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03/03/2023
03/06/2018
O PROGRAMA ENSINO MÉDIO EM REDE: A FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Maria Ângela P. R. Innocente
Para compreendermos a identidade do Ensino Médio, precisamos colocar sua "identidade" como etapa final da Educação Básica. Esta pressupõe a progressiva universalização e gratuidade, a terminalidade - deixa de ser curso de passagem e inclui a formação geral; separa-se portanto da educação profissional.
Na formação geral, o aluno deverá adquirir competências básicas para:
- autonomia intelectual e continuidade dos estudos;
- inserção no mundo do trabalho;
- formação ética da pessoa e do cidadão
Estas competências se amparam em quatro eixos: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.
Ao adquirir estas competências, é necessário que os alunos dominem os conhecimentos e saibam mobilizá-los em situações concretas.
O currículo tem uma nova concepção, qual seja, a contextualização e a interdisciplinaridade - o diálogo entre as disciplinas, que se constrói na contextualização das questões tratadas.
O currículo adquire flexibilidade e organiza-se em áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias.
A identidade do Ensino Médio se constrói através de um Projeto de Escola, fundamentado em uma avaliação diagnóstica de sua realidade, e na autonomia da escola, projeto este que identificará sua identidade física, sua proposta pedagógica (com foco numa escola para jovens), articulação com a comunidade e no fortalecimento da gestão democrática, através da atuação de seus colegiados.
Dados de diversas pesquisas demonstram que o jovem quer uma escola que:
- tenha "cara" de escola para jovens;
- incentive sua aprendizagem e auto-estima;
- estabeleça uma relação de respeito entre professores e alunos;
- seja limpa, organizada, com regras de funcionamento claros e transparentes;
- tenha computadores, laboratórios e materiais de experimentação e de consumo disponíveis para os alunos;
- seja um espaço agradável, com atividades culturais, esportivas e sociais, onde possa encontrar amigos, ouvir música e namorar;
- tenha canais de participação para os alunos, principalmente o grêmio estudantil;
- tenha biblioteca atualizada, quadra e material esportivo disponíveis em todos os períodos;
- tenham projetos que trabalhem com drogas, sexualidade, qualidade de vida, meio ambiente, violência, entre outros;
- tenha aulas mais "motivadoras" e animadas, que possibilitem a vivência prática da teoria.
Utilizando-se da educação à distância, através de vídeo-conferências e atividades via web, além das atividades presenciais, o Programa Ensino Médio em rede objetiva discutir as especificidades curriculares do Ensino Médio e propiciar subsídios para o diagnóstico da realidade local e avaliação do projeto político-pedagógico das escolas, a fim de promover uma integração entre os professores das áreas por meio do trabalho com leitura e escrita, fortalecendo, assim, as equipes escolares.
O programa funciona com a "tutoria" de especialistas, que realizam vídeo-conferências e interações via web, principalmente através de fóruns, no programa Prometeus, com mediadores - Assistentes Técnico-Pedagógicos e Supervisores de Ensino de cada Diretoria de Ensino, que por sua vez são responsáveis por grupos de professores- coordenadores, os quais responsabilizam-se pelos professores da escola, inscritos no programa, com os quais realizam as atividades nas horas de trabalho pedagógico coletivas(HTPC). Há também vídeo-conferências das especialistas com os mediadores e os grupos de professores-coordenadores.
Os professores realizam a maioria das atividades do programa durante as HTPC e na própria sala de aula, sob orientação dos professores coordenadores.
O material foi especialmente elaborado para os participantes e prevê diferentes modalidades de atividades para os diferentes agentes educacionais: teleconferências, vídeo-conferências, atividades pela internet e intranet, atividades presenciais, oficinas de leitura e escrita e vivências formativas e educadoras. Além do material impresso, há também um cd-rom com textos de apoio.
Pressupõe que, tanto os mediadores, quanto os professores-coordenadores se vejam no papel de formadores de formadores.
Referências Bibliográficas
CIRCUITO GESTÃO. Módulo II: Gestão Pedagógica - Caderno de Transparências. São Paulo: SEE, 2000. p. 49 a 56.
PROGRAMA ENSINO MÉDIO EM REDE. Disponível em http://www.rede do saber.sp.gov.br/emrede. Acesso em 22/04/2005.
Para compreendermos a identidade do Ensino Médio, precisamos colocar sua "identidade" como etapa final da Educação Básica. Esta pressupõe a progressiva universalização e gratuidade, a terminalidade - deixa de ser curso de passagem e inclui a formação geral; separa-se portanto da educação profissional.
Na formação geral, o aluno deverá adquirir competências básicas para:
- autonomia intelectual e continuidade dos estudos;
- inserção no mundo do trabalho;
- formação ética da pessoa e do cidadão
Estas competências se amparam em quatro eixos: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.
Ao adquirir estas competências, é necessário que os alunos dominem os conhecimentos e saibam mobilizá-los em situações concretas.
O currículo tem uma nova concepção, qual seja, a contextualização e a interdisciplinaridade - o diálogo entre as disciplinas, que se constrói na contextualização das questões tratadas.
O currículo adquire flexibilidade e organiza-se em áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias.
A identidade do Ensino Médio se constrói através de um Projeto de Escola, fundamentado em uma avaliação diagnóstica de sua realidade, e na autonomia da escola, projeto este que identificará sua identidade física, sua proposta pedagógica (com foco numa escola para jovens), articulação com a comunidade e no fortalecimento da gestão democrática, através da atuação de seus colegiados.
Dados de diversas pesquisas demonstram que o jovem quer uma escola que:
- tenha "cara" de escola para jovens;
- incentive sua aprendizagem e auto-estima;
- estabeleça uma relação de respeito entre professores e alunos;
- seja limpa, organizada, com regras de funcionamento claros e transparentes;
- tenha computadores, laboratórios e materiais de experimentação e de consumo disponíveis para os alunos;
- seja um espaço agradável, com atividades culturais, esportivas e sociais, onde possa encontrar amigos, ouvir música e namorar;
- tenha canais de participação para os alunos, principalmente o grêmio estudantil;
- tenha biblioteca atualizada, quadra e material esportivo disponíveis em todos os períodos;
- tenham projetos que trabalhem com drogas, sexualidade, qualidade de vida, meio ambiente, violência, entre outros;
- tenha aulas mais "motivadoras" e animadas, que possibilitem a vivência prática da teoria.
Utilizando-se da educação à distância, através de vídeo-conferências e atividades via web, além das atividades presenciais, o Programa Ensino Médio em rede objetiva discutir as especificidades curriculares do Ensino Médio e propiciar subsídios para o diagnóstico da realidade local e avaliação do projeto político-pedagógico das escolas, a fim de promover uma integração entre os professores das áreas por meio do trabalho com leitura e escrita, fortalecendo, assim, as equipes escolares.
O programa funciona com a "tutoria" de especialistas, que realizam vídeo-conferências e interações via web, principalmente através de fóruns, no programa Prometeus, com mediadores - Assistentes Técnico-Pedagógicos e Supervisores de Ensino de cada Diretoria de Ensino, que por sua vez são responsáveis por grupos de professores- coordenadores, os quais responsabilizam-se pelos professores da escola, inscritos no programa, com os quais realizam as atividades nas horas de trabalho pedagógico coletivas(HTPC). Há também vídeo-conferências das especialistas com os mediadores e os grupos de professores-coordenadores.
Os professores realizam a maioria das atividades do programa durante as HTPC e na própria sala de aula, sob orientação dos professores coordenadores.
O material foi especialmente elaborado para os participantes e prevê diferentes modalidades de atividades para os diferentes agentes educacionais: teleconferências, vídeo-conferências, atividades pela internet e intranet, atividades presenciais, oficinas de leitura e escrita e vivências formativas e educadoras. Além do material impresso, há também um cd-rom com textos de apoio.
Pressupõe que, tanto os mediadores, quanto os professores-coordenadores se vejam no papel de formadores de formadores.
Referências Bibliográficas
CIRCUITO GESTÃO. Módulo II: Gestão Pedagógica - Caderno de Transparências. São Paulo: SEE, 2000. p. 49 a 56.
PROGRAMA ENSINO MÉDIO EM REDE. Disponível em http://www.rede do saber.sp.gov.br/emrede. Acesso em 22/04/2005.
02/06/2018
A GESTÃO DA ESCOLA E A UTILIZAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS
O projeto Gestão Escolar e Tecnologias (TIC) propôs desenvolver nos gestores escolares – incluindo neste rol os Supervisores de Ensino, Diretores de Escola, vice-diretores de escola e professores- coordenadores pedagógicos - a competência no uso das tecnologias de informação e comunicação, apoiando-os e propondo condições para que os professores possam incorporá-las à sua prática pedagógica. Desta foram, esperava-se utilizar estas tecnologias para facilitar a aquisição de habilidades e competências necessárias à vida cidadã pelos alunos.
O projeto baseou-se na articulação entre as práticas dos gestores, as teorias educacionais e a utilização das tecnologias de informação e comunicação, num processo de formação na ação, fundamentando-se na realidade da escola.
Visou desenvolver competências nos profissionais da rede estadual de forma a que desenvolvam autonomia e se apropriem da metodologia de formação proposta pelo projeto, dando continuidade a sua formação.
Este projeto articula-se ao Progestão (Programa de formação de gestores), atendendo às necessidades de capacitação de gestores para o uso das tecnologias de informação e comunicação na gestão escolar e no cotidiano da escola.
O curso consubstanciou-se em quatro módulos, num total de oitenta horas, sendo 32 horas presenciais.
As turmas, de 40 alunos, são monitoradas por dois supervisores da SEE/SP e um Assistente Técnico Pedagógico (ATP) do NRTE – Núcleo Regional de Tecnologia Educacional, já previamente capacitados para tal pela equipe de formadores da PUC/SP.
Os temas dos quatro módulos foram:
- Introdução ao curso Gestão Escolar e Tecnologias;
- A utilização das TIC na escola
- Debate sobre o uso das TIC
- TIC e projetos escolares
O projeto previu ainda ações pontuais e produtos finais mais abrangentes, utilizando aa TIC na gestão escolar.
Devemos nos lembrar, entretanto, que informação não é conhecimento, pois o conhecimento exige crítica, tem caráter humano, é mais amplo, mais profundo. Pressupõe uma estrutura que proporcione a capacidade de avaliar e incorporar novas experiências e informações. Assim, conhecimentos “derivam” de informações, e estas, “derivam” de dados.
Para gerar novos conhecimentos é necessário realizar ações sobre as informações disponíveis em um dado momento e contexto.
A criação de um ambiente informatizado, que objetive gerenciar os processos da escola deverá considerar os processos de trocas de informação e a cultura da escola.
Devemos ainda ponderar que a escola é um todo, com uma cultura organizacional própria e com objetivos específicos, os quais deverão ser considerados para a gestão das tecnologias de informação nesta escola.
Portanto, é preciso ter clareza e coesão da equipe sobre os objetivos pretendidos pela organização, pois o processo de implantação do uso das tecnologias de comunicação na gestão escolar precisa estar coerente com as expectativas de benefícios esperados pelos usuários.
Referências Bibliográficas
VIEIRA, A.THOMAZ. Funções e Papéis da Tecnologia. Disponível em http://www.gestores.pucsp.br. Capturado em 25/04/2005.
O projeto baseou-se na articulação entre as práticas dos gestores, as teorias educacionais e a utilização das tecnologias de informação e comunicação, num processo de formação na ação, fundamentando-se na realidade da escola.
Visou desenvolver competências nos profissionais da rede estadual de forma a que desenvolvam autonomia e se apropriem da metodologia de formação proposta pelo projeto, dando continuidade a sua formação.
Este projeto articula-se ao Progestão (Programa de formação de gestores), atendendo às necessidades de capacitação de gestores para o uso das tecnologias de informação e comunicação na gestão escolar e no cotidiano da escola.
O curso consubstanciou-se em quatro módulos, num total de oitenta horas, sendo 32 horas presenciais.
As turmas, de 40 alunos, são monitoradas por dois supervisores da SEE/SP e um Assistente Técnico Pedagógico (ATP) do NRTE – Núcleo Regional de Tecnologia Educacional, já previamente capacitados para tal pela equipe de formadores da PUC/SP.
Os temas dos quatro módulos foram:
- Introdução ao curso Gestão Escolar e Tecnologias;
- A utilização das TIC na escola
- Debate sobre o uso das TIC
- TIC e projetos escolares
O projeto previu ainda ações pontuais e produtos finais mais abrangentes, utilizando aa TIC na gestão escolar.
Devemos nos lembrar, entretanto, que informação não é conhecimento, pois o conhecimento exige crítica, tem caráter humano, é mais amplo, mais profundo. Pressupõe uma estrutura que proporcione a capacidade de avaliar e incorporar novas experiências e informações. Assim, conhecimentos “derivam” de informações, e estas, “derivam” de dados.
Para gerar novos conhecimentos é necessário realizar ações sobre as informações disponíveis em um dado momento e contexto.
A criação de um ambiente informatizado, que objetive gerenciar os processos da escola deverá considerar os processos de trocas de informação e a cultura da escola.
Devemos ainda ponderar que a escola é um todo, com uma cultura organizacional própria e com objetivos específicos, os quais deverão ser considerados para a gestão das tecnologias de informação nesta escola.
Portanto, é preciso ter clareza e coesão da equipe sobre os objetivos pretendidos pela organização, pois o processo de implantação do uso das tecnologias de comunicação na gestão escolar precisa estar coerente com as expectativas de benefícios esperados pelos usuários.
Referências Bibliográficas
VIEIRA, A.THOMAZ. Funções e Papéis da Tecnologia. Disponível em http://www.gestores.pucsp.br. Capturado em 25/04/2005.
05/06/2017
PENSAR A EDUCAÇÃO - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, VIOLÊNCIA ENTRE JOVENS, RESISTÊNCIA
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