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03/06/2018

O PROGRAMA ENSINO MÉDIO EM REDE: A FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Maria Ângela P. R. Innocente
Para compreendermos a identidade do Ensino Médio, precisamos colocar sua "identidade" como etapa final da Educação Básica. Esta pressupõe a progressiva universalização e gratuidade, a terminalidade - deixa de ser curso de passagem e inclui a formação geral; separa-se portanto da educação profissional.
Na formação geral, o aluno deverá adquirir competências básicas para:
- autonomia intelectual e continuidade dos estudos;
- inserção no mundo do trabalho;
- formação ética da pessoa e do cidadão
Estas competências se amparam em quatro eixos: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.
Ao adquirir estas competências, é necessário que os alunos dominem os conhecimentos e saibam mobilizá-los em situações concretas.
O currículo tem uma nova concepção, qual seja, a contextualização e a interdisciplinaridade - o diálogo entre as disciplinas, que se constrói na contextualização das questões tratadas.
O currículo adquire flexibilidade e organiza-se em áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias.
A identidade do Ensino Médio se constrói através de um Projeto de Escola, fundamentado em uma avaliação diagnóstica de sua realidade, e na autonomia da escola, projeto este que identificará sua identidade física, sua proposta pedagógica (com foco numa escola para jovens), articulação com a comunidade e no fortalecimento da gestão democrática, através da atuação de seus colegiados.
Dados de diversas pesquisas demonstram que o jovem quer uma escola que:
- tenha "cara" de escola para jovens;
- incentive sua aprendizagem e auto-estima;
- estabeleça uma relação de respeito entre professores e alunos;
- seja limpa, organizada, com regras de funcionamento claros e transparentes;
- tenha computadores, laboratórios e materiais de experimentação e de consumo disponíveis para os alunos;
- seja um espaço agradável, com atividades culturais, esportivas e sociais, onde possa encontrar amigos, ouvir música e namorar;
- tenha canais de participação para os alunos, principalmente o grêmio estudantil;
- tenha biblioteca atualizada, quadra e material esportivo disponíveis em todos os períodos;
- tenham projetos que trabalhem com drogas, sexualidade, qualidade de vida, meio ambiente, violência, entre outros;
- tenha aulas mais "motivadoras" e animadas, que possibilitem a vivência prática da teoria.
Utilizando-se da educação à distância, através de vídeo-conferências e atividades via web, além das atividades presenciais, o Programa Ensino Médio em rede objetiva discutir as especificidades curriculares do Ensino Médio e propiciar subsídios para o diagnóstico da realidade local e avaliação do projeto político-pedagógico das escolas, a fim de promover uma integração entre os professores das áreas por meio do trabalho com leitura e escrita, fortalecendo, assim, as equipes escolares.
O programa funciona com a "tutoria" de especialistas, que realizam vídeo-conferências e interações via web, principalmente através de fóruns, no programa Prometeus, com mediadores - Assistentes Técnico-Pedagógicos e Supervisores de Ensino de cada Diretoria de Ensino, que por sua vez são responsáveis por grupos de professores- coordenadores, os quais responsabilizam-se pelos professores da escola, inscritos no programa, com os quais realizam as atividades nas horas de trabalho pedagógico coletivas(HTPC). Há também vídeo-conferências das especialistas com os mediadores e os grupos de professores-coordenadores.
Os professores realizam a maioria das atividades do programa durante as HTPC e na própria sala de aula, sob orientação dos professores coordenadores.
O material foi especialmente elaborado para os participantes e prevê diferentes modalidades de atividades para os diferentes agentes educacionais: teleconferências, vídeo-conferências, atividades pela internet e intranet, atividades presenciais, oficinas de leitura e escrita e vivências formativas e educadoras. Além do material impresso, há também um cd-rom com textos de apoio.
Pressupõe que, tanto os mediadores, quanto os professores-coordenadores se vejam no papel de formadores de formadores.
Referências Bibliográficas
CIRCUITO GESTÃO. Módulo II: Gestão Pedagógica - Caderno de Transparências. São Paulo: SEE, 2000. p. 49 a 56.
PROGRAMA ENSINO MÉDIO EM REDE. Disponível em http://www.rede do saber.sp.gov.br/emrede. Acesso em 22/04/2005.

02/06/2018

A GESTÃO DA ESCOLA E A UTILIZAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS

O projeto Gestão Escolar e Tecnologias (TIC) propôs desenvolver nos gestores escolares – incluindo neste rol os Supervisores de Ensino, Diretores de Escola, vice-diretores de escola e professores- coordenadores pedagógicos - a competência no uso das tecnologias de informação e comunicação, apoiando-os e propondo condições para que os professores possam incorporá-las à sua prática pedagógica. Desta foram, esperava-se utilizar estas tecnologias para facilitar a aquisição de habilidades e competências necessárias à vida cidadã pelos alunos.

O projeto baseou-se na articulação entre as práticas dos gestores, as teorias educacionais e a utilização das tecnologias de informação e comunicação, num processo de formação na ação, fundamentando-se na realidade da escola.

Visou desenvolver competências nos profissionais da rede estadual de forma a que desenvolvam autonomia e se apropriem da metodologia de formação proposta pelo projeto, dando continuidade a sua formação.

Este projeto articula-se ao Progestão (Programa de formação de gestores), atendendo às necessidades de capacitação de gestores para o uso das tecnologias de informação e comunicação na gestão escolar e no cotidiano da escola.

O curso consubstanciou-se em quatro módulos, num total de oitenta horas, sendo 32 horas presenciais.

As turmas, de 40 alunos, são monitoradas por dois supervisores da SEE/SP e um Assistente Técnico Pedagógico (ATP) do NRTE – Núcleo Regional de Tecnologia Educacional, já previamente capacitados para tal pela equipe de formadores da PUC/SP.

Os temas dos quatro módulos foram:
- Introdução ao curso Gestão Escolar e Tecnologias;
- A utilização das TIC na escola
- Debate sobre o uso das TIC
- TIC e projetos escolares

O projeto previu ainda ações pontuais e produtos finais mais abrangentes, utilizando aa TIC na gestão escolar.

Devemos nos lembrar, entretanto, que informação não é conhecimento, pois o conhecimento exige crítica, tem caráter humano, é mais amplo, mais profundo. Pressupõe uma estrutura que proporcione a capacidade de avaliar e incorporar novas experiências e informações. Assim, conhecimentos “derivam” de informações, e estas, “derivam” de dados.

Para gerar novos conhecimentos é necessário realizar ações sobre as informações disponíveis em um dado momento e contexto.

A criação de um ambiente informatizado, que objetive gerenciar os processos da escola deverá considerar os processos de trocas de informação e a cultura da escola.

Devemos ainda ponderar que a escola é um todo, com uma cultura organizacional própria e com objetivos específicos, os quais deverão ser considerados para a gestão das tecnologias de informação nesta escola.

Portanto, é preciso ter clareza e coesão da equipe sobre os objetivos pretendidos pela organização, pois o processo de implantação do uso das tecnologias de comunicação na gestão escolar precisa estar coerente com as expectativas de benefícios esperados pelos usuários.
 
Referências Bibliográficas
VIEIRA, A.THOMAZ. Funções e Papéis da Tecnologia. Disponível em http://www.gestores.pucsp.br. Capturado em 25/04/2005.

05/06/2017

PENSAR A EDUCAÇÃO - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, VIOLÊNCIA ENTRE JOVENS, RESISTÊNCIA

Ano 5 - Nº 162 / sexta-feira, 02 de junho de 2017

 


EDITORIAL

 

O MEC e a EAD na Educação Básica

O recente bate-cabeça da equipe do MEC a respeito do Decreto sobre educação à distância expõe duas faces nada elogiosas da desastrada equipe que assumiu o Ministério da Educação no desgoverno Temer. Por um lado, não é a primeira vez que a equipe se mostra perdida e pouco articulada no que diz respeito a políticas e ações relativas à pasta que assumiu com o propósito de desconstruir as políticas que vinham sendo implementadas. De outro lado, mostra o investimento do MEC na precarização da oferta da educação básica justamente, e mais uma vez, para adolescentes e jovens brasileiros das camadas mais pobres da população. Leia mais.

NAS ONDAS DA EDUCAÇÃO
Segunda feira o programa de rádio Pensar a Educação, Pensar o Brasil recebe a Vice-Reitora da UFMG, a professora Sandra Goulart Almeida. Vamos falar sobre os 90 anos da universidade e a realização da 69º Reunião Anual da SBPC, da qual a professora é e uma das coordenadoras gerais.
Segunda também tem a Agenda da Educação, as colunas Educação em Pauta e Pensando Bem e a sessão especial Cinema Falado.
Todas as segundas-feiras, das 20h00 às 22h00, o programa Pensar a Educação, Pensar o Brasil vai ao ar pela Rádio UFMG Educativa 104,5 FM
ENTREVISTA
A universidade pode adoecer - Professora Stella Goulart 

O programa Pensar a Educação, Pensar o Brasil, do dia 29 de maio, recebeu a professora Stella Goulart,  do Departamento de Psicologia e presidente da  Comissão Institucional de Saúde Mental da UFMG. A professora conversou sobre a saúde mental dentro da universidade e as ações realizadas pela UFMG.

CONVITE À LEITURA
A família presente na narrativa
 - Marcus Aurélio Taborda de Oliveira
Em sessão especial para o programa de rádio Pensar a Educação, pensar o Brasil o professor Marcus Taborda apresenta e reflete sobre o livro Léxico Familiar da escritora Natalia Ginzburg.

EDUCAÇÃO EM DEBATE
“Não corre senão morre”  - Dalvit Greiner EXCLUSIVO
Para todas as minorias que são maiorias, acabou aquela opção de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Hoje, se ficar morre. Se correr, morre também. 
Museu, percepção e educação sensorial - Vagner Luciano de Andrade, Rodrigo Touso Dias Lopes e Flávia do Carmo Ferreira - EXCLUSIVO
O museu é um ambiente para aguçar os cinco sentidos, ampliando percepções e reflexões.
A violência entre os jovens - Educação em Pauta - Marcus Aurélio Taborda de Oliveira
O sociólogo Marcos Rolim divulgou na última semana uma pesquisa que investiga a violência. Dentre os resultados, o pesquisador destacou a relação da evasão escolar com os jovens envolvidos nesse tipo de crime. O estudo foi o assunto da conversa desta semana entre o jornalista Vinicius Luiz e o professor Marcus Taborda. A coluna Educação em Pauta é produzida pelo núcleo de Jornalismo da Radio UFMG Educativa
As reformas na educação - Pensando Bem - Beatriz Cerqueira (Sind-UTE/MG) 
Na coluna da semana, a coordenadora geral do Sind-UtE, Beatriz Cerqueira lembra a gravidade da situação que nosso país atravessa e da luta necessária pela a garantia de direitos. A coluna Pensando Bem é uma parceria do PEPB com o Sind-UTE Minas.
Leia mais.

PLANOS DE VISTA
Semana de Ação Mundial 2017 - Janete M. B. Oliveira - EXCLUSIVO
Este ano, o tema proposto é o monitoramento da implementação das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

PESQUISA EDUCACIONAL
MARTÍNEZ, Blanca Susana Vega e ESCOBAR, Norma Ramos - Relatos de viajes: maestras, escuelas y caminos rurales en el México del siglo XX - Revista de História e Historiografia da Educação (UFPR).
O trabalho analisa os relatos de viagem de três professoras rurais mexicanas que transitaram dentro do nordeste do país para fundar escolas e levar adiante sua prática de ensino. As histórias das professoras estão inscritas no México do século XX, o qual contava com uma população altamente analfabeta e que requeria uma educação prioritária.

 

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Abaixo assinado pede que o dinheiro desviado pela corrupção seja revertido para a Ciência - Jornal da Ciência.
Segundo o manifesto, os atos ilícitos são em grande parte responsáveis pela penúria em que se encontram os institutos de pesquisa e as universidades públicas.

EDUCAÇÃO PELO BRASIL
Resistência estudantil ao regime militar será celebrada em ato no campus Saúde - UFMG Notícias. 
Os quase 400 jovens de todo o país que estavam no DA foram retirados “abraçados, em pequenos grupos, e espremidos no meio de um corredor fardado”. 

Leia mais.

AMÉRICA LATINA
Multitudinaria marcha de docentes se tomó las calles de Cali - El Tiempo, Colombia
Cerca de 20.000 personas le exigían al Gobierno Nacional ser escuchados en temas de educación.

PENSAR INDICA
A história da Associação Imagem Comunitária (AIC) começou em 1993, quando um grupo de estudantes de Comunicação Social de Belo Horizonte assumiu a tarefa de criar canais de expressão e visibilidade que contemplassem novas maneiras de se apropriar dos meios de comunicação. O objetivo era construir imagens plurais e positivas sobre a cultura, a periferia e as comunidades da cidade. Dentre as várias ações que a entidade já desenvolveu, destacam-se as parcerias com coletivos populares, entidades culturais e movimentos juvenis que trabalham pela promoção da cidadania, realizando produções audiovisuais, impressas, para rádio e web, sempre de forma colaborativa.

INDICAÇÃO DO LEITOR

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OPINIÃO DO LEITOR
Elizabeth Moura  – em 02/06/2017 (EDUCAÇÃO EM DEBATE– Edição 161 – 26/05/2017 - Animal: a dívida da escola)
Excelente !!!
Adriene – em 30/05/2017 (EDUCAÇÃO EM DEBATE– Edição 161 – 26/05/2017 - Animal: a dívida da escola)
Muito boa reflexão. É mais do que urgente falarmos sobre isso dentro e fora do espaço escolar. 
Vagner Luciano de Andrade  em 30/05/2017 (EDUCAÇÃO EM DEBATE– Edição 161 – 26/05/2017 - Animal: a dívida da escola)
Mto (sic) bom!!!!
Tiago – em 28/05/2017 (EDUCAÇÃO EM DEBATE– Edição 161 – 26/05/2017 - Animal: a dívida da escola)
Excelente reflexão

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Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil 1822/2022
Coordenação Geral - Luciano Mendes de Faria Filho e Tarcísio Mauro Vago

Pensar a Educação em Pauta
Coordenação Geral - Priscilla Bahiense e Luciano Mendes
Coordenação de Pesquisa e Diagramação: Sandra Ribas

Av. Antônio Carlos, 6627 - Belo Horizonte - MG - CEP: 31270-901
E-mail: boletimpepb@gmail.com - Telefone: (31) 3409-5313

 

EXPEDIENTE
Equipe Pensar a Educação em Pauta


 
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