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01/05/2026

ECOLOGIA

 Houve um tempo em que a natureza era ensinada nas escolas como algo que existia em função do ser humano. Tudo era classificado a partir de um critério: servir ou prejudicar. Lembro ainda, no prezinho, de aprender que a cobra era um “animal nocivo ao ser humano”. A idéia não descrevia apenas um risco, insinuava uma intenção de oposição consciente ao ser humano.

       Hoje, a linguagem mudou. A cobra já não é definida pelo risco que oferece, mas pelo papel que desempenha. Possui veneno, sim, mas como um instrumento de defesa e sobrevivência. Ocupa um lugar que não depende da aprovação humana para existir.

       Durante muito tempo, o ser humano se colocou como centro da natureza, e essa natureza existia apenas para servir. 

      Essa perspectiva mudou com o surgimento da ecologia no século XIX (19). Pensadores daquela época já percebiam as conexões invisíveis que todos os seres vivos tinham entre si, inclusive suas adaptações para com cada habitat.

       Mas foi só no fim do século XX (20) que essa visão ganhou corpo coletivo, escala política e presença no cotidiano, inclusive com eventos internacionais.

       A partir daí, começou a se instaurar a retirada do ser humano como medida absoluta de todas as coisas para o colocar em compreensão mais ampla e complexa com a natureza. 

       Passou a ser ensinado para as pessoas, inclusive as crianças nas escolas, que cada forma de vida possui seu papel importante, que o equilíbrio ambiental não se organiza em função do ser humano e que coexistir é muito mais benéfico para a natureza e para o próprio ser humano do que simplesmente dominar.

       No fim, “a cobra nunca foi inimiga, era a gente que ainda estava aprendendo a entender o mundo através da ecologia”🌱🌱

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