Jo Nagai, um menino japonês de 10 anos, demonstrou que as borboletas
conservam memória e evitam odores associados a experiências negativas da fase
de lagarta.
Jo Nagai sempre gostou de observar insetos e criar lagartas. Foi nesse hábito simples que ele acabou fazendo um feito que chamou atenção, ao perceber que as borboletas, depois de soltas, continuavam voando ao redor dele, como se ainda carregassem alguma lembrança do tempo em que eram lagartas.
Intrigado com isso, ele resolveu testar. Usou o cheiro de lavanda junto com um estímulo desagradável para que as lagartas criassem uma associação negativa. Depois da metamorfose, já como borboletas, a maioria evitava a lavanda. Ou seja, algo aprendido antes da transformação não tinha desaparecido.
E não parou por aí. Ao observar novas gerações, ele percebeu que o comportamento continuava aparecendo. Para um garoto de 10 anos, isso não foi só curiosidade. Sem perceber, ele realizou um feito impressionante, ao confirmar que aquilo que a lagarta aprende não se perde totalmente quando vira borboleta.
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