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14/10/2019

PENSAR A EDUCAÇÃO EM PAUTA Nº 256: ESCOLA E DEMOCRACIA, MULHERES NA HISTÓRIA, PROTAGONISMO JUVENIL, CURRÍCULO, ARTE E EDUCAÇÃO,


Ano 7 – Nº 256 / sexta-feira, 11 de outubro de 2019
EDITORIAL
Escola pública e democracia
A autorização e a demanda por violência são das marcas mais expressivas dos grupos autoritários como os que vêm, paulatinamente, ocupando ostensivamente o espaço e as instituições públicas no Brasil. Dois episódios ocorridos esta semana em Belo Horizonte demonstram cabalmente que as agressões à ordem democrática ocorrem à luz do dia e com a conivência de instituições que deveriam contribuir para o seu fortalecimento.
Leia mais.
NAS ONDAS DA EDUCAÇÃO
O programa de rádio Pensar a Educação, Pensar o Brasil do dia 14 de outubro vai pensar sobre as vivência dos docentes na educação superior nesta véspera de Dia dos Professores. Segunda feira também tem a coluna Pensando Bem, Reportagem Especial, a Agenda da Educação com os principais eventos da semana e a Sessão Especial Educação e Música.
Todas as segundas-feiras, das 20h00 às 22h00, o programa Pensar a Educação, Pensar o Brasil vai ao ar pela Rádio UFMG Educativa 104,5 FM.
ENTREVISTA
Projeto Pioneiras – Mulheres na História - Vitória Bispo, Adriana Vasconcelos, Mikaele Duarte, Julia Braga e Maria Luiza
O programa de rádio Pensar a Educação, Pensar o Brasil do dia 07 de outubro conversou com as criadoras do Projeto Pioneiras, sobre mulheres que fizeram história.
EDUCAÇÃO EM DEBATE
Problematizações curriculares III – protagonismo juvenil - Roberto Rafael Dias da Silva 

Antes disso, reivindicamos uma retomada do potencial político da noção de protagonismo juvenil.
Universidade, Ciência e Barbárie – Um pouco de autocrítica - Alexandre Fernandez Vaz 
Fico pensando o quanto nós, protegidos pelos muros da institucionalidade acadêmica, de fato valorizamos a ciência e, mais que isso, operamos com ela no espírito público que seria necessário.
Distúrbios sexuais na capital federal – “Tudo pequeno aí?” - Joaquim Ramos 
Depreendi de minha pesquisa que em nenhum outro momento da nossa história, a sexualidade de homens e mulheres brasileiros serviu para escamotear de modo tão grosseiro os assuntos mais sérios da nação.
A Arte e a Educação: inimigas do governo - Tiago Tristão Artero 
Quem define o que é “certo” na Arte? Quem aponta o que, supostamente, é errado na Arte, por certo, não pretende se beneficiar ao indicar o que pode ou não nas mais diversas manifestações artísticas?
Educação em movimentos, projetos e rankings: FaE e UFMG em primeiro lugar - Eugênio Magno –
Dizer o óbvio é relativamente fácil. Entretanto, a afirmação de obviedades baseada em ações concretas é outro papo.
Poderia o trabalho interrogar a democracia no Brasil de hoje? - Geraldo Márcio Alves dos Santos, Charles Moreira Cunha e Daisy Moreira Cunha 
O campo do trabalho no Brasil vem sofrendo ataques e, nem mesmo, as instituições sob a direção do estado foram poupadas, como a extinção e fusão do Ministério do Trabalho.
Nota de alunos(as) e ex-alunos(as)do Colégio Loyola sobre criticas feitas à professora de português
Nós, enquanto alunos e antigos alunos do Colégio Loyola, ressaltamos o nosso compromisso com a pluralidade de ensino, com a autonomia dos professores e com a defesa da liberdade de expressão.
ENTREMEMÓRIAS
Memórias 5 - Sorrisos recordes - Júlia Victória Faria de Oliveira 

um sorriso que foge à memória.
15 de outubro - Marileide Lázara Cassoli 
A cada ano, cada um e cada uma, a seu modo, foram deixando marcas indeléveis – para o bem ou para o mal – em nossas vidas.
CONVITE À LEITURA
Quando me vi professora - Yolanda Assunção 

Se vendo no vídeo, vendo uns aos outros e diante de um grande número de outros professores, estudantes e pesquisadores, Vanderleia, Helder, Angélica e Isabella falaram sobre os sentidos e efeitos de ter suas histórias contadas na série.
LIVRE EXPRESSÃO
A educação para a educação - Ivane Laureti Perotti 

Fora testemunha dos humores, das vontades, da cultura barulhenta, da bondade e até de grandes paixões.
PESQUISA EDUCACIONAL
O cérebro que aprende: uma experiência com práticas de leitura nos primeiros anos de escolarização - Silvana Costabeber Guerino e Janaína Pereira Pretto Carlesso  - Revista Estudos Aplicados em Educação (USCS)
O estudo objetiva verificar se os projetos de incentivo à leitura no cotidiano escolar podem contribuir de forma globalizada no desempenho dos estudantes nos primeiros anos de escolaridade.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Resistência à ciência - Revista Pesquisa Fapesp
Crise de confiança suscita debate mundial sobre como enfrentar ataques ao conhecimento científico.
Ciência versus religião: a disputa entre dois mapas para navegar a realidade - Direto da Ciência
"A ciência não é uma réplica da realidade física, mas é o melhor mapa que temos para navegá-la", escreve Thiago França, biólogo e doutor em fisiologia, em artigo para o Direto da Ciência.
EDUCAÇÃO PELO BRASIL
Bolsonaro veta lei que previa atendimento de psicólogo na rede escolar - Folha de São Paulo
Lei cria despesa sem indicar origem de recursos, segundo veto presidencial
AMÉRICA LATINA
Taller ensenara a estudiantes sobre habilidades blandas – CRHoy – Costa Rica
La idéia es que los jovens como futuros profissionales entiendan qué son las habilidades blandas y cómo poden desarrollarlas.
PENSAR INDICA
A iniciativa Professores Contra o Escola Sem Partido apresenta um mapa com todos os projetos ESP e semelhantes (os que proíbem os estudos de gênero) no Brasil - em tramitação, aprovados e retirados.  A proposta é que esse material sirva de guia para educadores que lutam por uma educação democrática, sindicatos, pesquisadores do tema e jornalistas. O mapa mostra um crescimento preocupante dos projetos ESP pelo país. O "escola sem partido" se tornou de fato um modo de vereadores e deputados insignificantes fazerem barulho e chamarem a atenção pra si mobilizando capital moral e religioso em suas localidades.
INDICAÇÃO DO LEITOR
Juliana Ferreira – A campanha #MeuAlunoMeEnsinou, do Instituto Alana, tem o intuito de reconhecer, valorizar e disseminar histórias de ensino e aprendizagem que educadores e educadoras de todo o Brasil já vivenciaram junto aos seus estudantes.
Priscilla Bahiense - ONU-SDSN, Nossa BH, BH em Ciclo e o Centro de Estudos Urbanos da UFMG, convidam mulheres estudantes e trabalhadoras do Campus Pampulha UFMG para participar da Auditoria de segurança para mulheres. A auditoria será no dia 14 de outubro, Às 19H, no Auditório Luiz Bicalho, FAFICH-UFMG. Acesse o formulário de inscrição.
Leonardo Ribeiro Gomes – Está aberto o Processo seletivo 2020 do IFMG.  A instituição oferece cursos integrados ao Ensino Médio, subsequentes e de Graduação.
Thiago Rosado – O 1° Festival da Primavera da UEMG exibe no dia 18 de outubro os episódios da série “O Pão Nosso de Cada Dia”, com a presença do diretor Thiago Rosado para um roda de conversa, com a finalidade de promover um debate sobre o caminho que se segue para a formação e o cotidiano de professorxs da Educação Básica.
Isabella Galante - Estão abertas vagas no curso EAD, gratuito para todos os professores que tiverem interesse na Educação Midiática, um tema obrigatório pela nova BNCC. O curso é uma realização do Instituto Palavra Aberta.
Raquel Menezes - A Escola Profissionalizante Santo Agostinho está com inscrições abertas, com 210 vagas para cursos profissionalizantes gratuitos.  A Escola também está com inscrições abertas para os cursos de Educação de Jovens e Adultos.

25/03/2019

TINTAS, QUÍMICA E ARTE

Tintas, Artes e Química. Uma explicação bem bacana. Isso inspira jovens a fazer química.

Saiba mais clicando aqui.

10/12/2018

REELABORAÇÃO DO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA COM A BNCC

Com o advento da publicação da Base Nacional Comum Curricular – BNCC, é esperado que redes de ensino e escolas elaborem e/ou reelaborem seus currículos, nesse sentido há que ser realizado todo um envolver dos protagonistas da docência e coordenação pedagógica em sua construção. É oportuno nesse momento projetar o “Currículo da Educação Básica” em Movimento, sem o que este acaba não tendo a aderência estrutural necessária que facilite a reelaboração do PPP – Projeto Político Pedagógico e por conseguinte os Planos de Ensino e Aula. Para isso, colocamos aqui a nossa sugestão de caminho passo a passo para elaboração e/ou reelaboração.

24/10/2018

PENSAR A EDUCAÇÃO: CURRÍCULO, CARREIRA DOCENTE, PAULO FREIRE, UNIVERSIDADE PÚBLICA, EDUCAÇÃO BÁSICA À DISTÂNCIA




Ano 6 – Nº 218/ sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Percepção socioambiental e psicologia: enlaces curriculares – Vagner Luciano de Andrade
Serviços ecossistêmicos essenciais estão sendo saturados. Que ações mudariam este paradigma cartesiano insustentável?

A universidade e seus currículos – por uma leitura humanista III – Roberto Rafael Dias da Silva –
Em momentos de reinvenção da instituição universitária, como este que estamos experienciando, parece-me que a ética proposta por Richard Sennett para construir e habitar as cidades nos traz importantes reflexões.

Cresce o desinteresse pela carreira de docência – Educação em Pauta – Marcus Taborda
Na coluna desta semana, o jornalista da Rádio UFMG Educativa Vinicius Luiz conversou com o professor Marcus Taborda a respeito do pouco interessa da juventude em seguir a carreira docente.

Política atual à luz de Paulo Freire – Pensando Bem – Rudá Ricci
Na coluna da semana, o cientista político Rudá Ricci comenta o atual cenário político.

Reitorado parabeniza professores e defende universidade pública e democracia – UFMG
A reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida parabenizam os docentes da instituição e repudia atos de violência e preconceito que têm atingido a comunidade universitária e a sociedade como um todo.

Memórias de alunos e alunas sobre a escola e o ensino de ciências e biologia – Martha Marandino, Vinícius Santos e Bárbara Milan
A coluna inicia, nessa semana, uma série de publicações na qual apresenta o trabalho desenvolvido pela professora Martha Marandino, pelo graduando Vinicius Santos e pela doutoranda Barbara Milan. Nossos leitores e leitoras poderão acompanhar os relatos das memórias escolares dos alunos e alunas do curso de Metodologia do Ensino de Ciências Biológicas II, pelas próximas semanas.

Um intervalo saudosista na sala dos professores – Ivane Laurete Perotti
Somos falhos, certo. Mas a epidemia não é a Dengue, o vírus Zyka, a Chicungunya, que dão graves sinais de retorno. A epidemia é a política de desvalidação da humanidade.

PESQUISA EDUCACIONAL
Políticas públicas de formação continuada de professores dos anos iniciais em Matemática – Sueli Fanizzi, Vinício Macedo Santos – Revista Zetetiké (Unicamp)
Este estudo investiga as políticas públicas de formação continuada de professores dos anos iniciais, em Matemática, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, a partir da análise de documentos, da observação de encontros de formação continuada e de entrevista com professores.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Pesquisadoras brasileiras contribuem com metade da produção científica nacional – Jornal da Ciência
Estes são os dados apresentados pela professora Helena Nader no painel “Mulheres na Ciência”, segundo debate do ciclo “CT&I para a Sustentabilidade” , realizado pelo MCTIC e pelo CGEE.

EDUCAÇÃO PELO BRASIL
Saiba os limites dos cursos a distância (MOOCs) na educação básica – Revista Educação
Aula online para desenvolvimento de habilidades e competências que dependem essencialmente da interação social parecem equivocadas e contraproducentes, critica neurocientista

25/03/2018

03/10/2017

EDUCAÇÃO INFANTIL PÓS-LDB: RUMOS E DESAFIOS

EDUCAÇÃO INFANTIL PÓS-LDB: RUMOS E DESAFIOS, das organizadoras Ana Lúcia Goulart de Faria e Marina Silveira Palhares, traz cinco artigos sobre a Educação Infantil, de diferentes autores, abordando o contexto e a materialização da educação infantil a partir da LDB/96 e suas alterações, bem como a situação das crianças de 6 anos. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo)

06/07/2017

PENSAR A EDUCAÇÃO - MÚSICA E EDUCAÇÃO

Nova edição do Pensar a Educação em Revista no ar

O novo número do periódico "Pensar a Educação em Revista" traz uma revisão bibliográfica sobre o tema “Música e Educação” e discute os desafios de mapear os estudos e pesquisas crescentes em torno da educação musical e seus desdobramentos na Educação Básica. A edição é organizada por Pablo de Vargas Guimarães, doutor em educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professor no curso de Pedagogia do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior da Universidade Federal Fluminense (UFF), que faz uma seleção de textos essenciais para pensar a relação entre educação e música.
Vale a pena conferir! Deixamos a todos o convite a uma boa leitura!

22/06/2017

25/10/2016

O CURRÍCULO E O SEU PLANEJAMENTO: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS

Discussão sobre O CURRÍCULO E O SEU PLANEJAMENTO: CONCEPÇÕES E
PRÁTICAS. Como diferentes concepções de currículo configuram as práticas de planejamento curricular na escola. Por Érika Virgílio Rodrigues da Cunha. Clique aqui

21/05/2014

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA REFORMA DO ENSINO MÉDIO – CONTEXTOS E POLÍTICAS PÚBLICAS

 

Introduzindo o contexto, brevemente retomemos alguns dados históricos a respeito deste nível de ensino.

Até 1930 não havia ensino médio como curso, apenas alguns cursos livres preparatórios para prestar exames.

Como curso regular, o ensino médio só começou em 1942. Porém para as elites, a profissionalização se dava no Ensino Superior.

Na lei 5692/71, o ensino médio foi separado em propedêutico (preparatório para o vestibular) e educação profissional; porém ao que consta, não serviu a nenhum dos propósitos.

Em 1961, a LDB acaba com esta separação, mas a carga horária do núcleo comum, no ensino técnico, sendo pequena, diminuía as chances de aprovação no vestibular. Porém, na realidade, algumas disciplinas, nesta modalidade de ensino, são mais contextualizadas, o que se contrapôs à dificuldade de acesso, levando alguns estudantes a optarem pelo ensino técnico, apesar deste menor número de horas citado.

Como era, o ensino médio não tinha identidade, ficando apenas como etapa intermediária entre o ensino Fundamental e o Ensino Superior.

Na LDBEN/96, ele passa a ter caráter de terminalidade da Educação Básica.A ideia central expressa nesta lei, e que demanda esta nova característica, estabelece o ensino médio como etapa conclusiva da educação básica, e não mais somente como etapa preparatória de outra etapa escolar ou do exercício profissional. Isto coloca à comunidade educacional o desafio de superar a organização anterior, focada na formação pré-universitária e profissionalizante.

A reforma do ensino médio, foi pressionada por diversos fatores, sendo um deles a mudança no sistema produtivo, pela superação do modelo fordista (especialização, fragmentação), em torno da década de 1970. A formação exigida antes disto era para um posto de trabalho, porém isto, hoje, não mais existe, pois não mais estamos numa sociedade de pleno emprego (sonho da década de 1960).

A formação exigida passou a ser a geral e para o trabalho, um conhecimento de formação geral – ler, escrever, informática, língua estrangeira – ou seja, um conhecimento geral para a sociedade do conhecimento, que exige competências de raciocínio, aprender a gerar /gerir o próprio conhecimento e colocá-lo em ação. Isto significa que o ensino médio deverá preparar para a vida, qualificar para a cidadania e capacitar para o aprendizado permanente, em eventual prosseguimento dos estudos ou diretamente no mundo do trabalho.

Estas transformações não tornaram o conhecimento humano dispensável, porém, no ensino médio, este passa a organizar-se em áreas do conhecimento, nas quais as disciplinas se articulam, mas não são eliminadas. Isto implica numa ação articulada e que garanta sentido à aprendizagem.

É este cenário que agora orienta o currículo, a necessidade do aprender a aprender (UNESCO), em que o Ensino Médio se insere como consolidação da Educação Básica. È necessário saber se informar, se comunicar, argumentar, compreender e agir, enfrentando problemas de forma solidária, num permanente aprendizado.

A quase universalização do Ensino Fundamental, levou à necessidade de universalização do Ensino Médio, o que, devido a esta nova demanda, levou a novas exigências e diretrizes curriculares. Ressaltamos que, para jovens provindos de famílias economicamente marginalizadas ou sem participação social, a escola de ensino médio pode constituir oportunidade única de orientação para a vida comunitária e política, econômica e financeira, cultural e desportiva.

Assim, o tratamento curricular supõe contextualização, interdisciplinaridade, autonomia da escola para construir/gerir seu Projeto Político-Pedagógico – não há mais currículo mínimo, há diretrizes curriculares, sendo este currículo pautado pelo compromisso de construção de competências cognitivas. O Projeto pedagógico da unidade deve ser objeto de reflexão consciente da comunidade escolar.

Nos anos 1990, com as alterações mundiais, como globalização/mundialização, a emergência da sociedade da informação, tornaram-se necessárias novas políticas públicas.

Estas políticas encontram eco na LDBEN/96, que foi promulgada num contexto, no Brasil, de redemocratização, também no acesso à educação.

Note-se que, em menos de dez anos, dobrou a população do Ensino Médio, trazendo portanto novas expectativas para este nível de ensino, exigindo a reforma curricular, novos materiais didáticos, nova formação do professor, pois a nova realidade exige um outro profissional, visto que a disciplinarização, na qual o professor foi formado, não atende a esta nova realidade.

Portanto, o Ensino Médio precisa ser versátil, para atender ao caráter de terminalidade da Educação Básica, como também para permitir a continuidade de estudos.

Precisa proporcionar sólida formação geral para o aperfeiçoamento contínuo, para a aprendizagem permanente.

“Adequar a escola para receber seu público atual é torná-la capaz de promover a realização pessoal, a qualificação para um trabalho digno, para a participação social e política, enfim, para uma cidadania plena da totalidade de seus alunos e alunas, fato que conduz à necessidade de se rever o projeto pedagógico de muitas escolas que não se renovam há décadas, tendo sido criadas em outras circunstâncias, para outro público e para um mundo diferente do de nossos dias”.(SEMTEC-MEC: 2002)

As políticas públicas nada são se cada escola, cada professor, não for gestor de sua própria prática, efetivando-a através do Projeto Político Pedagógico.

Neste contexto, sobressai a importância do papel do professor.O professor deve participar da construção do Projeto Político-Pedagógico, enquanto que a escola deve tê-lo construído coletivamente, com as características locais.

Assim, o professor precisa ser formado para a gestão do currículo e das novas tecnologias de informação.

No Brasil, precisamos trabalhar com as características de diversidade e pluralidade cultural, inerentes á nossa população.

É importante lembrar que a parte diversificada do currículo não é necessariamente disciplinar, mas pode ser uma maneira diferente de trabalhar o núcleo comum.

Para que as reformas sejam bem sucedidas, torna-se necessário que as políticas públicas e o projeto político-pedagógico tornem-se realidade na prática de ensino, no “chão da sala de aula”.

A aula precisa ser encarada como ferramenta para a aprendizagem, a tecnologia como meio para tal ( não fim ).

Considera-se que o professor, para trabalhar no Ensino Médio, precisa de uma estrutura que engloba diversos fatores, tais como formação adequada (inicial e continuada, que atenda ao projeto político pedagógico da escola); condições de trabalho; política salarial adequada; plano de carreira. Se tudo isto não é possível agora, deve pelo menos ser garantido daqui a certo tempo, dentro de uma política pública pensada e efetivada para tal.

À guisa de conclusão, porém não tendo a pretensão de esgotar o tema, ressaltamos que a reforma do currículo é trabalho permanente de atualização, mudança, aperfeiçoamento.

A continuidade deste processo é fundamental.

É necessária uma mudança cultural profunda, em que haja um compromisso com os resultados da aprendizagem – o dever de ensinar deve se subordinar ao direito de aprender.

O projeto coletivo de aprendizagem da comunidade escolar, consubstanciado no projeto político-pedagógico, deve contemplar o zelo pela aprendizagem do aluno.

Para tal, o currículo é meio, para crescentes graus de autonomia intelectual, o que é responsabilidade coletiva do professor e da escola.

Não se pode ter um modelo de educação para a dependência, mas uma educação para a autonomia, para que o cidadão possa ver, julgar e orientar sua própria ação.

Referências Bibliográficas

CENP/Fundação Vanzolini. Programa Ensino Médio em Rede. O contexto sociohistórico da reforma do Ensino Médio. Vídeo. São Paulo, 2004.

SEMTEC - MEC . PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília, 2002.

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