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Maísa Neves
Durante muitos anos, eu lia sua coluna no jornal O Liberal como quem
abre uma janela para enxergar além da paisagem comum. Enquanto
muitos escreviam para agradar, João Rodella escrevia para despertar.
Suas palavras não faziam carinho; faziam perguntas. Não ofereciam conforto;
exigiam reflexão.
Toda semana, ao folhear o jornal, eu procurava sua coluna. Havia algo de
fascinante naquele homem que transformava os acontecimentos cotidianos
em retratos profundos da condição humana. Ele denunciava injustiças,
expunha contradições e revelava as pequenas mazelas escondidas sob o verniz
da normalidade. Sua escrita era firme, direta e, muitas vezes,
desconfortável. Talvez por isso fosse tão necessária.
Eu sonhava conhecê-lo um dia.
Em 2019, recebi um convite de Maria Lúcia, presidente do Espaço
Literário de Americana, para integrar o grupo. Aceitei com entusiasmo, sem
imaginar a surpresa que me aguardava.
No primeiro encontro, enquanto observava os participantes
conversando, vi um senhor de cabelos brancos, postura serena e olhar atento.
Não demorou para que alguém o apresentasse.
— Este é o João Rodella.
Por alguns segundos, fiquei sem reação. Ali estava o homem cujas
palavras eu havia acompanhado durante tantos anos. Não era mais apenas uma
assinatura no rodapé de uma coluna; era uma presença real, de carne e osso,
caminhando entre nós com a simplicidade dos verdadeiramente grandes.
Quando começou a falar, compreendi que sua literatura era apenas uma
extensão de sua própria personalidade. Havia lucidez em cada observação,
experiência em cada comentário e humanidade em cada silêncio. Aos 89 anos,
João carrega consigo algo peculiar: a capacidade rara de enxergar o
extraordinário escondido nas cenas mais comuns do cotidiano. Ele transforma
essas cenas em livro, em crônicas para o nosso deleite.
Desde então, passei a observá-lo com admiração ainda maior.
Costumo dizer que João Rodella é o Machado de Assis de Americana.
Não porque os tempos se parecem ou os estilos se assemelham, mas porque
ambos possuem o dom de revelar as engrenagens invisíveis da sociedade.
Enquanto muitos olham os fatos, eles observam as motivações. Enquanto
muitos descrevem acontecimentos, eles interpretam a alma humana.
A importância de João Rodella para os leitores vai muito além da
qualidade literária de seus textos. Sua obra nos ensina a pensar. Em uma
época marcada pela velocidade e pela superficialidade, ele nos convida a
parar, observar e questionar. Sua escrita é uma resistência silenciosa contra
a indiferença.
Para o país, autores como ele são indispensáveis. São vozes que
preservam a memória, estimulam a consciência crítica e recordam que a
literatura não serve apenas para entreter, mas também para iluminar os
cantos escuros da realidade.
Ao final daquele encontro, percebi que alguns sonhos não terminam
quando se realizam. Eles apenas se transformam.
O sonho de conhecer João Rodella tornou-se o privilégio de ouvi-lo,
aprender com ele e testemunhar a força de uma trajetória construída com
inteligência, coragem e compromisso com a verdade.
E, enquanto existirem leitores dispostos a refletir, suas palavras
continuarão cumprindo sua missão: provocar, inspirar e permanecer.
Em 1952, disseram a uma jovem de 19 anos que o seu lugar não era nos laboratórios, nem nas universidades, muito menos nos projetos que levariam a humanidade ao espaço.

CELIA, 19 ANOS, ENFORCADA POR TER SOBREVIVIDO.
Elas entraram naquela fila sem saber que estavam diante de um dos momentos mais sombrios da história.
Em 1937, uma jovem de 19 anos chamada Gertrude B. Elion se formou com as mais altas honras em química. Era o tipo de excelência acadêmica que normalmente abriria portas imediatamente, mas o mundo ao seu redor não funcionava assim. Ela tentou seguir adiante nos estudos, buscou bolsas, tentou ingressar em programas de pós-graduação em diversas universidades — e encontrou a mesma resposta repetida de formas diferentes: não havia espaço.
Um caso de intolerância religiosa se tornou um dos assuntos mais falados da semana.
O PRIMEIRO REI DA SELEÇÃO BRASILEIRA: ELE ERA OBRIGADO A ALISAR O CABELO E USAR PÓ DE ARROZ NA PELE, ALÉM DE TER SIDO HUMILHADO PELO PRESIDENTE E AGREDIDO NA ARGENTINA!
“O pensamento mágico faz parte da infância, perfaz uma etapa normal de seu desenvolvimento, e reside na crença de que os próprios pensamentos e ações exercem influência sobre o mundo exterior, independentemente da relação entre causa e efeito. A criança cria suas próprias explicações para os fenômenos ao seu redor, para se proteger emocionalmente. Tal pensamento mágico, no entanto, deve diminuir gradualmente e, a partir dos sete anos de idade, o pensamento lógico se desenvolve".
O que muda no inverno? Perguntas que rendem ótimas discussões em sala
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VOCÊ SABE O QUE É A LEI 10.639? E POR QUE ELA É TÃO IMPORTANTE? ![]()
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Muita gente já ouviu falar da Lei 10.639, mas poucos conhecem seu verdadeiro impacto na educação brasileira.
Sancionada em 2003, a legislação tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas públicas e privadas do país. A proposta é valorizar a contribuição dos povos africanos e da população negra na formação do Brasil, abordando temas como a História da África, a luta dos negros no Brasil, a cultura afro-brasileira e sua influência na sociedade.
Além disso, a lei incluiu no calendário escolar o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data que homenageia a resistência e a trajetória do povo negro no Brasil.
Considerada um marco no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial, a Lei 10.639 surgiu após décadas de reivindicações do movimento negro e continua sendo apontada como uma ferramenta fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva e representativa.
Mas, mais de 20 anos após sua criação, especialistas e educadores ainda discutem os desafios para sua aplicação efetiva em todas as escolas do país.
E você, na sua época de escola, aprendeu sobre a História da África e a contribuição dos povos africanos para a formação do Brasil?