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20/08/2022

LIVROS DIGITAIS: SISTEMAS PRIVADOS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA: CONSEQUÊNCIAS DA MERCANTILIZAÇÃO PARA O DIREITO À EDUCAÇÃO (PORTUGUÊS E INGLÊS)

 Os livros digitais "Sistemas privados de ensino na educação pública brasileira: consequências da mercantilização para o direito à educação" e "Private systems of education in brazilian public education: consequences of commodification for the right to education", financiados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) e PPGE - UNICAMP, acabam de ser lançados pela editora Pedro e João Editores.

Os livros resultam de pesquisa concluída em 2015, no âmbito do  Privatisation in Education Research Initiative (PERI), desenvolvida pelo GREPPE e Ação Educativa com o apoio da CLADE e contam com prefácio de Susan Robertson. A organização dos livros conta com a Profa. Dra. Theresa Adrião, docente da Faculdade de Educação da UNICAMP, Teise de Oliveira Guaranha Garcia, Raquel Fontes Borghi, Regiane Helena Bertagna, Gustavo Paiva e Salomão Ximenes.

O tema e a problemática continuam na ordem do dia e podem ser acessados em português e em inglês, através dos links abaixo:

Sistemas privados de ensino na educação pública brasileira: consequências da mercantilização para o direito à educação

Private systems of education in brazilian public education: consequences of commodification for the right to education

22/04/2020

FINEDUCA- V. 10 (2020): CARREIRA DOCENTE, FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO, POLÍTICAS EDUCACIONAIS, FIES, ENSINO SUPERIOR, PNE E MAIS

DIVULGAÇÃO
Caros leitores,

FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação acaba de publicar mais
seis artigos em https://seer.ufrgs.br/fineduca. Convidamos a navegar no
sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.


FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação
v. 10 (2020)
Sumário
https://seer.ufrgs.br/fineduca/issue/view/3902

Artigos
--------
A Desvalorização da Remuneração Docente na Disputa pelo Fundo Público
Municipal: o caso de Curitiba-PR
        Marcus Quintanilha da Silva
A Expansão e o Financiamento da Pós-Graduação no Brasil e a Meta 14 do
Plano Nacional de Educação
        Caio Eduardo Jardim
A Implementação do Piso Salarial Profissional Nacional em Minas Gerais:
entre o dito, o feito e o escrito
        Josielli Teixeira de Paula Costa,       Clayton Lúcio Coelho,   Rosimar de Fátima
Oliveira
Aspectos da Sociodinâmica Público e Privado na Política de Educação
Especial no Estado do Espírito Santo
        Gildásio Macedo de Oliveira,    Reginaldo Célio Sobrinho
Montantes e Gastos Anuais de Escolas Públicas com os Recursos do PDDE:
estudo de caso em uma escola municipal (2007-2016) e uma escola estadual de
São Paulo/SP (2006-2016)
        Clarissa dos Santos Bitencourth,        Fernanda Dayane Bezerra Gomes,  Rubens
Barbosa de Camargo
O Impacto da Expansão do Fies entre 2010 e 2017 no Cumprimento Estratégico
12.6 do PNE (2014-2024)
        Danubia Fernandes Alves,        Cristina Helena Almeida de Carvalho
Impactos e rupturas na educação superior brasileira após a Emenda
Constitucional 95/2016: o caso dos institutos federais
        Norivan Lustosa Lisboa Dutra,   Lívia Santos Brisolla
O Financiamento da Educação Básica em Portugal e Brasil
        Amilka Dayane Dias Melo Lima,   Magna França
Plano Nacional de Educação 2014 e o Plano Estadual de Educação 2016:
implicações no financiamento da educação especial no estado de São
Paulo
        Marcia Maurilio Souza,  Vanessa Dias Bueno de Castro,   Rosângela Gavioli
Prieto
Valorização dos funcionários de escola: as condições de remuneração
dos profissionais em dez municípios da Região Metropolitana de Curitiba/PR
        Mariana Moschkovich Athayde
Movimentação na Carreira de Professores da Educação Básica em
Municípios do Pará a partir do Desempenho: valorização ou gerencialismo?
        Rubens da Costa Ferreira,       Dalva Valente Guimarães Gutierres
Política de Financiamento do Transporte Escolar na Educação Básica: um
estudo do custo/aluno/transporte escolar em Goiás
        Lana Karla Duques Neves,        Maria Cristina das Graças Dutra Mesquita

FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação
http://seer.ufrgs.br/fineduca

18/06/2019

REVISTA COM CENSO: ESTUDOS EDUCACIONAIS DO DISTRITO FEDERAL

Prezados (as), boa tarde,

Divulgando a pedido do Prof. Célio da Cunha.

Encaminhamos a 17ª edição (maio 2019) da Revista Com Censo: Estudos Educacionais do Distrito Federal, periódico científico da Secretaria de Educação do DF.

O tema central dela é: Língua estrangeira na Rede Distrital de Educação: Formação, políticas, ensino e aprendizagem.

Contamos com sua colaboração na disseminação desse material no ambiente acadêmico, a fim de que alcance a todos os interessados em discutir e proporcionar uma educação de qualidade.

Informamos, ainda, que já se encontram abertas as chamadas para as próximas edições, a saber:

* Cultura de Paz nas Escolas
* Educação para o Trânsito
* Educação 4.0: Competências para a 4ª Revolução
* Tecnologias e Metodologias Ativas

Para mais informações, acesse o site: http://www.periodicos.se.df.gov.br/index.php/comcenso/index

Atenciosamente,

Silvia Regina dos Santos Coelho

Dra. em Educação

Universidade Católica de Brasília

02/05/2019

REVISTA ONLINE DE POLÍTICA E GESTÃO EDUCACIONAL V. 23 - JAN/ABR 2019

Caros leitores,

A revista Revista on line de Política e Gestão Educacional acaba de
publicar seu último número - v. 23, n.1, 2019, versão bilíngue -
português e inglês, disponível em
https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/issue/view/721/showToc. Convidamos a
navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu
interesse.
Agradecemos a todos os autores, professores e pesquisadores pela confiança
e o envio de seus manuscritos para à nossa revista.
Até a próxima edição - já em processo de editoração.

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
José Anderson Santos Cruz
Faculdade de Ciências e Letras/Unesp
anderson.cruz@unesp.br
Editor Adjunto e Executivo
Assessoria e Consultoria para Periódicos

Revista on line de Política e Gestão Educacional
v. 23, n. 1, jan/abr. (2019)
Sumário
https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/issue/view/721

Artigos
Um olhar estratégico para a gestão educacional: uma análise dos contornos
gerenciais propostos pela reforma do estado (6-30)
Ana Paula Torres, Maria Teresa Miceli Kerbauy
Reforma do estado brasileiro e a expansão da educação a distância no
Brasil (1996-2016) (31-48)
Stela Galbardi de Resende, Maria Luisa Furlan Costa
Organização da educação especial em uma rede estadual de ensino sob o
prisma das políticas públicas (49-60)
Geandra Cláudia Silva Santos
Contribuições de Stephen Ball para o campo das políticas educacionais
(61-84)
Regina Célia Linhares Hostins, Olívia Rochadel
A psicopedagogia na alfabetização de crianças com dificuldades de
aprendizagem (85-102)
Anaisa Alves de Moura, Francisca Neide Camelo Martins Rodrigues, Stela
Lopes Soares, Heraldo Simões Ferreira
Uma narrativa histórica da educação nacional entre mitos: do fundador ao
de democracia racial (103-131)
Paulo Crispim Alves de Souza, Ivan Fortunato
Conteúdo e forma na leitura literária: considerações sobre a formação
e atuação de professores da educação básica (132-146)
Francielle Nascimento Merett, Sandra Aparecida Pires Franco
O papel do professor como intelectual orgânico à luz de Gramsci (147-159)
Rogério de Morais, Arlindo Lins de Melo Júnior, Tiago Cesar Domingues
Ensino médio em tempo integral e a escola de Antonio Gramsci (160-174)
Flavia Gonçalves da Silva, Elisangela da Silva Bernado
Percepções dos estudantes de licenciatura acerca do conceito de
currículo: implicações da cultura e cultura escolar na educação
(175-201)
Andressa Graziele Brandt, Filomena Lucia Gossler Rodrigues da Silva, Sonia
Regina de Souza Fernandes, Franc-Lane Sousa Carvalho do Nascimento, Nadja
Regina Sousa Magalhães, Joelson de Sousa Morais
Alteridade e relações dialógicas: aproximações entre os pressupostos de
Enrique Dussel e Paulo Freire (202-216)
André Luis Castro de Freitas, Luciane Albernaz de Araujo Freitas
Significado formativo e participação democrática: uma pesquisa sobre o
ensino da história e da literatura (217-232)
Vincenzo Cafagna

________________________________________________________________________
Equipe Editorial
Revista on line de Política e Gestão Educacional
http://seer.fclar.unesp.br/rpge

29/04/2019

JORNAL DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS

O Jornal de Políticas Educacionais (JPE) acaba de publicar novos artigos.
Acesse o site <https://revistas.ufpr.br/jpe/issue/view/2716/showToc>, conheça as produções e contribua com seu artigo.
O JPE é avaliado pelo Qualis como B1 e recebe artigos de todos os temas relacionados às políticas e gestão educacional.

02/08/2018

POR QUE AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS NÃO TEM CONTINUIDADE?

As questões que se travam partem do enfoque de distintas abordagens que norteiam o que venha ser políticas públicas e políticas de governo e/ou partidária, para nelas situar o tratamento que é reservado à educação, onde alguns Programas Somem ou Enfraquecem, Por quê?

05/06/2018

MINHAS ANOTAÇÕES DA CONFERÊNCIA DE ABERTURA “EDUCAÇÃO E CIDADANIA: POLÍTICA, GESTÃO E PRÁTICAS EDUCACIONAIS” – Prof.ª DRA. BERNADETE ANGELINA GATTI (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS) - X SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE GESTÃO EDUCACIONAL – LAGE – UNICAMP – 23/05/2015

“Sem conhecimentos básicos não há possibilidade de “interpretar o mundo”. Portanto, não há condição de verdadeiro exercício da cidadania”. (Paulo Freire, 1969)
“A Educação como direito humano e bem público permite às pessoas exercer os outros direitos”. (UNESCO, 2010)
Ou seja, somente o senso comum não basta para o exercício da cidadania, precisa de educação básica forte e isso é função das políticas educacionais, pois o conhecimento é um dos determinantes das desigualdades sociais.
Citou, nesse sentido:
Pósmodernidade da esperança (Luiz Carlos Freitas)
Alienação cotidiana (Heller, Agnez)
A Educação como bem público, direito do cidadão e portanto, política pública deve estar acima das questões partidárias (estamos em processo).
A LDB/96 indica quatro níveis educacionais: Educação infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior – porém para a educação básica as políticas ao fragmentadas.
Discutindo as políticas educacionais:
- ausência de políticas integradas;
- ausência de acompanhamento consequente;
- programas de suprimento;
- perspectivas quantitativas restritas (ex. IDEB);
- descuido com a qualidade;
- pouco ou nenhum uso de dados da realidade;
- modismos.
Tais características levam a desacertos, descontinuidade, desperdício de recursos.
Salienta-se ainda que:
- o IDEB condiciona financiamentos;
- o IDESP condiciona bônus aos docentes.
De tal forma, os professores de Língua Portuguesa e Matemática, disciplinas avaliadas nas avaliações em larga escala, são “massacrados” pelo governo e pelos outros professores.
Para a cognição não importa o método, o caminho da aprendizagem é criar situações problema.
Pensar numa educação integral.
Pensar Educação:
1º) – Políticas
- Gestão
- Práticas
Partir de condições existentes e considerar as intercorrências; pervasividade de políticas – são incertas.
Salientando que só uma lei não resolve, depende de quem chega e sua interpretação. Ex.: lei de
Libras nas licenciaturas.
Sinalizadores das questões atuais:
- critérios de escolha de gestores (interlocução dos “poderosos” – democracia?)
2º) Formação dos docentes
Licenciaturas – evasão alta (dados 2013 – 44%)
Carreira – tudo começa sendo professor
- formação docente é primordial para educação básica
Os cursos de pedagogia têm pouco foco no trabalho docente; 60% dos cursos são à distância.
A expansão do ensino superior visou apenas o quantitativo.
No quadro a seguir, os docentes licenciados, por disciplina (Brasil, 2013):
Língua Portuguesa – 54%
Biologia – 50%
Matemática – 39%
Educação Física – 36%
História – 34%
Física – 17%
Química – 17%
De onde se conclui que não há uma política consequente de formação de professores, apenas programas dispersos.
Alunos com 12 anos que concluíram anos iniciais:
São Paulo – 80%
Brasil – 63%
O menor porcentual é no Estado de Alagoas, com 42%.
No SAEB (aqui considerado como um sinalizador), aprenderam o adequado para a série/ano – 5º ano do Ensino Fundamental – 45% em Língua Portuguesa e 40% em Matemática;
9º ano do Ensino Fundamental – 29% em Língua Portuguesa e 16% em Matemática;
3ª série do Ensino Médio – 27% em Língua Portuguesa e 9% em matemática.
Refletindo que em Língua Portuguesa se mede a leitura, conclui-se que algo não está funcionando, embora todos componentes curriculares usem a língua portuguesa em suas disciplinas.
Outro ex.: no ENEM/2014 houve 500 mil zeros em redação.
Tais condições da educação prejudicam o povo, pois o filho das elites está na instituição privada.
No Ensino Fundamental há 20% de evasão.
A matrícula do Ensino Médio se mantém constante desde 2008.
Porém nessa sociedade complexa o conhecimento é exigido para participar e portanto, deveria haver políticas para alterar tal situação, superar o marketismo, levando à consciência crítica.
Isso depende das condições intra e extraescolares.
Nessas últimas, um conjunto de mudanças sociais (mundiais e locais), que interferem no trabalho docente:
- natureza;
- relações com o conhecimento;
- organização das escolas;
- redefinição de prioridades;
- novas demandas.
Entende-se a escola como lugar da qualidade formativa, onde as crianças tem de aprender para participar socialmente, aprendendo com sucesso e, como as aprendizagens são diversificadas, as metodologias também devem ser.
Princípios de ação
Cooperação – transparência – coparticipação
Políticas: gradatividade – cumulatividade – (des) continuidade (“reinventar a roda”)
Monitoramento de processos e resultados – usar os resultados para alavancar a escola.
Só internet não ensina – precisa de um interlocutor qualificado (professor) para “mostrar as pedras do caminho”.
Mudar concepções vigentes sobre “prática” e “teoria”.
Não confundir prática pedagógica (fundamentação teórica) com metodologia (técnica e método).
Fazer pensando + pensar fazendo/saber fazer e porque fazer.
Dar à prática dignidade de fato cultura relevante - praxiologia (Nilde Alves, 1998).
Práticas Educativas significativas
- domínio de conhecimento (específico e pedagógico);
- sensibilidade cognitiva;
- capacidade de criar relacionamentos didáticos frutíferos;
- ter e criar atitudes éticas.
Ou seja, repensar a escola e práticas educacionais, apesar das políticas insensatas.
“[...] O problema educativo é que as crianças não aprendem e que temos enormes níveis de desigualdades nos resultados de aprendizagem de nossos alunos”(TEDESCO, 2010)
A desigualdade da aprendizagem leva à desigualdade social.
Questões dos participantes
- atuação das ONGs – a palestrante não demoniza, mas as decisões devem ser das instâncias educacionais, inclusive da escola;
Trabalhar junto, não no lugar da escola (emponderamento).
- PME – questão do salário - mais importante a questão da carreira condigna com seu papel – salário inicial digno e perspectiva de futuro.
Questão do esforço subjetivo pessoal – “sacrifício” – influencia escolha pela carreira (a palestrante fez pesquisa com grupos focais).
Mas o salário precisa ser competitivo agora (“pré-sal é sonho”).
Não adianta piso salarial se União não ajudar (isso é luta política dos sindicatos), pois há municípios sem renda, assim, é preciso aumentar o valor do FUNDEB per capita.
- Questão dos estágios nas licenciaturas – alunos são “largados”, instituição tem de ter projeto de estágio, a escola tem de conhecer o projeto de estágio e o aluno, concordar com o projeto de estágio.
- Gestão democrática
Nos anos 50 metade da população era analfabeta, o que ocorreu em diversos governos.
Para a gestão democrática é preciso que haja participação nas reuniões.
A eleição do gestor não é garantia de gestão democrática, pois esse pode ser um ditador.
Democracia exige transparência e (co) participação (coletivo).
Só temos participação por representação e é preciso formar para isso.
Portanto, cobrar dos políticos, dos representantes, do diretor – um projeto de trabalho.
Formar por meio de debates em fóruns, desde que os representantes voltem e discutam com seus representados. Muitas vezes o documento para discussão já está pronto (ex. CONAE) – isso não é representação. Falta cultura social para participação por representação.
Quanto à atuação dos conselhos, o CNE – Conselho Nacional de Educação é consultivo, não deliberativo, ou seja, se o Ministro da Educação não aprovar, a decisão não vira lei. Além disso, o CNE é inatuante, está “afogado” por consultas a responder.
CEE – Conselho Estadual de Educação – SP e outros – são deliberativos, porém as indicações e deliberações o Secretário de educação tem de homologar. Caso isso não ocorra, volta para o CEE derrubar o veto do secretário. Porém a formação do conselho tem muitos vieses e precisa de dois terços de votos do conselho para derrubar o veto do secretário.
CME – Conselho Municipal de Educação – para ser atuante precisaria ter interlocução com SME – Secretaria Municipal de Educação, discutir o projeto da secretaria.
Portanto, não existe gestão democrática sem interlocução real com a sociedade civil.
Obs.: Houve informação que os slides da Palestra seriam disponibilizados no site do Lage.

24/05/2018

A QUEM SERVEM AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS?

Lapis
Resumo
Para o Brasil, inserido de forma periférica no capitalismo globalizado, falar em políticas públicas educacionais significa pensar por que, para que, para quem, elas mudam a cada governo, são tão lentas em sua implementação ou parecem apenas se preocupar com quantidades/resultados numéricos – estatísticas em suma, deixando a qualidade em segundo plano ou maquiando resultados qualitativos, por meio de indicadores de avaliação externos.

Palavras-chave políticas públicas,educação,cidadania.

Abstracts
In Brazil, , to say about educacional public polycis, means to think about why, for what, for whom, they change n each governance, they are so slow for implementacion or they look to worry just about quantities; numbers – statistics, leaving the quality in second step or quality results, through extern evaluation indicators.

Key-words public polycis, education, citizen.

Introdução
Começaremos pela definição de Cidadania.

Segundo Carvalho (2002, p.22), cidadania define-se por liberdade, participação, igualdade para todos – o que pressupõe a existência dos direitos civis, direitos políticos e direitos sociais. Questionamos: existe Cidadania no Brasil? Principalmente quanto aos direitos sociais – participação na riqueza coletiva – Educação, trabalho, salário, saúde – que dependem da administração do Poder Executivo, não há, com certeza, a existência necessária.

A Educação poderia contribuir para que existam estes direitos e a efetiva cidadania?
Retomemos a História do Brasil, traçando um rápido panorama, ainda conforme Carvalho. No Brasil colônia, não havia escolas, nem educação superior, nem ao menos cidadãos. Mesmo após a independência, não havia noção de Pátria, o voto dependia da renda. Com o advento da República e as diversas revoltas populares, começa a haver um sentimento de nação, só consolidado após 1930.

Em 1943, com a CLT, começam a surgir os direitos sociais e em 1945, com o voto universal, os direitos políticos. Porém, muitas vezes, estes direitos foram só formalmente reconhecidos, mas não materialmente efetivos. De qualquer forma, pode-se, em parte, pressupor que durante os governos populistas atingiu-se, em certo grau, o Welfare State. Acontece então o Golpe Militar de 1964. A primeira fase – 1964 a 1968, caracteriza-se pela repressão, combate à inflação, forte queda do salário mínimo. A segunda fase – 1968 a 1974, caracteriza-se por repressão violenta, Atos Institucionais, crescimento econômico, continuando a queda do salário mínimo. Na terceira fase – 1974 a 1985, ocorrem a “abertura”, crise do petróleo, crescimento negativo, concentração da população nas cidades (violência urbana), aumento da desigualdade, aumento das mulheres no mercado de trabalho, revogação do AI-5, Comunidades Educacionais de Base, abolição do bipartidarismo, associações de profissionais liberais – Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, dentre outros. Detalhemos um pouco mais este período, segundo os escritos de Saviani (2002, p.82):
Com efeito, por volta de 1960 já não dependíamos da importação de manufaturas. Produziam-se no país não apenas os bens de consumo não-duráveis, ...), mas também os bens de consumo duráveis, correspondentes à última fase do referido modelo. A meta de industrialização tinha sido, pois, atingida (...).
(...) De fato, se os empresariados nacional e internacional, as camadas médias, o operariado e as forças de esquerda se uniram em torno da bandeira da industrialização, as razões que os levaram a isso eram divergentes (...).
(...) A contradição acima apontada estava no centro da crise vivida pelo Brasil nos inícios dos anos 60. Daí a alternativa: ajustar a ideologia política ao modelo econômico ou vice-versa (...).
(...) Em termos educacionais, foi exatamente no período em que aflora a contradição antes referida que se ensaiou uma abertura maior na direção das aspirações populares, surgindo iniciativas como o Movimento de Educação de Base (MEB), as campanhas de alfabetização de adultos, os Centros de Cultura Popular, etc. Isso, porém, ocorreu à margem da organização escolar regular, constituindo uma espécie de ‘sistema paralelo’ para onde os estudantes universitários canalizavam seus anseios de reforma, compensando, assim, o não-atendimento de suas reivindicações pela reforma da própria universidade. Após 1964, cortadas aquelas alternativas e agravados os problemas em decorrência da adaptação do modelo econômico que, com o esgotamento do processo de substituições de importações, assume progressivamente as características do mercado associado dependente, torna-se a própria universidade o palco e o alvo das reivindicações reformistas. Em contrapartida, o governo tomava algumas medidas visando enquadrar o movimento estudantil e as universidades nas diretrizes do novo regime".
Após a redemocratização, promulgou-se a Constituição Federal, de 1988 – a Constituição Cidadã, e em 1989 ocorre a primeira eleição direta para Presidente da República, desde 1960, porém estes fatos não foram suficientes para alterar a desigual distribuição de renda, o desemprego continua e piora a eficácia concreta dos direitos sociais.Temos ainda o déficit da previdência e 32% da população constituída de analfabetos funcionais (menos de 4 anos de escolaridade), conforme nos mostra Carvalho (2002:passim).

Mesmo a propalada administração participativa ocorre num contexto que prioriza melhores condições de produtividade e qualidade em detrimento do fator humano; um instrumento globalizador, para modelização (massificação) de subjetividades dos trabalhadores.

Traçando um paralelo com a história global do mundo do trabalho – Taylorismo, Fordismo, Fayolismo – princípio inclusive aplicado à administração das escolas públicas (planejamento, organização, assistência à execução ou gerência, avaliação de resultados e prestação de contas ou relatórios), vemos que a situação atual do Brasil, já desde os anos 1990, é de inserção no neoliberalismo – Estado Mínimo, Estado Guarda-Noturno, atuação pontual, lógica do mercado e seus desdobramentos – desregulamentação, privatização, publicização, terceirização, flexibilização dos contratos de trabalho, administração pública gerencial, sendo que neste modelo de desenvolvimento da produção (pós-Fordismo), a expropriação da capacidade intelectual do trabalhador é tão importante quanto foi o domínio sobre sua capacidade física no modelo taylorista – fordista – o que logicamente “dirige” as políticas públicas e portanto, as políticas públicas educacionais.

Neste Estado Mínimo, perpetuam-se e se acentuam a pobreza e a exclusão, e a sociedade globalizada leva a uma agenda universalizada, inclusive na Educação.

A Educação, necessária para a democracia e a gestão participativa, precisa formar cidadãos em condições de deliberar em esferas dominantemente argumentativas, ou seja, a participação não pode ser dissociada da Educação para a Cidadania nem da formação de uma cultura política, nem da capacidade linguística de discernimento – Educação para a emancipação. Esta gestão participativa implica na negociação de políticas públicas.

A dependência de financiamento externo pelo Brasil, para a execução de suas políticas públicas, faz com que essas políticas sejam, de certa forma, dirigidas por instituições internacionais, como o Banco Mundial, que exigem a contrapartida destes investimentos. Se lermos os documentos do Banco Mundial relacionados às políticas públicas educacionais, fica claro que as diretrizes deste estão sendo seguidas no Brasil.

Ainda nestes documentos, fica claro que a ênfase deverá ser no Ensino Fundamental, o que também está na Lei 9394/96 (LDB). No discurso do Banco Mundial (1996:01) temos que:
A Educação é crucial para o crescimento econômico e a redução da pobreza. A evolução da tecnologia e as reformas econômicas estão provocando mudanças extraordinárias na estrutura das economias, das indústrias e os mercados de trabalho em todo o mundo (...). Os investimentos em Educação contribuem para o acúmulo de capital humano que é essencial para conseguir investimentos mais altos e um crescimento econômico sustentável. A educação, especialmente a Educação Básica (primária e secundária de primeiro ciclo), contribui para reduzir a pobreza ao aumentar a produtividade dos pobres, reduzir a fecundidade e melhorar a saúde, ao dotar as pessoas das atitudes que necessitam para participar plenamente na economia e na sociedade. De modo mais geral, a educação contribui para fortalecer as instituições civis, ao criar uma capacidade nacional e ao promover o bom governo, que são elementos essenciais para a implantação de políticas econômicas e sociais racionais”.
Nestes documentos, enfocam-se as diretrizes para os mais variados aspectos da educação, como conteúdo, currículos, formação de professores, educação profissional, calendário escolar, avaliação de desempenho, educação feminina, educação indígena, merenda escolar, parcerias, atuação das organizações não governamentais, municipalização do ensino, entre outras, falando-se também em acesso, equidade e qualidade. Quanto à equidade, podemos questionar, se trata de uma escola diferente para "os vários grupos desventurados que se superpõem, incluídos os pobres, as minorias linguísticas e étnicas, os nômades, os refugiados e as crianças que trabalham" (Banco Mundial, 1996, p.13) e se esta educação não estaria perpetuando as diferenças, ou mascarando-as, a fim de que esta população tenha acesso a alguns bens, somente para que não ocorram convulsões sociais. Mas não seria equidade diferente de qualidade, pois a segunda implica em qualidade para todos enquanto que a primeira, somente em ter escolas, isto é, garantir apenas o acesso?

Cumpre também ressaltar que no documento do Banco Mundial coloca-se a educação como um investimento de alta taxa de retorno, cerca de 10%.

Façamos parênteses, para analisar mais profundamente a política educacional paulista em 12 anos de governo do PMDB. Vejamos, a partir do governo André Franco Montoro, que, no discurso de posse disse: "descentralização e participação são os instrumentos desta nova política educacional” (Borges, 2002, p.32), no entanto, continuando a inadequada interação escola-comunidade, relações autoritárias, cobranças, ocorrendo apenas desconcentração, com o envio de recursos diretamente às escolas, embora a ideia básica do documento de governo em relação à Educação fosse “a descentralização com participação levaria à democratização da educação, propiciando a recuperação da dignidade da escola pública” (Borges, 2002, p.36).

Reforçamos que o Estado Democrático exige o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a ampla maioria da população e para a redução das desigualdades sociais, bem como para a participação efetiva da população no processo de tomada de decisão.

Ainda no governo Montoro, houve a análise das propostas curriculares, porém o processo participativo deu-se em nível de “consulta facultativa” e na forma de “participação concedida”, segundo Borges (2002, p.105), pois após inúmeras discussões com grupos de professores, prevaleceu a proposta do governo.

Como descentralização, houve a municipalização da merenda, da pré-escola e de reformas e construções de prédios escolares.

No governo de Orestes Quércia, as Delegacias de Ensino foram transformadas em unidades de despesa e houve a implantação das Oficinas Pedagógicas. Quanto à participação da comunidade, esta foi sempre chamada a colaborar, mas na solução de problemas pontuais, pois a solução de problemas substanciais foi sempre apresentada por Decretos, Resoluções, Portarias, partindo dos órgãos centrais da pasta. No governo de Fleury, houve uma tentativa de descentralização em nível de escola, com a implantação da Escola-padrão, porém mesmo nesta o magistério teve apenas participação passiva – “fez parte”, sem desta “tomar parte” (Borges, 2002, p.235).

Se compararmos estes governos ao atual, verificaremos que diversas ações/programas têm se repetido, sem que alcancem o resultado desejado ou mesmo que cheguem a uma conclusão. Na verdade, estas políticas não têm seguido os programas partidários, mas alternam-se ao sabor do Secretário de Educação em exercício no momento.

Sobretudo a partir dos anos 1990, com o neoliberalismo globalizado, as políticas públicas têm um caráter transnacional, existe uma Agenda Globalmente Estruturada para Educação (Dale, 2000, p.133). Nesta teoria, uma nova forma de força supranacional afeta os sistemas educativos nacionais. A economia capitalista mundial funciona como a força diretora da globalização e, embora intensamente mediada pelo local, atua sobre os sistemas educativos.

Na abordagem da Agenda Globalmente Estruturada para a Educação, a globalização é vista como sendo caracterizada por hiper-liberalismo, governação sem governo (as regulações são feitas pelo mercado) e mercadorização e consumismo. Lembremo-nos de Jontien, onde se reuniram os nove países mais pobres e populosos da Terra, para aprenderem a organizar uma Agenda Educacional e de cujo pacto o Brasil é signatário, pacto este claramente expresso na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

As políticas públicas são o Estado em ação, sendo as políticas educacionais, políticas públicas de natureza social, que se constroem para e pela sociedade.

O Estado (e o Banco Mundial) preceituam acesso, permanência e qualidade para a Educação.
Todavia, a Educação de qualidade ultrapassa a sala de aula e objetiva uma sociedade educada – aquela composta de cidadãos críticos e criativos, capazes de indicar o rumo histórico, coletivamente pretendido.

Portanto, a definição de qualidade que concebemos é diferente daquela do Banco Mundial, pois não se está considerando a qualidade em educação como simples oferta desta para todos.
Nenhuma política pública é neutra, mas emerge da luta das classes da sociedade a que servirá. Assim, as características dos Estados transnacionais que compõem o cenário mundial atual precisam ser entendidas para que estas políticas também o sejam.

Considerações Finais
O atual momento brasileiro exige que coloquemos em prática os seguintes lemas gramscianos:
Instruí-vos, porque teremos necessidade de toda a nossa inteligência.
Agitai-vos, porque teremos necessidade de todo o nosso entusiasmo.
Organizai-vos, porque teremos necessidade de toda a nossa força. (Grisoni & Maggiori, 1973, p.47, apud Saviani, 2002, p.23).
Nas discussões anteriores, procuramos traçar um panorama histórico das políticas públicas educacionais no Brasil, enfocando-as em alguns momentos e quais as concepções do papel da Educação na sociedade ao longo das transformações sociais brasileiras, por que e para quem foram implantadas e alguns de seus resultados. Também questionamos estas políticas, implantadas numa economia dependente do capital mundial, de ideologia neo-liberal e agenda globalizada. Além disto, numa economia sabidamente dependente, os empréstimos e investimentos exigirão a contrapartida, em resultados que deverão atender às diretrizes dos investidores.

Esperamos que, a partir desta discussão, seja possível responder à indagação colocada no título do artigo – a quem servem as políticas públicas educacionais? – ou, ao menos, suscitar novos horizontes para analisar esta questão.

Referências Bibliográficas
Associação Nacional de pós-graduação e pesquisa em Educação. 500 anos de Educação Escolar. Revista Brasileira de Educação, nº 14, Campinas: Autores Associados, 2000.
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BORGES, Zacarias Pereira. Política e Educação: análise de uma perspectiva partidária. Campinas, São Paulo: FAEP/Unicamp; Hortograf, 2002.
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_______. Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996. "Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional" (LDB). Diário Oficial da União, Brasília/DF: Gráfica do Senado, nº 248, p. 27833/41, de 23 de dezembro de 1996.
_______. Lei 10172 de 09/01/2001. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências.
_______. Plano Nacional de Educação: Proposta da Sociedade Brasileira. II CONED, Belo Horizonte/MG, 09/11/1997 (PL nº 4155/98, Câmara Federal).
_______. MEC/INEP. Plano Nacional de Educação: Proposta do Executivo ao Congresso Nacional. Brasília/DF: 1998.
BRASIL/MEC. Plano Decenal de Educação para todos 1993-2003. Brasília, MEC, 1993.
CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho, 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
DALE, Rogers. Globalização e Educação: Demonstrando a Existência de uma Cultura Educacional Mundial Comum ou Localizando uma Agenda Mundial Estruturada para Educação? Educação, Sociedade e Cultura, nº 16, 2001, p. 133/169.
GIUBILEI, Sonia (org.). Descentralização, Municipalização e Políticas Educativas. Campinas, São Paulo: Alinea, 2001.
HELOANI, José Roberto. Gestão e Organização no Capitalismo globalizado: história da manipulação psicológica no mundo do trabalho. São Paulo: Atlas, 2003.
MEC/INEP. Estatísticas dos Professores no Brasil. Outubro/2003.
MEC. Planejamento Político-Estratégico. 1995.
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PEREIRA, Luiz Carlos Bresser. A Reforma do Estado dos Anos 90: Lógica e Mecanismos de Controle. Brasília: MARE, 1997.
Revista Educação e Sociedade, vol. 23, nº 23, SP/Cortez, Campinas: CEDES, 2002 (vários autores). Número especial: Políticas públicas para a educação: olhares diversos sobre o período de 1995 a 2002.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para uma Reinvenção Solidária e Participativa do Estado. In: Sociedade e Estado em Transformação. São Paulo: Editora Unesp, 2001.
São Paulo. Constituição Estadual do Estado de São Paulo, de 05 de outubro de 1989. Disponível em: http://www.adusp.org.br/arquivo/ConsEst/Default.htm Acesso em 20 nov 2004.
______ . Plano Estadual de Educação: Proposta da Sociedade Paulista. São Paulo, 14 de outubro de 2003. Projeto de Lei nº 1074/03. Disponível em: http://www.adusp.org.br/arquivo/ConsEst/Default.htm. Acesso em 12 out 2004.
SAVIANI, Demerval. Da nova LDB ao Novo Plano Nacional de Educação: Por Uma Outra Política Educacional. Campinas/SP: Autores Associados, 1998.
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SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 21. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2000.
TOMMASI, Livia de; WARDE, Mirian Jorge; e HADDAD, Sérgio (orgs.). O Banco Mundial e as Políticas Educacionais. São Paulo: Cortez Editora/ PUC-SP/Ação Educativa, 1996.

25/09/2017

XI SIMPLAGE - SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE GESTÃO EDUCACIONAL - FE/UNICAMP

Leia os textos completos dos trabalhos apresentados no XI SIMPLAGE - SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE GESTÃO EDUCACIONAL - FE/UNICAMP, ocorrido em 23/09/2017, com o tema "Tendências da política e da gestão educacional: impactos na organização da escola pública"
clicando aqui

27/06/2017

XI SIMPLAGE – SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE GESTÃO EDUCACIONAL

                        XI SIMPLAGE – SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE GESTÃO EDUCACIONAL
FE/UNICAMP

TENDÊNCIAS DA POLÍTICA E DA GESTÃO  EDUCACIONAL:
 IMPACTOS NA ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA
                              23 DE SETEMBRO DE 2017 – FACULDADE DE EDUCAÇÃO - UNICAMP
  Objetivos
- Analisar as políticas educacionais no âmbito dos sistemas de ensino;
 
- Criar espaços para relatos de pesquisas e práticas na política e gestão da Educação.
Público-alvo
Dirigentes Municipais de Educação,
 Assessores de Sistemas Estaduais e Municipais de Ensino, Dirigentes Regionais, 
Sindicatos dos Profissionais da Educação, 
Supervisores de Ensino, Diretores de Escola, 
Coordenadores Pedagógicos, 
Professores e
 Estudantes envolvidos ou interessados em Gestão Escolar, Administração e Política Educacional.
Inscrições limitadas: 400 vagas
Programação

08h às 09h -
 Credenciamento e café
09h às 9h30 -
 Solenidade de Abertura 
09h30 às 12h -
 Conferência de abertura
 “Tendências da política e da gestão educacional: impactos na organização da escola pública"
Conferencista: Profa. Dra. Dalila Andrade Oliveira (UFMG)
Coordenadora: Profa. Dra. Cristiane Machado (DEPASE/FE)
12h às 13h30 -
 Almoço
13h30 às 15h -
 Apresentação de trabalhos
15h30 -
 Café
16h às 17h -
 Mesa Redonda: Direito à Educação Básica: 
implicações para a gestão democrática da escola pública
Coordenação: Profª. Dra. Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis
 
Debatedores: Prof. Dr. Richard P. Pae Kim (Juiz Instrutor de Gabinete no STF/UNIMEP) 
 e Profa. Claudicir Brazilino Picolo
 (Secretária Municipal de Educação de Nova Odessa e
 Coordenadora  da Câmara Temática de Educação da RMC)
Val                                   Valores



                                 Até 14/08/2017: R$ 130,00
                                Até 14/08/2017: R$100,00*
                                De 15/08/2017 a 15/09/2017: R$ 150,00
                               *para estudantes e sócios da APASE e UDEMO


20/05/2014

PARTICIPAÇÃO E AVALIAÇÃO: RELAÇÕES E POSSIBILIDADES

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PARTICIPAÇÃO E AVALIAÇÃO: RELAÇÕES E POSSIBILIDADES
Uma análise sobre a atuação do Conselho de Escola no Projeto Pedagógico e a avaliação de sistemas

“Participação e Avaliação: Relações e Possibilidades” foi escrito a partir de um estudo que teve como objetivo analisar a relação entre a participação e avaliação, isto é, a participação do Conselho de Escola no Projeto Pedagógico e os resultados de matrícula final - promoção, retenção, evasão que a escola atinge.

A pesquisa realizou-se no ano de 2007, em quatro escolas públicas estaduais em cidade da Região Metropolitana de Campinas - SP, localizadas em quatro diferentes regiões desta. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram questionário, entrevista semi-estruturada e análise documental.

Neste livro, participação e avaliação são discutidas enquanto políticas em suas relações com a democratização da gestão escolar, analisando as dificuldades e possibilidades para que se materialize, na realidade das escolas públicas estaduais paulistas. Por meio da análise empreendida, não foi encontrada relação entre participação e resultados das escolas: uma maior participação do Conselho de Escola não levou, necessariamente, ao aumento do índice de promoção e diminuição da retenção e evasão, uma vez que muitos outros fatores, como a descontinuidade das políticas educacionais e inclusive, estruturais e do plano de carreira, interferem. Tal relação, não linear e suas nuances foram discutidas ao longo do texto.

O aprendizado da participação e da democratização das relações na escola e na sociedade é defendido neste trabalho de Maria Ângela Paié Rodella Innocente, que entende serem eles processos em construção na educação brasileira, em busca de sua democracia.

O lançamento do livro ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2012, às 19h e 30min, na "Cacau Delicie - Chocolaterie" no Shopping Welcome Center - Av. São Jerônimo, 120 - Americana, SP.

Veja o álbum completo deste evento clicando aqui.

Para adquirir este livro acesse minha Loja Virtual.

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