e lagos urbanos criando galerias que podem desestabilizar taludes; frequente em parques municipais com espelhos d'água • Jaguarundi (Puma yagouaroundi) felino do tamanho de um gato doméstico grande, pelagem uniforme cinza ou ferrugínea sem manchas; circula silenciosamente em bairros próximos a fragmentos de mata ou córregos • Rato-de-espinho (Proechimys roberti) pelos do dorso rígidos como espinhos finos, olhos grandes e escuros; vive sob entulhos, raízes e assoalhos de casas próximas a vegetação nativa • Cutia (Dasyprocta leporina) enterra castanhas, sementes de jatobá e palmeiras com precisão milimétrica em pontos que recupera meses depois pela memória espacial; é o único animal capaz de abrir a castanha-do-pará sem ferramentas.

A distância entre um mamífero silvestre e o seu travesseiro se mede, muitas vezes, em metros — não em quilômetros. 🌿🦡

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